Célia (1947-2017)

Célia

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De acordo com o Estadão, a cantora Célia morreu, aos 70 anos, na noite de 29.09.2017, vítima de câncer, em São Paulo:

A informação foi dada pelo produtor Thiago Marques Luiz e, logo em seguida, pelo Facebook oficial da cantora. “É com imensa tristeza que informamos o falecimento da cantora Célia”, disse o comunicado na página. O velório será realizado no Cemitério do Araçá, neste sábado, 30, das 9h às 15h.

A notícia pode ser encontrada clicando aqui.

No Dicionário Cravo Albin:
http://dicionariompb.com.br/celia

Leia também:
Grande cantora de voz expressiva e grave, Célia sai de cena aos 70 anos

Matéria, também de Mauro Ferreira, de 08.09.2017:
Célia, cantora que fez no tempo soar a própria sílaba, festeja hoje 70 anos

Trecho da matéria:

Célia chega hoje aos 70 anos de vida com a voz grave que o país ouviu pela primeira vez em 1970, ano em que a cantora foi revelada no programa de TV Um instante, maestro!, comandado pelo controvertido apresentador Flávio Cavalcanti (1923 – 1986).

No embalo da projeção nacional pela TV, Célia iniciou promissora carreira fonográfica na primeira metade dos anos 1970, década em que lançou quatro álbuns pela extinta gravadora Continental, todos batizados com o nome da cantora. Os três primeiros, de 1971, 1972 e 1975, são especialmente relevantes. O primeiro trouxe regravação de Adeus, batucada (Synval Silva, 1935) que mostrou que Célia sabia pisar com firmeza no terreirão do samba. Habilidade confirmada em 1975 quando a cantora deu voz a outro samba antigo que seria, a partir de então, associado à voz de Célia: Onde estão os tamborins? (Pedro Caetano, 1946).

Assim como a voz de Célia, os tamborins ficaram mais escondidos nos anos 1980 e 1990, década refratária a cantoras associadas a uma MPB que já começava a ficar à margem do mercado. Célia, atualmente mais conhecida em São Paulo do que no resto do Brasil, gravou discos eventuais, mas amargou injusto ostracismo até retomar a carreira fonográfica com regularidade, na última década, sob a batuta do produtor Thiago Marques Luiz.

A página oficial da cantora no Facebook anunciava, em 10.09.2017, o lançamento para breve de um DVD:

Grammy Latino 2017: Brasileiros na disputa

A premiação acontece em novembro de 2017:

Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa

– Brutown – The Baggios
– Aventuras II – Blitz
– Boca – Curumim
– MM3 – Metá Metá
– Jardim – Pomar – Nando Reis

Melhor Álbum Pop Contemporâneo

– AnaVitória – AnaVitória
– Boogie Naipe – Mano Brown
– Troco likes ao vivo: um filme de Tiago Iorc – Tiago Iorc
– Tudo nosso – Jamz
– A Danada sou eu – Ludmilla

Melhor Canção

– “Noturna (nada de novo na noite)” – Marisa Monte, Silva & Lucas Silva – Por Silva com Marisa Monte
– “Pé na Areia” – Cauique, Diogo Leite & Rodrigo Leite – Por Diogo Nogueira
– “Só posso dizer” – Nando Reis – Por Nando Reis
– “Trevo (Tu)” – Ana Caetano & Tiago Iorc – Por AnaVitória
– “Triste, Louca ou Má” – Francisco, El Hombre – Por Francisco, El Hombre)

Melhor Álbum de Música Sertaneja

– Daniel – Daniel
– (…) – Day & Lara
– 1977 – Luan Santana
– Realidade ao vivo em Manaus – Marília Mendonça
– 5. Live – Simone & Simaria

Melhor Álbum de Samba / Pagode

– + Misturado – Mart’nália
– Na luz do samba – Luciana Mello
– Alma brasileira – Diogo Nogueira
– Delírio no Circo – Roberta Sá
– SambaBook Jorge Aragão – Vários Artistas

Projeto Gráfico

– Fernanda Takai – Na Medida do Impossível Ao Vivo No Inhotim (André Coelho & Mariana Hardy)
– Pirombeira – Pirombeira (Lia Cunha)
– Gustavo Galo – Sol (Barão Di Sarno & Ciça Góes)
– André Mehmari, Eliane Faria & Gordinho do Surdo – Três no Samba (Lucas Machado, Flávia Nalon & Fábio Prata)
– Magín Díaz – El Orisha de La Rosa (Carlos Dussán, Juliana Jaramillo, Juan Felipe Martínez & Claudio Roncoli)