Rê Montanari (1962-2021)

Rê Montanari

O blog de Mauro Ferreira registrou o falecimento de Rê Montanari, fundadora da Jazzmin’s, big band de mulheres, guitarrista e educadora, aos 59 anos vítima de câncer. A instrumentista paulistana deixou um legado que valorizou a presença feminina na música instrumental brasileira:

Na certidão de nascimento, ela era Renata Montanari (10 de setembro de 1962 – 2 de novembro de 2021). Na vida, sobretudo entre os músicos e os alunos de violão e harmonia, ela era a Rê.

Nota desafinada deste dia de finados, a morte da violonista, guitarrista, compositora e educadora paulistana Rê Montanari – nesta terça-feira, aos 59 anos, vítima de câncer – entristeceu o universo da música instrumental brasileira, ainda abalado com a saída de cena do pianista Nelson Freire (1944 – 2021) na madrugada de ontem.

Professora de violão e harmonia na Escola de Música do Estado de São Paulo, instituição conhecida como EMESP Tom Jobim, Rê Montanari lançou em 2014 o álbum solo Entre o som e o silêncio. Contudo, a musicista era especialmente ligada a grupos.

Foi integrante e uma das fundadoras da Jazzmin’s, big band paulistana formada somente por instrumentistas mulheres. Antes, nos anos 1980, Rê Montanari integrou o grupo Kali, também formado somente por mulheres.

Em 2004, décadas depois, formou com Beto Caldas e Vinnie Colla o trio de música instrumental Samambaia. Mais recentemente, foi convidada a formar o Trio D’Alma com Cândido Serra e Ruy Saleme.

Rê Montanari

Como integrante da Avon Women Orchestra, a instrumentista se apresentou em várias cidades do Brasil, tocando com cantoras como Daniela Mercury, Leila Pinheiro, Margareth Menezes, Paula Lima, Rita Lee, Vanessa da Mata e Zélia Duncan.

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Site oficial:
https://www.remontanari.com/

Leia também no site Violão Brasileiro:
Morre a violonista e compositora Rê Montanari

Henrique Annes (1946-2021)

De acordo com o portal G1, o violonista e compositor Henrique Annes morreu em 20.09.2021 aos 75 anos:

De acordo com familiares, ele sofreu uma parada cardíaca quando estava sendo levado para uma cirurgia, no Hospital Santa Terezinha, na Iputinga, na Zona Oeste do Recife.

Henrique Annes

O violonista atuou em sinfônicas e orquestras de câmara no exterior e no Brasil. Foi professor no Conservatório Pernambucano de Música, por quase 40 anos. Também integrou a Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco e a Orquestra Armorial.

Em 2019, Henrique Annes lançou um DVD sobre os 50 anos de carreira, contados a partir da estreia em gravações, ao lado de Canhoto da Paraíba, com quem foi para o estúdio pela primeira vez.

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Paulo Rafael (1955-2021)

Paulo Rafael

De acordo com o portal G1, o músico pernambucano Paulo Rafael, referência da guitarra no país, morreu, aos 66 anos, em 23.08.2021:

Paulo fazia parte da banda de Alceu Valença e do Ave Sangria. Segundo parentes, Paulo estava internado e em tratamento de um câncer no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, onde faleceu.

Natural de Caruaru, no Agreste pernambucano, o músico começou a carreira nos anos de 1970 no Recife, como integrante da banda Ave Sangria. O grupo produzia rock com raízes nordestinas e, há sete anos, retomaram as atividades e lançaram um novo disco.

O guitarrista teve uma parceria de mais de 40 anos com Alceu Valença, além de várias participações em projetos e como produtor de artistas consagrados, com Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Lobão. Foi ele quem escreveu o arranjo da faixa “Vaca profana”, de Caetano Veloso, gravado por Gal Costa.

O músico deixou esposa, neta e filha. O velório foi marcado para o Cemitério da Penitência, a partir das 11h, com cremação prevista para as 13h15, no Rio de Janeiro.

Por meio de uma rede social, a cantora Elba Ramalho prestou homenagem ao guitarrista. “Amigo e parceiro musical em tantos momentos icônicos da música brasileira”, escreveu. Ela declarou, ainda, que vai sentir falta da “guitarra doce e pontual selada na obra de Alceu Valença, com quem você caminhou nas últimas décadas”.

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No site Radio Jornal:

Ave Sangria é um conjunto musical brasileiro de rock psicodélico, um dos principais expoentes da cena musical psicodélica pernambucana dos anos 1970.

Inicialmente chamado de Tamarineira Village (em referência ao Greenwich Village de Nova York e ao bairro da Zona Norte do Recife), o conjunto mudou de nome por sugestão de uma cigana que os integrantes conheceram no interior da Paraíba.

As últimas performances da Ave Sangria ocorreram em 1974. No entanto, em 2019, 45 anos após o lançamento do primeiro álbum, o grupo voltou ao mercado fonográfico com Vendavais, disco que contava com três integrantes da formação original: Almir, Marco Pólo e Paulo Rafael.

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No Diário de Pernambuco:

Natural de Caruaru, no Agreste pernambucano, Paulo Rafael começou sua carreira na década de 1970 em Recife com a banda Ave Sangria. Logo se tornou um dos principais instrumentistas do rock psicodélico local, no movimento contra-cultural conhecido como Udigrudi, e do gênero no país inteiro. Na época, a banda lançou apenas um disco homônimo, de 1974, que foi censurado pela ditadura. A sua sonoridade, porém, foi ganhando novos fãs a cada geração, levando o grupo a se reencontrar em 2014 para gravar um novo lançamento, intitulado Vendavais.

Paulo Rafael

Além da banda, Paulo também participou de outros projetos aclamados da cena psicodélica, como o álbum Paêbirú (1975), de Lula Côrtes e Zé Ramalho, e produziu álbuns solo como sua estreia Caruá (1976), com Zé da Flauta e Lenine (ainda percussionista na época). Contudo, a parceria mais famosa de sua carreira foi com o músico e cantor Alceu Valença, com o qual tocou e produziu vários dos seus discos. Os dois se conheceram em Olinda, enquanto Paulo tocava com o Ave na rua, em frente à Igreja da Misericórdia. Após mais alguns encontros, Alceu convenceu os pais de Paulo a deixarem ele viajar para o Rio de Janeiro para tocarem em um festival. Desde então, a troca de influências se tornou rotina entre os dois, Paulo trazendo a força da guitarra e do rock, e Alceu colocando a tradição violeira regional.

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