Lizzie Bravo (1951-2021)

Lizzie Bravo

Faleceu em 04.10.2021, de um infarto fulminante, a querida Lizzie Bravo, de acordo com informações do perfil oficial da cantora Joyce Moreno e posteriormente confirmadas pela família. Autora do livro “Do Rio a Abbey Road”, lançado em 2015, Lizzie ficou amplamente conhecida por ter gravado em uma das faixas de um dos discos dos Beatles, “Across the Universe”.

Lizzie Bravo também foi esposa do saudoso cantor e compositor Zé Rodrix e era mãe da cantora Marya Bravo:

Em suas próprias palavras, em seu site oficial:

Meu nome é Elizabeth, sou carioca; virei Lizzie depois de ouvir o John cantando “Dizzy Miss Lizzy”. Sou fã dos Beatles desde 1964. Em fevereiro de 1967 fui para Londres com minha amiga Denise. A viagem foi nosso presente de 15 anos. O que meus pais não sabiam é que eu não pretendia voltar…

Vi os quatro Beatles no mesmo dia que cheguei, e passei a frequentar o lado de fora dos estúdios da EMI em Abbey Road todos os dias, vendo-os com muita frequência.

Lizzie Bravo e John Lennon

Pouco menos de um ano depois, Paul saiu de dentro dos estúdios numa noite de fevereiro de 1968, e perguntou se alguma de nós conseguia sustentar uma nota aguda. Eu disse que conseguia e levei minha amiga inglesa Gayleen comigo. Passamos umas duas horas nos estúdios com os quatro Beatles, produzidas por George Martin, e cantamos vocais para a música “Across the Universe”. Dividimos o microfone com John e Paul, alternadamente.

Nos anos 80 / Em setembro de 2021 (fotos do Instagram de Lizzie Bravo)

Anos depois, meu então marido Zé Rodrix me eternizou como “a esperança de óculos” na música “Casa no Campo”.

Site oficial:
https://www.lizziebravo.com/

No livro “Do Rio a Abbey Road”:

“Voltei pro Rio no final de outubro de 1969, fui morar com minha mãe e trabalhar como secretária no Centro. Da Swinging London para a Av. Rio Branco — baita choque cultural!

Zé Rodrix e eu nos conhecemos em março de 1970, num ensaio do show do Bituca (Milton Nascimento) com o Som Imaginário no Teatro Opinião, e casamos em dezembro do mesmo ano, com Bituca como meu padrinho.

Lizzie Bravo e Zé Rodrix

Eu estava grávida de oito meses quando cantei “Casa no Campo” no Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho — sua música mais conhecida, que fala de mim como a “esperança de óculos” e de um “filho de cuca legal”, nossa filha Marya, que nasceu no final de outubro de 1971. (…)”

Leia também:
O dia em que eu cantei com os Beatles

Lizzie Bravo, Zé Rodrix e Marya Bravo

Perfil de Lizzie nas redes sociais, onde ela publicava diariamente fotos e notícias sobre os Beatles e suas palestras pelo Brasil:
https://web.facebook.com/bravolizzie

Charge de Tiago Albuquerque

Algumas das fotos que Lizzie tirou durante sua viagem e que estão contidas em seu livro:

Update 05.10.2021, 11h45 – No portal G1, em matéria de Mauro Ferreira:

A carioca Elizabeth Villas Boas Bravo (27 de maio de 1951 – 4 de outubro de 2021) foi muito mais do que uma garota que amou os Beatles, em especial John Lennon (1940 – 1980). Até porque ela foi a única garota brasileira que gravou com os Beatles, em proeza realizada aos 17 anos.

No dia desse feito histórico, 4 de fevereiro de 1968, Elizabeth já era Lizzie – nome que adotara em 1965 ao ouvir Lennon cantar Dizzy, Miss Lizzy (Larry Williams, 1958) no quinto álbum dos Beatles, Help! (1965) – e estava há quase um ano em Londres, onde chegara em 17 de fevereiro de 1967.

Foram tantos dias à porta do estúdio Abbey Road que, naquele mítico dia 4, domingo de frio em Londres, Lizzie estava dentro do prédio que abrigava o estúdio ao lado de outras poucas beatlemaníacas, quando Paul McCartney perguntou se alguma delas sustentava nota aguda.

Lizzie sustentava a tal nota e foi assim que, juntamente com amiga inglesa, fez um dos vocais que encorparam a gravação de Across the universe (John Lennon e Paul McCartney, 1968), música inicialmente arquivada pelos Beatles que somente ganhou o mundo dois anos após o registro original ao ser apresentada no álbum Let it be, editado em maio de 1970.

Lizzie cantou com John, com Paul e se eternizou na história da música pop pela aventura narrada em detalhes no livro Do Rio a Abbey Road (2015), esgotado em 2017 e com ampliada segunda edição programada para este ano de 2021, além de ainda inédita edição em inglês.

Leia a matéria completa clicando aqui.

De Joyce Moreno:

No portal Beatles Brasil:

Temos a dolorosa missão de divulgar uma notícia muito triste: Lizzie Bravo, a nossa querida Lizzie Bravo, a esperança de óculos, faleceu nesta segunda feira, 04 de Outubro de 2021, no Rio de Janeiro. (…) Trata-se de uma perda irreparável, não apenas para a Beatlemania Nacional, mas também para a MPB, já que Lizzie Bravo tem muita importância em tudo que você imaginar na boa música brasileira moderna, como explica o músico e jornalista Edu Henning:

“Fomos privilegiados em conviver com a Lizzie. Muitos vão lembrar dela como sendo ‘a brasileira que cantou com os Beatles’. Mas, Lizzie atou como fotógrafa de um período riquíssimo da música brasileira (registrando momentos importantes da história de grandes nomes da música feita no Brasil). Foi também uma grande backing vocal de estúdio (participando de emblemáticos discos da MPB). E excursionou pelo Brasil e pelo mundo como vocalista de sensacionais cantores brasileiros. Trabalhou com grandes artistas e participou de magníficos projetos.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Família, amigos… incluindo Joyce, Milton Nascimento, River Phoenix…

O faleciemento de Lizzie Bravo repercutiu nas redes sociais, inclusive lá fora e nos perfis dos fãs de Lennon e Paul. Muitas manifestações lindas. Siga em paz, Lizzie!

Homenagem de Milton Nascimento:

Upadate 11.10.2021 – Sobre a missa de sétimo dia:

[Online] Equale – 04 a 07.10.2021

Projeto voltado prioritariamente para alunos de escolas municipais do Rio de Janeiro, o “Quem Canta Com o Equale Seus Males Espanta” é uma oficina oferecida pelo grupo vocal Equale que pode ser apreciada por qualquer pessoa interessada em música vocal e afins, podendo ser utilizada em sala de aula por escolas e cursos de música, em ensaios de grupos musicais e corais, ou em outros momentos pedagógicos.

QUEM CANTA COM O EQUALE SEUS MALES ESPANTA – de 04 a 07.10.2021

1) O que é um coral – com o maestro Dalton Coelho – 04.10.2021
2) Cuidando da Voz – com a fonoaudióloga Ana Calvente – 05.10.2021
3) Aquecendo a Voz – com a professora de canto Muiza Adnet – 06.10.2021 | 18h
4) Resultado da oficina – ensaio com o Coro Laboratório – 07.10.2021 | estreia às 19h com bate-papo

Direção Musical e Arranjo – Andre Protasio
Coordenação do projeto e produção executiva – Letícia Dias
Edição de vídeo – Flávio Flavio Mendes
Participação especial – Coro Laboratório regido por André Amaral

Contato e redes sociais:
equalevocal@gmail.com
https://web.facebook.com/GrupoVocalEquale

Sebastião Tapajós (1943-2021)

Sebastião Tapajós

O grande músico Sebastião Tapajós, de 78 anos, faleceu na noite de 02.09.2021 em um hospital particular na cidade de Santarém, no oeste paraense. Segundo informações do repórter Bena Santana, da Rádio Clube de Santarém, Sebastião estava prestes a receber alta médica após uma cirurgia, porém acabou apresentando complicações e acabou vindo a falecer. No Portal G1:

A morte de Sebastião Tapajós deixa uma grande lacuna no meio artístico, mas sua contribuição musical será lembrada por esta e as próximas gerações.

Desde que foi confirmada a morte do violonista, dezenas de manifestações de pesar estão sendo compartilhadas nas desdes sociais.

Os muitos feitos pela arte instrumental renderam várias homenagens.a Sebastião Tapajós, uma delas em novembro de 2013, com a cerimônia de outorga das insígnias de Doutor Honoris Causa ao músico santareno, concedidas pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). A solenidade foi promovida pelo Conselho Universitário Pro Tempore da Universidade.

Em 2018, um grupo de amigos realizou um tributo no auditório da Casa da Cultura, em Santarém, com o tema “Santarém do Tapajós: rio abaixo rio acima”. Na ocasião, foi assinada a lei municipal que concedeu pensão vitalícia ao violonista.

Leia mais clicando aqui.

Leia mais sobre o músico no Dicionário Cravo Albin:

https://dicionariompb.com.br/sebastiao-tapajos/biografia

O corpo deverá ser velado no plenário Benedito Magalhães da Câmara de Vereadores de Santarém.

Sebastião Tapajós

Nota do Presidente da Câmara Municipal de Santarém:

NOTA DE PESAR

A Câmara Municipal de Santarém vem de público manifestar pesar pelo falecimento do violonista Sebastião Pena Marcião, o Sebastião Tapajós, ocorrido neste sábado, 02 de outubro de 2021.

Dessa forma, o legislativo santareno reconhece o talento e o valor desse artista para a cultura santarena, que, com seu trabalho, levou o nome da Pérola do Tapajós para vários continentes.

E foi em terras mocorongas que Sebastião Tapajós escolheu para viver seus últimos dias, ficando a gratidão do nosso povo.

Ao mesmo tempo, os vereadores santarenos se solidarizam com familiares e amigos desse grande artista.

Ronan Liberal Júnior
Presidente da Câmara Municipal de Santarém

Sebastião Tapajós

A Câmara Municipal de Santarém divulgou nota de pesar comunicando o falecimento:

O mestre guitarrista Sebastião Tapajós, batizado de Sebastião Pena Marcião, literalmente fez seu nome depois de adotar o nome de seu amado rio. Renomado tanto pela técnica fenomenal quanto pela erudição, Tapajós criou uma vertente do violão brasileiro que combina o clássico e o popular com o folclore regional da Amazônia. Suas numerosas composições , produto de uma carreira que dura mais de 60 anos, são regravadas incessantemente em todo o mundo (com algumas dessas versões apresentadas neste site). Seus 90 álbuns, incluindo composições próprias e interpretação de clássicos, permanecem em demanda internacional, vendidos em seus formatos originais e em compilações encontradas na Internet. A projeção global de Sebastião Tapajós chamou a atenção para a cultura brasileira, a região amazônica e particularmente para o estado do Pará, ao qual ele dedica especial deferência. Seu nome é uma homenagem ao rio e à terra de onde ele saiu para obter aclamação mundial, e o lugar para onde ele voltou e vivia até hoje: o Rio Tapajós.

No Perfil Portal Oeste do Paraná:

Sebastião Pena Marcião (Alenquer, Pará, 16 de abril de 1943 – 02 de outubro de 2021) era violonista e compositor brasileiro.

Nascido em Alenquer mudou-se para Santarém ainda pequeno. Começou ainda criança a estudar violão. Em 1964, foi estudar na Europa. Formou-se pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal. Na Espanha, estudou guitarra com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. Realizou recitais nesses dois países. Regressando ao Brasil, recebeu a cadeira de violão clássico do Conservatório Carlos Gomes de Belém, onde lecionou até julho de 1967.

Ao longo de sua carreira, o artista já tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim, e internacionais como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D’Rivera.

Em 1998 compôs a trilha sonora do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas.

(…) Em abril de 2017 foi criado o Instituto Sebastião Tapajós com o intuito de divulgar e sistematizar a produção musical de Sebastião Tapajós. O endereço do sítio web é

http://www.istapajos.org.br/

Homenagem de Nilson Chaves:

“Perdi um amigo
Perdi um irmão
Perdi um mestre
Perdi um coração

Tenho a tristeza dessa perda
Mas tenho a gratidão da sua luz
Acho que agora sua música
Encantará muito.mais jesus

Sinto uma tristeza profunda
A dor de mim e dos seus
Meu parceiro de palco agora toca
Seu violão de luz a lado de Deus

Até mais Sebastião
Até mais grande tapajós
Tua música agora é eterna
Brilhando dentro de nós”