Chamon (1960-2021)

Chamon

Faleceu em 22.08.2021 o cantor Elias Chamon Filho, o Chamon. No Dicionário Cravo Albin:

Nascido em 08/04/1960 em Castelo, ES, Chamon iniciou a carreira artística na década de 1980, como integrante do grupo vocal Garganta Profunda, com o qual lançou os discos “Orquestra de Vozes Garganta Profunda”, em 1986, e “Yes, nós temos Braguinha, em 1987. Neste ano, participou dos shows de lançamento do LP “Yes, nós temos Braguinha”, ao lado do próprio compositor homenageado no disco. Também em 1987, participou de alguns espetáculos dedicados a levantar a memória da MPB, como “O cordão dos puxa-sacos”, escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin para a série “Carnavalesca”, da antiga Sala Sidney Miller, da Funarte. Nesse show, em que era perfilada quase toda a obra do compositor Roberto Martins, também em cena, exibiu-se ao lado do próprio homenageado e da cantora Marília Barbosa.

De 1989 a 1991, atuou em musicais no Palladium (SP), ao lado de Miele, Rosemary, Dercy Gonçalves e Toni Ramos, sob a direção de Aberlardo Figueiredo.

Retornando ao Rio, em 1991, participou, ao lado de Zeca Pagodinho, Gal Costa, Paulinho da Viola, Ney Matogrosso e D. Ivone Lara, entre outros, da gravação do CD em comemoração dos 80 anos de Mário Lago.

Em 1992, estreou o show “Meus velhos amigos”, cantando músicas de Herivelto Martins, Lamartine Babo, Braguinha, Roberto Martins, Alcyr Pires Vermelho e Mário Lago, entre outros compositores da chamada Época de Ouro da Música Popular Brasileira. Nesse mesmo ano, começou a viajar pelo Brasil, ao lado de Mário Lago, com o espetáculo “Histórias da Música”, totalizando mais de 500 apresentações. Era apresentado pelo compositor como “A voz que os anjos imitam quando querem cantar”.

Em 1996, gravou o CD “Me abraça”, produzido por Roberto Santana.

Chamon

Ao longo de sua trajetória artística, participou de gravações com Nelson Sargento, Noca da Portela, Velha Guarda da Mangueira, Chico Batera e Marvio Ciribelli. Em seus shows, dividiu o palco com vários artistas, como D. Ivone Lara, Moacyr Luz, João Nogueira, Zé Renato, Frejat, Lenine, Rolando Boldrin, Angela Maria, entre outros.

Como ator, integrou o elenco dos espetáculos “A Traviata”, sambópera de Augusto Boal e Marcos Leite, “Guerra dos sexos”, “O homem, a mulher e a aposta”, de Maria Helena Kúnher, e “A Missa dos Quilombos”, musical de Milton Nascimento e Pedro Tierra, dirigido Luis Fernando Lobo.

Homenageando o amigo com quem trabalhou durante mais de 10 anos, apresentou-se, em 2005, no Teatro Municipal de Niterói para gravar ao vivo um CD exclusivamente dedicado à obra de Mário Lago. A seu lado, a Velha Guarda da Mangueira, a atriz Bete Mendes e Mário Lago Filho, como convidados especiais, e ainda Marvio Ciribelli (arranjos e piano). No repertório, clássicos como “Amélia”, “Atire a primeira pedra” e “Aurora”, entre outras, além de três canções inéditas do compositor: “Põe mais água no feijão”, “Não tem mais jeito” (c/ Mário Lago Filho) e “Canção da presença”, esta última feita em homenagem ao próprio cantor.

Mais informações sobre a carreira de Chamon em

https://dicionariompb.com.br/chamon/dados-artisticos
https://br.linkedin.com/in/chamon-filho-26868940
https://pt.wikipedia.org/wiki/Chamon
https://www.facebook.com/chamon.filho

Texto de Jorge Chamon no Facebook:

Hoje faço uma reflexão que venho tentando fazer conversando com Deus, dos tempos de hoje de modo geral, pandemia e mortes em massa, pessoas que se vão em um piscar de olhos sem as vezes termos a oportunidade de despedida, e quando temos a oportunidade de nos despedirmos, a dor causada por essa demora traz consigo um sofrimento que chega a ser uma tortura. Mas e aí? O que faremos de diferente, como cuidaremos e amaremos uns aos outros para que vida seja mais leve e amor prevaleça mesmo no absurdo interminável da dor doença, da dor da partida?

Impossível não lembrar de Lico (Elias Chamon Filho Filho) que nos deixou ontem aos 63 anos, em um câncer devastador em apenas 10 meses, sem lembrar do Rafael Chamon (Rafael Martinez Chamon) seu irmão mais novo, que nos deixou em fevereiro de 2019, há apenas 1 ano e meio, com 58 anos, também vítima de um câncer destruidor com pouco mais ou menos que 10 meses. É muito cruel e muito rápido.

E não dá pra falar que essa família gigante, alegre pra caramba que ama estar juntos não tenha Fé suficiente pra que Deus nos dê uma chance. Aceitar e Agradcer os momentos juntos amarmos muito a cada segundo a cada um e dizer o quanto nós amamos, suportar as diferenças e relevar tudo que for necessário é mais importante, eu acho pelo menos, não sou Deus e nem tenho a menor vocação pra ser, relevar e cultivar esse amor sabendo que nada disso é uma questão de merecimento, a doença não escolhe o bonzinho ou o malzinho, o que teria feito a pobre criança que nasce com essas doenças e deficiências? Deus é Infinitamente bom e Justo? Cara, eu acredito que sim, e essas dores absurdas, transformam alguns seres humanos em heróis e estes hoje, eu quero homenagear em vida e a cada dia, dizendo que eu os amo muito.

@hannahchamon_ , @pechamon, @helenachamon, @VitorChamon e @larachamon e @liviachamon Chamon, por tudo que passaram e sofreram, e pelo que estão sofrendo dizendo que jamais estarão esquecidas e sempre poderão contar conosco, sempre!

Pai @chamoneto, te amo muito mesmo cara, @elineschamon Pinha, também te amo muito sua maluca, @doloreschamon te amo muito e Xinha @fatimachamon , te amo Xinha….a vida é assim, e quanto mais forte e juntos estivermos, mais fácil será.

No Facebook, uma das muitas homenagens:

Sobre a despedida:

Entrevista de 2016:

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