Mongol (1957-2021)

Mongol

De acordo com o site EuRio!, morreu por consequência da Covid-19, em 11.05.2021, o compositor Mongol. Arlindo Carlos Silva da Paixão era cantor e compositor de músicas como “Agonia” e parceiro musical do cantor Oswaldo Montenegro. Ele havia sido intubado por conta de complicações da Covid-19, no Rio de Janeiro. No dia 05.05.2021, foi transferido para o hospital da Fiocruz, de referência no tratamento da doença.

Antes da internação, havia começado recentemente o curso de Pedagogia na UniRio, e seguia produzindo música com intensidade, de acordo com o site Farofafá. Para relembrar:

Em janeiro de 2021, no Festival Canto dos Araçás de música online, ele inscreveu a canção Canto para Oyá, que ganhou como Melhor Letra. Ele cresceu em um cortiço no Grajaú, no Rio, filho de empregada doméstica, e tem uma carreira muito diversificada como ator, compositor e intérprete.

O prestígio de Mongol como compositor teve seu auge nos anos 1980 e 1990, quando integrou o grupo de atores, músicos, instrumentistas que acompanhavam o Oswaldo Montenegro em seus musicais que se denominavam “Os Menestréis”. Passou a trabalhar em musicais como ”A Dança dos Signos” (marcante trabalho de Oswaldo Montenegro, de 1982), “Léo e Bia” e “Aldeia dos Ventos” e também fazia shows solo de humor e música.

Agonia venceu o Festival da Nova Música Popular, realizado pela Rede Globo de Televisão em 1980, e tornou-se um hit massivo. Seguiram-se muitos outros sucessos, como Estrela de Néon, A Vida Quis Assim, Sempre Não É Todo Dia, Taxímetro, A Dama do Sucesso, Lume de Estrelas, Coisas de Brasília. No teatro, trabalhou em peças como O Rei do Mau Humor, Vampiro Doidão, fez a trilha dos musicais João Sem Nome e Brincando Em Cima Daquilo, com Marília Pêra.

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Depoimento de Madalena Salles nas redes sociais:

Mongol se foi. Oswaldo não tem como falar. Ele perdeu o menino com quem sonhou a vida desde os oito anos de idade. Não tem nem o que nem como dizer. Nada. Oswaldo está em silêncio. 🙏🙏🙏

Ass: Madalena Salles

[Online] Artistas Pelo Impeachment – 10.05.2021

ARTISTAS PELO IMPEACHMENT: Lançamento do manifesto num Encontro Virtual às 18hs a o vivo. A íntegra do Manifesto e algumas das suas primeiras assinaturas podem ser conferidas desde já no seguinte link, onde também é possível aderir à Petição Pública de forma online aqui:

https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR119061

SAIBA MAIS SOBRE A INICIATIVA AQUI:
www.instagram.com/ArtistasPeloImpeachment

Link para as 18h:

Cassiano (1943-2021)

Cassiano

O grande compositor Cassiano, autor de “Primavera”, “A Lua e Eu”, “Eu Amo Você, “Coleção”, entre outros grandes sucessos da música brasileira, faleceu por consequências da Covid em 07.05.2021. Segundo o portal G1, ele estava internado desde o fim de abril de 2021 no Hospital Carlos Chagas, na Zona Oeste:

Segundo nota do hospital, o paciente Genival Cassiano dos Santos morreu às 16h30min.

Entre os sucessos, “A lua e eu”, fez parte da trilha sonora da novela O grito (TV Globo, 1975 / 1976) e “Coleção” que virou sucesso nacional ao ser propagada em 1977 na trilha de outra novela da TV Globo, Locomotivas.

No portal Geledés:

Genival Cassiano dos Santos nasceu em um bairro pobre da cidade de Campina Grande, na Paraíba. Quando criança, aprendeu os primeiros acordes de violão com seu pai, amigo íntimo da fera Jackson do Pandeiro.

Ao chegar com a família ao Rio de Janeiro, em meio a um grande processo migratório, Cassiano conseguiu emprego de servente de pedreiro. Nos horários e dias de folga, aproveitava para treinar acordes de violão e bandolim. Durante os anos 60, período em que a música negra, principalmente o soul, passavam a fazer cada vez mais sucesso, o cantor se junta com Hyldon e outros músicos e formam a banda “Bossa Trio” que, mais tarde, se converteria em os “Diagonais”, grupo responsável, junto com Tim Maia, pela difusão da música negra pela região sudeste.

O Síndico havia voltado dos Estados Unidos há pouco tempo e estava na fissura para produzir, encontrou no Brasil Cassiano, que tocava junto com sua banda na noite de São Paulo e Rio de Janeiro. Impressionado com o talento do cantor na guitarra, voz e composição, Tim Maia convida Cassiano para a gravação do primeiro álbum do Síndico, em 1970. Foi nesse disco que Tim inseriu duas composições do cantor Paraibano “Eu amo você” e “Primavera”, sucessos que ajudaram Cassiano a tornar seu nome conhecido e passar para a carreira solo, arrastando muito fãs pelo caminho.

Seu primeiro disco solo foi “Imagem e som”, de 1971.

Neste LP, interpretou “Ela mandou esperar” e “Tenho dito”, ambas em parceria com Tim Maia, e ainda, “Primavera”, com Silvio Rochael, e “Uma lágrima”. O primeiro lançamento foi um grande sucesso, o que garantiu a segunda gravação, denominada: “Apresentamos o nosso Cassiano” álbum no qual interpretou dez composições de sua autoria, dentre elas, “Cedo ou tarde”, com Suzana, “Me chame atenção”, com Renato Britto e “Castiçal”.

Mas a grande explosão de sucesso viria em 1976, quando lançou o disco com duas de suas músicas mais conhecidas: “A Lua e Eu” e “Coleção”, ambas viraram temas de novela da Globo e marcaram uma geração de fãs da música negra.

O grande sucesso do cantor ajudou a impulsionar o movimento negro no Brasil, o qual se reunia em torno dos bailes organizados em São Paulo e Rio de Janeiro sob a égide da trilha sonora composta por Cassiano.

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Nelson Motta fala de Cassiano no Jornal da Globo em 2009:


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Cassiano

No site Iconografia da História:

(…) a grande explosão de sucesso viria em 1976, quando lançou o disco com duas de suas músicas mais conhecidas: “A Lua e Eu” e “Coleção”, ambas viraram temas de novela da Globo e marcaram uma geração de fãs da música negra.

O grande sucesso do cantor ajudou a impulsionar o movimento negro no Brasil, o qual se reunia em torno dos bailes organizados em São Paulo e Rio de Janeiro sob a égide da trilha sonora composta por Cassiano.

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Antônio José Soares Brandão: Falecimento

Brandão

De acordo com o jornal O Povo, o compositor cearense Antônio José Soares Brandão, o Brandão, poeta, arquiteto e artista plástico, faleceu na noite de 02.05.2021, por uma pneumonia que evoluiu para uma septicemia:

Poeta, compositor, arquiteto, artista plástico, esse piauiense que fez-se encanto no Ceará deixa a sua poesia viva na interpretação de artistas Brasil afora.

Da geração da efervescência cultural das décadas de 1960 e 1970, em Fortaleza, Brandão iniciou essa trajetória ainda na faculdade de Arquitetura, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele quem criou a capa do I Festival de Música Aqui (1968) e a capa do álbum Massafeira Livre (1979), do movimento cultural homônimo. Sua poesia foi interpretada por artistas como Nara Leão, Ednardo, Mona Gadelha, Fagner, Mimi Rocha e muitos outros.

Mais do que nunca, Antônio José Soares Brandão lembra: “Quando não mais houver poesia / na triste canção da mesa de um bar / É preciso entender que perdida / pela vida uma estrada caminha / E que uma cidade sozinha / não comporta a procura da vida / É preciso sair pelo mundo”. Tais versos são de “Além do Cansaço”, parceria de Brandão com Petrúcio Maia.

As incertezas de uma pandemia impediram a poesia das canções entoadas nas mesas dos bares. Não há possibilidade de se encontrar, tão pouco aglomerar. Brandão já havia dito que uma cidade, sozinha, não dá conta da vida, mas sair por aí também não seria possível agora. De alguma forma, ele decidiu caminhar por estradas invisíveis. Certamente, em busca da poesia.

Brandão se vai, mas seu legado permanece vivo para a compreensão da arte neste País. Ao mesmo tempo, “De qualquer jeito é cedo/ De qualquer jeito há medo/ De qualquer jeito/ A força vem do braço/ Ou da palavra sai/ Corre”, como na canção “Alazão” — parceria com Ednardo.

Para o cantor e compositor Ednardo, as letras de Brandão “são, na verdade, poesias que por si só existem”. Parceiros de longa data, os dois realizaram diversas músicas juntos, como “Alazão”, “É Cara de Pau”, “Duas Velas”, “Vaila”, “Classificaram”, “Boi Mandingueiro” e muitas outras. Brandão também fez as artes gráficas do disco “Cauim” (1978) e do já citado “Massafeira Livre”. E Ednardo editou o primeiro livro de poesias de Brandão, “Todas As Noites”, pela sua editora.

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Ray Reyes (1970-2021)

Ray Reyes

De acordo com o portal G1, Ray Reyes, ex-integrante do grupo Menudo, morreu aos 51 anos:

O anúncio foi feito por Raül Reyes, irmão do cantor, através de uma publicação nas redes sociais, na noite desta sexta-feira (30).

“Com uma dor enorme em minha alma que informo que meu amado irmão Ray Reyes morreu. Peço que nos deem privacidade para digerir toda essa situação e por favor orem por nossa família, principalmente por nossa mãe”, escreveu Raül.

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No portal R7:

Imagens divulgadas pela equipe do cantor Ray Reyes, ex-integrante do grupo Menudo, mostram como foi o último show do artista, que morreu neste sábado (1º), em Porto Rico. No vídeo, Reyes aparece interpretando o sucesso If you not are there, em fevereiro de 2020, durante a turnê que ficou conhecida como Atlanta – Get on My Moto Tour.

“A partida de Ray Reyes foi repentina. Aqui um presente para seus fãs, que mostra as raízes e a grandeza de um verdadeiro astro. Ray interpretando a canção If you not are there na última vez que fez uma apresentação, no dia 22 de fevereiro de 2020, em Atlanta – Get on My Moto Tour”, escreveu, no Twitter.

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No site PopLine:

Com o Menudo ele gravou quatro álbuns: “A Todo Rock” (1983), “Reaching Out” (1984), “Mania” (1984, em português) e “Evolución” (1984), que rendeu a primeira indicação do grupo ao Grammy.

Em 1985 Ray seguiu carreira sol e apostou no Brasil com os álbuns “Minha Música” e “Una y Otra Vez“. Nos anos seguintes se envolveu em outros projetos, incluindo a turnê “El Reencuentro” com outros integrantes do Menudo — Ricky Melendez, Johnny Lozada, Miguel Cancel, Rene Farrait, Charlie Masso.

Nos últimos anos, Reyes continuava fazendo shows por países das Américas Central e do Norte, numa turnê chamada “Súbete a Mi Moto”. Hoje ele deixa dois filhos, Marcos e Celilia.

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