GRÁTIS – VI Festival Nacional do Choro, Primeiro Dia – 25.04.2015

Na Praça Tiradentes, nos dias 25 (sábado) e 26.04.2015 (domingo), músicos de todo o Brasil vão se apresentar. E de graça. Abaixo a programação do primeiro dia:

— Choro na Feira (RJ)

Nascido e criado no bairro das Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro, no coração da feira livre que movimenta as manhãs de sábado na rua General Glicério, o Choro na Feira se tornou patrimônio cultural dessa comunidade. O grupo conseguiu trazer o choro para a rua — um espaço essencialmente democrático.

Marcelo Bernardes – sax tenor e clarinete
Franklin da Flauta – flauta
Ignez Perdigão – cavaquinho
Domingos Teixeira (Bilinho) – violão
Matias Corrêa – contrabaixo
Clarice Magalhães – pandeiro e percussão

Data: 25/04 – Praça Tiradentes
Horário: 14h

— Humberto Araújo e Quarteto: Zé Paulo Becker, Manoela Marinho, Paulino Dias e Zero (RJ)

A apresentação do “Humberto Araújo Quarteto” pretende ser uma extensão de seu elogiado CD, “Choro Criolo”, de 2004: choros menos frequentes do repertório das tradicionais “rodas”, temperados no balanço das gafieiras e improvisações características. Para isso Humberto Araújo reúne um regional de chorões, grandes amigos, parceiros de longas datas, em gravações, shows pelo Brasil e, principalmente, de antológicas rodas de choro.

Humberto Araújo – sopros
Zé Paulo Becker – violão
Manoela Marinho – cavaquinho
Paulino Dias – percussão
Zero – percussão

Data: 25/04 – Praça Tiradentes
Horário: 15h

— Galo Preto convida Luiz Otávio Braga (RJ)

Comemorando 40 anos em 2015 – um recorde na história dos conjuntos de choro – o Galo Preto marca sua importância no cenário musical pela coerência de não abrir mão das suas marcas registradas: o repertório original e a incessante preocupação em mostrar que o choro é um gênero vivo. Atualmente dedica-se às filmagens do longa-metragem “Cantando de Galo”, do diretor Carlos Camacho, que conta a trajetória do grupo. Eles convidam o violonista, professor e compositor Luiz Otávio Braga para uma participação especial. Luiz foi fundador do conjunto e tem uma longa folha de serviços prestados à música brasileira.

Luiz Otávio Braga – violão
Afonso Machado – bandolim e direção musical
Alexandre Paiva – cavaquinho
Tiago Machado – violão
Diego Zangado – bateria e percussão
José Maria Braga – flauta

Data: 25/04 – Praça Tiradentes
Horário: 16h

— Água de Moringa e Joel Nascimento (RJ)

Com 25 anos de atividade, Água de Moringa homenageia o mestre do improviso e grande nome do bandolim, Joel Nascimento – personagem do quarto CD do grupo lançado em 2009, “Obrigado Joel”.

Joel Nascimento – bandolim
Rui Alvim – clarinete e clarone
Marcílio Lopes – bandolim e violão tenor
Jayme Vignoli – cavaquinho
Luiz Flávio Alcofra – violão
Josimar Gomes Carneiro – violão 7 cordas
André Boxexa – percussão e bateria

Data: 25/04 – Praça Tiradentes
Horário: 17h

Veja as demais atrações do sábado clicando aqui.

Oficinas de Música Vocal com Ordinarius – 05 a 28.05.2015

Todas as Terças e Quintas e Maio de 2015, o grupo vocal Ordinarius realizará Oficinas de Música Vocal no Espaço SESC Copacabana:

Espaço SESC
Endereço: Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana
Horário: 09h as 11h
Inscreva-se: espacosesc.faleconosco@sescrio.org.br
Informações: (21) 2547 0156

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Mestre Camarão (1940-2015)

Mestre Camarão

Mestre Camarão

De acordo com o portal G1, Mestre Camarão morreu na manhã de 21.04.2015, aos 74 anos. De acordo a família do artista, ele estava internado há seis dias no Hospital Santa Joana, no bairro do Derby, área central do Recife, onde tratava uma infecção intestinal:

O corpo do Mestre Camarão chegou em cortejo na tarde desta quarta-feira (22) em Caruaru, Agreste de Pernambuco. O velório é na Câmara de Vereadores, localizada na Rua Quinze de Novembro, Centro da cidade. O sepultamento está previsto para ocorrer ainda nesta tarde no Cemitério Dom Bosco, segundo a família. Autoridades políticas, artistas, amigos e parentes estão no local para prestar as últimas homenagens ao sanfoneiro.

O músico Ednaldo Alves Ferreira, 67 anos, conhecido como “Menininho”, é irmão caçula de Camarão. Ele destacou o quanto o sanfoneiro amava a “Capital do Forró”. “Até nos sonhos ele via Caruaru. Foi morar no Recife por conta do trabalho, mas a paixão era Caruaru. Sempre disse que queria ser enterrado aqui. Meu irmão dizia que, quando estava doente e vinha pra cá, voltava melhor”. Segundo Ednaldo, o corpo será sepultado no Cemitério Dom Bosco, ao lado dos restos mortais dos avós maternos, de tios, e do pai de Camarão.

A voluntária Severina Pereira, 60 anos, conheceu Camarão quando ele era mais conhecido por Reginaldo Ferreira. “Ele trabalhava fazendo chapéu de couro na frente da minha casa, na Rua Marechal Deodoro. Eu levava água para ele”, lembra. Severina considera o sanfoneiro um patrimônio do município. “Caruaru fica com uma lacuna. Todo show dele eu ia. Para Camarão, toda homenagem é pouca”.

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Mestre Camarão foi velado neste 22.04.2015 na Câmara Municipal de Caruaru. No blog de Wagner Gil:

Local de tantos debates, audiências públicas e votação de proposituras, a Câmara Municipal de Caruaru teve, nesta quarta-feira (22), uma missão bem mais difícil. Foi na Casa do Povo que centenas de pessoas, entre elas muitos artistas, além dos parlamentares, se reuniram para dar o último adeus ao Maestro Camarão, que faleceu na manhã de ontem, no Recife.

O caixão com o corpo do sanfoneiro chegou no início da tarde e foi recebido por uma salva de palmas e um aboio-lamento do filho Salatiel. “Ainda não caiu a ficha, ainda sinto a presença dele, o cheiro dele. Meu pai foi meu herói, meu mestre, foi meu amigo, foi quem me fez gente. Então, em qualquer canto em que ele esteja, uma parte dele vai estar dentro de mim, e ele vai estar olhando por mim”, falou emocionado o filho, conhecido como Salatiel D’Camarão.

No plenário, muitos nomes conhecidos da música regional nordestina fizeram sua homenagem, executando músicas do repertório do mestre. “Foi bonito ver todo esse pessoal, Savinho, Manoelzinho do Acordeon, Terezinha do Acordeon, João Vaqueiro, Sebastian, Berinho, Nildo, Andrezinho, Beto Café, Mateus França, Jackson do Acordeon, Valdir Lira, João de Bezerros, Júnior Sanfoneiro, Gabrielzinho, todos tocando junto, prestando suas homenagens ao grande maestro”, disse Anderson do Pife, da Banda Zé do Estado.

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