Jimmy Cobb (1929-2020)

De acordo com o portal G1, Wilbur James Cobb, conhecido no meio musical como Jimmy Cobb, morreu em 24.05.2020 aos 91 anos:

Em entrevista à rádio americana NPR, a mulher do músico, Eleana Tee Cobb, informou que ele morreu por causa de um câncer no pulmão.

A longeva e produtiva carreira musical do baterista inclui a gravação do disco “Kind of Blue”, de Miles Davis. Lançado em 1959, o álbum é o mais vendido na história do jazz.

Jimmy Cobb era o último músico sobrevivente do grupo que gravou o projeto. Completavam o time o saxofonista John Coltrane, o baixista Paul Chambers, o pianista Bill Evans, além de Julian Cannonball Adderley no saxofone alto.

Jimmy Cobb

Autodidata, Cobb nasceu em Washington, em janeiro de 1929 e começou a tocar aos 18 anos. O músico iniciou seu contato com Davis na década de 1950, quando se estabeleceu em Nova York em busca de oportunidades profissionais.

Segundo o jornal “El País”, Cobb recebeu US$ 70 pela sessão de gravação do disco na época e nunca recebeu royalties.

Além de trabalhar ao lado do trompetista, Cobb também gravou junto a Cannonball Adderley, Wes Montgomery, Dizzy Gillespie, Dinah Washington, Pearl Bailey, entre outros grandes nomes do jazz.

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David Correa (1937-2020)

De acordo com o site Carnavalesco, o compositor David Corrêa, autor de diversas obras do carnaval do Rio de Janeiro, especialmente para a Portela, faleceu em 10.05.2020 aos 82 anos. Familiares contaram que o hospital Marcilio Dias teria informado que a causa da morte foi Covid-19:

O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, confirmou a informação.

Na segunda quinzena de abril, David Corrêa sofreu um atropelamento em Jacarepaguá. Passou por cirurgia e teve alta hospital. Porém, o sambista teve um problema renal, nos últimos dias, foi internado e acabou falecendo neste domingo.

A notícia foi encontrada aqui.

Mais sobre a vida e a carreira de David no Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Corr%C3%AAa

Um trecho:

Ingressou na ala de compositores da Portela em 1972, vencendo a disputa de samba-enredo para o carnaval do ano seguinte. Foi precursor dos compositores que passaram a compor para escolas diferentes. Apesar de ser torcedor da Portela, assinou sambas na Mangueira, Salgueiro, entre outras, quebrando a tradição da época, em que os compositores mantinham-se fiéis à uma só escola.

(…) Fora da Portela, David passou a compor para outras escolas, quebrando o costume da época, quando os compositores mantinham-se fiéis às suas agremiações. No carnaval de 1983, David foi o intérprete oficial da Imperatriz Leopoldinense. A escola foi a quarta colocada do carnaval. Em 1984, os Acadêmicos do Salgueiro desfilaram com um samba de David e Jorge Macedo. “Skindô, Skindô” foi apontado pela crítica como um dos melhores sambas do ano e recebeu nota máxima dos jurados do carnaval. Também virou canto de torcida nos estádios de futebol. No carnaval de 1985, a Unidos de Vila Isabel desfilou com o samba “Parece Até que Foi Ontem”, de David, Jorge Macedo e Tião Grande. A obra recebeu nota máxima dos jurados do carnaval e a escola se classificou no terceiro lugar. No ano seguinte, David novamente assinou o samba da Vila, junto com Jorge Macedo. “De Alegria Cantei, de Alegria Pulei, de Três em Três, pelo Mundo Rodei” sugeria um trocadilho com palavrão no verso “Será, ô será / Que o samba ginga na voz Brasil / Mas deixa isto pra lá / E vá na pura do barril”.

Nota da Portela:

Morreu neste domingo (10), aos 82 anos, David Corrêa, o maior vencedor de sambas-enredo da história da Portela (sete vezes), ao lado de Noca da Portela. O compositor também fez história ao vencer sambas em diversas outras agremiações, como Mangueira, Salgueiro, Estácio e Imperatriz, além de ser autor de clássicos gravados por Elza Soares, Almir Guineto, Maria Bethânia, Reinaldo e outros grandes nomes.

David estava internado no CTI do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins, desde o último sábado (2), e faleceu após apresentar piora no quadro de insuficiência renal. Neste domingo, ele chegou a passar por uma sessão de hemodiálise, mas não resistiu. Familiares, no entanto, dizem que o hospital informou que a causa da morte foi covid-19. Em abril, o sambista havia passado por uma cirurgia no pulmão após ser atropelado em Jacarepaguá, mas chegou a receber alta.

Na Portela, David venceu as disputas de samba em 1973, 1975, 1979, 1980, 1981, 1982 e 2002. Na década de 1970, ainda ajudou a defender o samba na Avenida por diversas vezes.

Viúvo, ele deixa cinco filhos. A família ainda não informou o local do sepultamento.

O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão e toda a diretoria da Portela lamentam profundamente o falecimento de David Corrêa, um dos maiores expoentes da Ala de Compositores Ary do Cavaco, e se solidarizam com seus familiares e amigos. Perdemos um gigante!

Carreira brilhante

David Correa ingressou na ala de compositores da Portela em 1972. No ano seguinte, venceu seu primeiro samba na Azul e Branco, “Passárgada, o Amigo do Rei”. Em 1975, com o samba-enredo “Macunaíma, Herói de Nossa Gente””, viu sua carreira decolar após defender o samba-enredo na Avenida, ao lado de Clara Nunes e Silvinho do Pandeiro. A composição, ainda, seria gravada por Clara Nunes, com direito a clipe.

Em 1976, David lançou pela Polydor o seu primeiro LP, “Menino Bom”. Em 1981, veio o LP “Lição de Malandragem”. Ele também lançou “Pique Brasileiro”, em 1986, e “Chopp Escuro”, em 1991. Seu maior sucesso fora do carnaval foi “Mel na Boca”, eternizado por Almir Guineto. David também é autor, por exemplo, de “Bom dia, Portela”, sucesso na voz de Elza Soares, e “Estrela de Oyá”, revivida com muito sucesso por Reinaldo na década de 2000.

Considerado um dos maiores bambas da Portela, foi homenageado diversas vezes pelo Departamento Cultural da escola. A última delas foi em junho de 2018, quando participou de um debate sobre samba-enredo na sede da Portela, com a presença de outros grandes compositores da escola.

Sambas-enredo da Portela compostos por David Correa:

1973- Passárgada, o Amigo do Rei
1975- Macunaíma, Herói de Nossa Gente
1979- Incrível, Fantástico, Extraordinário!
1980- Hoje Tem Marmelada
1981- Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite
1982- Meu Brasil Brasileiro
2002- Amazonas, esse Desconhecido! Delírios do Eldorado Verde

Betty Wright (1953-2020)

Betty Wright

De acordo com o UOL, morreu em 10.05.2020 aos 66 anos, a cantora americana Betty Wright. Segundo confirmação de sua sobrinha, a morte ainda não teve causa confirmada:

Cantora do gênero musical R&B, Wright ficou conhecida pelos sucessos “Clean Up Woman”, “No Pain (No Gain)” e “Tonight is the Night”.

No dia 2 de maio, a cantora ganhadora de várias edições do prêmio Grammy Awards, Chaka Khan, fez um apelo para seus seguidores na rede social Twitter, onde pediu orações para Betty Wright.

Betty Wright, que popularizou o termo ‘no pain, no gain’.

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Betty Wright

No portal G1:

A carreira de Wright começou aos 17 anos com o lançamento de dois singles de seu primeiro álbum, My First Time Around. Três anos depois, em 1971, interpretou o hit ‘Clean Up Woman’, que figurou entre as dez músicas mais tocadas nos Estados Unidos.

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