Marcelo Reis: Falecimento

De acordo com o Globo Online, morreu em 11.09.2021 em decorrência de complicações causadas pela Covid-19, o jornalista e ativista Marcelo de Jesus Reis. Candomblecista, ele foi defensor das causas de igualdade racial e grande entusiasta do carnaval, chegando a ser Rei Momo da Rio em 2005:

Marcelo era descrito pelos amigos como uma pessoa muito alegre e extrovertida. Participava ativamente da rotina do Renascença Clube, onde era querido por todos.

Marcelo Reis

Em postagem do Renascença nas redes, Marcelo foi descrito como “amante da soul music, salgueirense e militante ardoroso”. Nos comentários da publicação, muitos amigos lamentaram a perda do jornalista.

Marcelo Reis

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No Metropoles:

Há uma semana ele estava internado no Hospital Casa Evangélico, na Tijuca.

Ex-diretor Escola de Teatro Martins Pena, Marcelo era defensor das causas de igualdade racial, religiosa e grande entusiasta do carnaval.

Post da Faetec no Facebook:

Faetec informa, com profunda tristeza, a perda do ex-diretor da Escola Técnica Estadual de Teatro, Marcelo Reis. Com mais de 20 anos dedicados à fundação, o educador era conhecido por seu livre trânsito pelas unidades de carreiras artísticas. A sua trajetória na Fundação é marcada por relevantes e brilhantes atuações à frente das escolas Luis Carlos Ripper, Paulo Falcão e Martins Pena, além de ter sido responsável pela reestruturação do Teatro Abdias Nascimento, localizado no Campus da Faetec Quintino.

Formado em Jornalismo, com importantes passagens por veículos de comunicação, Marcelo Reis possuía extenso currículo profissional. Músico, bailarino, produtor cultural e ator, a sua carreira na arte e educação sempre buscou a troca de saberes e reflexões. Empenhou-se a encaminhar diversos alunos ao mercado de trabalho, para atuar em áreas como teatro, televisão e carnaval.

Amante do samba e pesquisador da área, foi diretor de escola de samba e, em 2005, eleito Rei Momo do Carnaval fluminense. Uma voz ativa na militância em defesa do movimento negro. Já foi comentarista de rádio do Carnaval do Rio de Janeiro e Mestre de Cerimônias do Governo do Estado. Um homem apaixonado pela vida, pela cultura do país e por sua religião. Sempre à disposição para ajudar, será lembrado por sua alegria e seu sorriso constante.

Em nome de toda a comunidade acadêmica, a Faetec se solidariza com familiares e amigos, que neste momento de dor e tristeza, sofrem com a despedida.

Do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RJ:

NOTA DE PESAR PELA MORTE DO JORNALISTA MARCELO REIS

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) lamenta a morte do jornalista e fotógrafo Marcelo Reis, 54, ocorrida neste sábado, 11/09, vítima da Covid-19. Reis trabalhou em diversas redações no Rio de Janeiro, entre elas, o Jornal dos Sports.

Marcelo Reis

Amante do carnaval, era presença constante na cobertura dos desfiles das escolas de samba cariocas e chegou a ser eleito Rei Momo do Carnaval em 2005. Ativista do movimento negro, era também músico, bailarino, produtor cultural e ator. Deixou um legado construído por 20 anos de atuação na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). Lá, foi diretor das Escolas Martins Pena, Luis Carlos Ripper e Paulo Falcão, além de ter sido o responsável pela reestruturação do Teatro Abdias do Nascimento, no Campus da Faetec de Quintino, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Marcelo Reis era também um dos parceiros da Cojira-Rio, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Rio de Janeiro, vinculada ao SJPMRJ.

O SJPMRJ e a Cojira-Rio se solidarizam com familiares e amigos.

Da escola de samba Estácio de Sá:

O G.R.E.S. Estácio de Sá lamenta profundamente o falecimento de Marcelo Reis.

Marcelo, além de torcedor declarado de nossa agremiação, foi Rei Momo em 2005 e, também, já foi nosso assessor de imprensa.

A família estaciana se solidariza com a família e amigos.

Siga em paz, Marcelo!

Da Escola de Teatro Martins Penna:

Djama Falcão: Falecimento

De acordo com o site Carnavalesco, o compositor e ex-presidente da União da Ilha do Governador Djalma Falcão faleceu em 25.06.2021:

O compositor, que virou dirigente, foi um dos personagens mais marcantes da história recente da escola, a partir da retomada de bons carnavais capitaneados pelo presidente Ney Filardi.

Djalma Falcão

Djalma é um dos compositores dos sambas apresentados pela União da Ilha nos carnavais de 1993, 1999, 2001, 2005 e 2015. Além disso possui obras marcantes pelo Boi da Ilha, escola da mesma localidade da União. Um dos sambas mais marcantes do Império da Tijuca, para o Carnaval 2010, também teve a participação do ex-poeta.

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Laíla (1943-2021)

Laíla

De acordo com o portal G1, Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, morreu em 18.06.2021 vítima de Covid-19:

A informação foi confirmada pela escola de samba Beija-Flor.

Ele estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, Zona Norte do Rio.

Em março desta ano, Laíla postou uma foto recebendo a primeira dose da vacina contra a Covid em uma rede social.

Laíla estava no carnaval há mais de 50 anos. Teve passagens pela Beija-Flor, Vila Isabel e Unidos da Tijuca. É conhecido pela disciplina que comanda a harmonia das escolas por onde passa. A última escola em que atuou no Rio de Janeiro foi a União da Ilha, em 2020.

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Laíla é um dos maiores nomes da história dos Desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro:

Nascido Luiz Fernando Ribeiro do Carmo no Rio de Janeiro em 27 de Maio de 1943, Laíla é natural do Morro do Salgueiro, na Tijuca. Lá ele fundou uma das primeiras escolas mirins, a “Unidos da Ladeira”. Posteriormente, estrerou no Salgueiro, onde ocupou o cargo de diretor de harmonia até 1975, escola pela qual conquistou 7 títulos. Em 1976, Aniz Abraão David, o Anísio, o contratou, juntamente com Joãozinho Trinta, para reforçar a Beija-Flor. Logo nos três primeiros anos, a parceria Joãozinho-Laíla deu certo. A escola nilopolitana conquistou um tricampeonato (1976, 1977 e 1978).

Em 1980, Laíla foi para a Unidos da Tijuca, naquele ano no grupo de acesso (na época, 1-B), onde fez um carnaval vencedor ao lado do carnavalesco Renato Lage (“Delmiro Gouveia”), seguido por outro desfile inesquecível, “Macobeba – O que dá pra rir, dá pra chorar”, oitavo lugar no Grupo Especial (em 1981, ainda chamado de grupo 1-A). Laíla ficou na escola até 1983. Nos anos seguintes, teve breves passagens pela Vila Isabel, carnaval de Belém até regressar a Beija-Flor em 1989 onde foi elemento essencial do desfile que marcou a historia do carnaval em “Ratos e Urubus, larguem minha fantasia”. Em 1992, deixou mais uma vez a Beija-Flor (Joãosinho também saiu) e foi para a Grande Rio, onde permaneceu até 1994. Retornou à Beija-Flor em 1995 onde ajudou a montar a Comissão de Carnaval que rendeu vários títulos para a escola de Nilópolis.

Mestre Mug: Falecimento

De acordo com o site do jornal Extra, faleceu o mestre de bateria Amadeu Amaral, mais conhecido como Mestre Mug, que estava internado no hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe), no mesmo bairro da Zona Norte do Rio onde fica a escola cuja bateria comandou por 30 anos:

O falecimento foi confirmado pelas assessorias de imprensa do hospital e da escola, que ainda não tem detalhes sobre o sepultamento.

Mestre Mug

Mestre Mug, que era presidente de honra da bateria da Vila Isabel, estava internado desde março. Ele deu entrada na unidade para tratar de uma hérnia de disco na lombar e na cervical. Mas, segundo informações preliminares, teria contraído uma bactéria no pulmão. A assessoria do hospital informou que as causas da morte foram multiplas infecções. Em setembro de 2020, o sambista chegou a ter Covid-19, foi internado, mas venceu a doença.

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Aloy Jupiara: Falecimento

Aloy Jupiara

De acordo com o site da Isto É, faleceu em 12.04.2021, vítima de Covid-19, o jornalista Aloy Jupiara. Ele tinha 56 anos e estava internado desde 29 de março:

O jornalista estava no CTI do Hospital São Francisco, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Chegou a ter uma melhora, mas não resistiu a uma infecção pulmonar.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele iniciou a carreira nos anos 1980 no jornal “O Globo”, ainda como como estagiário e, durante sua trajetória, exerceu diversas funções nas editorias Rio, Política e Nacional.

No início dos anos 2000, se transferiu para a “Globo.com” e, em seguida, para o site do Globo Online, onde foi editor de conteúdo e editor executivo.

Em 2009, foi convidado para liderar a equipe de criação do site do jornal Extra, também do Grupo Globo.

No Globo Online:

Jupiara era formado na Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ. Em mais de 20 anos de atuação em O GLOBO, trabalhou como repórter, coordenador e subeditor de Rio, e foi editor e coordenador de Política do jornal. Além disso, foi pioneiro no jornalismo on-line no GLOBO, e na criação dos site GloboNews.com e Extra On-line. Ele também foi jurado e, posteriormente, coordenador do Prêmio Estandarte de Ouro.

Aloy Jupiara

Aloy Jupiara escreveu, em parceria com o também jornalista Chico Otávio, os livros “Deus tenha misericórdia dessa nação: A biografia não autorizada de Eduardo Cunha” e “Os Porões da Contravenção”, que abordava a relação entre a ditadura e o jogo do bicho no Rio de Janeiro.

Recentemente, participou do documentário “Doutor Castor”, sobre o bicheiro Castor de Andrade, em exibição no Globoplay.

Amigos de redação lembram que, além do faro investigativo e enorme dedicação ao trabalho, Aloy se destacava sobretudo pelo semblante tranquilo, não importava a situação. Sempre bem-humorado, tinha verdadeira paixão pelo trabalho nas redações, que talvez só não fosse maior do que o amor incondicional ao carnaval, em especial por sua escola de samba de coração, Império Serrano.

Foi justamente esse envolvimento com o carnaval carioca que fez com que Aloy integrasse o grupo responsável por transformar o Samba do Rio em patrimônio imaterial do Brasil, em 2007.

Ainda na noite de segunda-feira, a notícia da morte de Aloy repercutiu nas redes sociais. O historiador e escritor Luiz Antonio Simas postou no Twitter: “Muito triste. Foi Aloy Jupiara que, em 2012, ligou me convidando para ser jurado do Estandarte de Ouro. Convivi ao longo desses anos com um cara doce, sério, generoso, divertido; tremendo jornalista! Mais um que a peste, auxiliada pela irresponsabilidade do poder público, leva”.

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Carnaval 2021: Lista dos desfiles históricos em reprise

Saiu a lista dos desfiles que serao reprisados nos dias 13 e 14.02.2021 (em compacto de apenas 1h30 no total, segundo a Globo). Leia a respeito em:

Carnaval 2021: 30 desfiles históricos de escolas de samba em reprise

Ainda não foi anunciado se será um dia para cada cidade ou se será misturado:

RIO DE JANEIRO

1 – Acadêmicos do Salgueiro (1993) – Peguei um Ita no Norte (Explode Coração)
2 – Mocidade Independente de Padre Miguel (1990) – Vira Virou, a Mocidade Chegou
3 – Unidos do Viradouro (1998) – Orfeu – O Negro do Carnaval
4 – Beija-Flor (1989) – Ratos e Urubus, Larguem a Minha Fantasia
5 – Portela (2017) – Quem Nunca Sentiu o Corpo Arrepiar ao Ver Esse Rio Passar
6 – Unidos da Tijuca (2010) – É Segredo
7 – Imperatriz Leopoldinense (1989) – Liberdade! Liberdade! Abra as Asas Sobre Nós
8 – Estação Primeira de Mangueira (2016) – Maria Bethânia, a Menina dos Olhos de Oyá
9 – Unidos de Vila Isabel (1988) – Kizomba, Festa da Raça
10 – Mocidade Independente de Padre Miguel (1985) – Ziriguidum 2001
11 – Beija-Flor (2011) – A Simplicidade de um Rei
12 – Acadêmicos do Grande Rio (2017) – Ivete do Rio ao Rio
13 – Unidos do Viradouro (2020) – Viradouro de Alma Lavada
14 – Império Serrano (2004 – reedição do samba de 1964) – Aquarela Brasileira
15 – Paraíso do Tuiuti (2018) – Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?
16 – São Clemente (2019 reedição do samba de 1990) – E o samba sambou

SÃO PAULO

1. Águia de Ouro – 2020 – O poder do saber
2. Mancha Verde – 2019 – Oxalá salve a princesa
3. Mocidade Alegre – 2014 – Andar Com Fé Eu Vou… Que a Fé Não Costuma Falhar.
4. Acadêmicos do Tatuapé – 2018 – Maranhão: Os Tambores Vão Ecoar Na Terra da Encantaria
5. Unidos de Vila Maria – 2017 – Aparecida – a rainha do Brasil – 300 anos de amor e fé no coração do povo brasileiro
6. Dragões da Real – 2017 – Dragões canta Asa Branca
7. Rosas de Ouro – 2005 – Mar de Rosas
8. Tom Maior – 2009 – Uma nova Angola se abre para o mundo. Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade.
9. Império de Casa Verde – 2005 – Brasil, se Deus é por nós, quem será contra nós
10. Barroca Zona Sul – 2020 – Benguela, a Barroca clama a ti, Teresa
11. Gaviões da Fiel – 2003 – Cinco deusas encantadas na corte do rei
12. Colorado do Bras – 2019 – Hakuna Matata, isso é viver
13. Vai-Vai – 2008 – Vai-Vai Acorda Brasil
14. Acadêmicos do Tucuruvi – 2011 – O Xente, o que seria da gente sem essa gente, São Paulo, a capital do Nordeste

Djalma Sabiá (1926-2020)

Djalma Sabiá

Segundo o Dicionário Cravo Albin, o apelido “Sabiá” surgiu nos tempos em que jogava futebol nas peladas do morro do Salgueiro. Aos 12 anos desfilou pela primeira vez na Escola Azul e Branco, uma das três que mais tarde, em 1953, viria a formar o Acadêmicos do Salgueiro: foi um dos fundadores da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro (a ata de fundação está guardada em sua casa). Djalma Sabiá faleceu em 09.11.2020:

Ainda não foi divulgada a causa da morte.

Filho da porta-bandeira, Alzira de Oliveira, ele estava lá quando foi oficializada em 3 de março de 1953, o Acadêmicos do Salgueiro. Aos 12 anos desfilou pela primeira vez na Escola Azul e Branco, uma das três que mais tarde, em 1953, viria a formar o Acadêmicos do Salgueiro.

(…) No ano de 1957 ganhou com o samba-enredo “Navio Negreiro” o 4º lugar do Grupo I no desfile de carnaval daquele ano para a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro. Dois anos depois, em 1959, o Salgueiro classificou-se em segundo lugar do Grupo 1 com o samba-enredo “Viagens pitorescas ao Brasil ou Exaltação a Debret”, em parceria com Duduca do Salgueiro. No ano de 1964 a escola Acadêmicos do Salgueiro obteve o 2º lugar no Grupo I com o samba-enredo “Chico Rei”, de sua autoria em parceria com Geraldo Babão e Jarbas Soares de Carvalho, mas conhecido como Binha, irmão de Geraldo Babão.

No ano de 1976 voltou a ganhar a disputa de samba-enredo no Salgueiro, desta vez com a composição “Valongo”, com a qual a escola classificou-se em 5º lugar do Grupo I no desfile daquele ano. Em 2002 Martinho da Vila incluiu “Chico Rei” no disco “Voz e coração”, com a participação especial do percussionista Naná Vasconcelos.

No ano de 2013 foi lançado, pela Verso Brasil Editora, o livro “Explode, coração”, do jornalista Leonardo Bruno, sobre a trajetória do Acadêmicos do Salgueiro, no qual o compositor colaborou retirando dúvidas e cedendo seu material de pesquisa acumulado a partir do início da década de 1950. Neste mesmo ano de 2013 a escola anunciou a construção de um centro cultural com o nome do compositor.

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Edeor de Paula: Falecimento

Edeor de Paula

De acordo com o site do jornal O Dia, o compositor do clássico samba-enredo “Os sertões”, Edeor de Paula, morreu em 01.10.2020:

O sambista tinha 87 e sofreu uma parada cardíaca decorrente de insuficiência renal. Ele estava internado no Hospital Federal Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

O velório do compositor foi marcado para esta sexta-feira (2), às 10h, na Capela Santa Isabel em Inhaúma, na Zona Norte do Rio. Já o sepultamento acontecerá no Cemitério de Inhaúma, às 14h30.

Edeor era baluarte da escola de samba Em Cima da Hora. “Os sertões” foi apresentado pela primeira vez em 1976. No ano de 2014, , a agremiação reapresentou o samba na Série A do carnaval carioca.

A notícia foi encontrada aqui.

No site SambaRio, por Marco Maciel em 2014:

Domingo de Carnaval em 1976. A Em Cima da Hora se prepara para adentrar a Avenida Presidente Vargas, então o palco dos desfiles das escolas de samba repleto de antológicos enfeites no alto, para abrir as apresentações do primeiro grupo naquele ano. Um dilúvio, no entanto, desaba sobre os componentes. O abre-alas é o único carro alegórico da azul-e-branco de Cavalcante que resta. Em meio a tantos infortúnios, um lindo samba, a obra-prima do Senhor Edeor de Paula, sublime momento do gênero. A tristeza de sua melodia e letra parece ser a trilha sonora perfeita para o problemático desfile que se desenha. O rebaixamento na 13ª colocação entre 14 escolas é inevitável. Apesar dos pesares, “Os Sertões” entra para a história e sua primazia como “o melhor samba-enredo de todos os tempos” na opinião de muitos se eterniza.

Porém, o descenso daquele samba impôs uma incômoda dívida do destino com o Carnaval. Como uma música tão divinal como aquela não conseguiu evitar a queda da Em Cima da Hora, que na época emendava uma sequência no grupo principal desde 1972? O reconhecimento naquele longínquo 1976 foi imediato, com o Estandarte de Ouro. Por décadas, o infeliz desfile da escola, mesmo com os versos de Edeor pulsando no asfalto da Presidente Vargas, se perdurou como um dos grandes mistérios da Folia do Momo.

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Zeca da Cuíca (1935-2020)

Zeca da Cuíca

De acordo com a GazetaWeb, morreu em 04.09.2020, aos 85 anos de idade, um dos baluartes do Carnaval carioca, o sambista José de Oliveira, mais conhecido como Zeca da Cuíca, da escola de samba Estácio de Sá. A causa da morte não foi informada:

Zeca, entre os diversos trabalhos desenvolvidos com artistas da MPB em apresentações, foi homenageado no Carnaval 2018 pela escola mirim Nova Geração do Estácio com o enredo Zeca da Cuíca, sublimes lembranças de um mestre em acordes no compasso da emoção. A Nova Geração é seu palco na passarela de ilusões.

“A diretoria da Associação das Escolas de Samba Mirins lamenta o falecimento de José de Oliveira. Aos familiares, amigos e integrantes da vermelha e branca do Morro de São Carlos, nosso sentimento de pesar. Que Zeca da Cuíca descanse em paz!”, dizia a nota de pesar, divulgada na noite de sexta-feira (4).

A Estácio ainda usou o Instagram oficial da agremiação para lamentar a morte de Zeca. “A família estaciana está de luto. O G.R.E.S. Estácio de Sá lamenta profundamente informar o falecimento de Zeca Cuíca, um dos grandes baluartes de nossa agremiação. Chegou ao morro de São Carlos aos 3 anos de idade e lá viveu por toda sua vida. Ganhou sua primeira cuíca de Djalma Sabiá, amigo de longa data e fundador da co-irmã Acadêmicos do Salgueiro”, começava a homenagem.

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Por Mauro Ferreira no G1:

“A música é infinita e a cuíca, um mistério”, poetizou certa vez o músico fluminense José de Oliveira (1935 – 2020), o Zeca da Cuíca.

Se a arte de tocar o instrumento que lhe deu o nome artístico é mesmo um mistério, o reconhecimento obtido por Zeca da Cuíca no mundo do samba foi o atestado de que ele começou a decifrar esse mistério desde que um dos maiores ritmistas do Brasil, Mestre Marçal, (1930 – 1994), ensinou José a seguir a cadência bonita do samba com o ronco da cuíca.

Morto aos 85 anos no sábado, 4 de setembro de 2020, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), de causa não revelada, Zeca da Cuíca teve a saída de cena lamentada em rede social da escola de samba Estácio de Sá, tradicional agremiação do Carnaval carioca à qual o músico, nascido em Friburgo (RJ), foi sempre associado.

Por ter morado no Morro de São Carlos desde os três anos de idade, Zeca acabou ingressando como ritmista na escola, no tempo em que a Estácio de Sá ainda se chamava Unidos de São Carlos.

Um dos 60 bambas laureados em 2007 pelo Ministério da Cultura como Baluarte do samba, Zeca ganhou a primeira cuíca das mãos de Djalma Sabiá, um dos fundadores da escola Acadêmicos do Salgueiro.

Com o ronco da cuíca, Zeca fez história. Foi um dos fundadores do grupo carioca Os Originais do Samba, criado em 1965. Como integrante do grupo, Zeca da Cuíca acompanhou Elis Regina (1945 – 1982) em 1968 na defesa de Lapinha (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1968), música concorrente na primeira Bienal do Samba.

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David Correa (1937-2020)

De acordo com o site Carnavalesco, o compositor David Corrêa, autor de diversas obras do carnaval do Rio de Janeiro, especialmente para a Portela, faleceu em 10.05.2020 aos 82 anos. Familiares contaram que o hospital Marcilio Dias teria informado que a causa da morte foi Covid-19:

O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, confirmou a informação.

Na segunda quinzena de abril, David Corrêa sofreu um atropelamento em Jacarepaguá. Passou por cirurgia e teve alta hospital. Porém, o sambista teve um problema renal, nos últimos dias, foi internado e acabou falecendo neste domingo.

A notícia foi encontrada aqui.

Mais sobre a vida e a carreira de David no Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Corr%C3%AAa

Um trecho:

Ingressou na ala de compositores da Portela em 1972, vencendo a disputa de samba-enredo para o carnaval do ano seguinte. Foi precursor dos compositores que passaram a compor para escolas diferentes. Apesar de ser torcedor da Portela, assinou sambas na Mangueira, Salgueiro, entre outras, quebrando a tradição da época, em que os compositores mantinham-se fiéis à uma só escola.

(…) Fora da Portela, David passou a compor para outras escolas, quebrando o costume da época, quando os compositores mantinham-se fiéis às suas agremiações. No carnaval de 1983, David foi o intérprete oficial da Imperatriz Leopoldinense. A escola foi a quarta colocada do carnaval. Em 1984, os Acadêmicos do Salgueiro desfilaram com um samba de David e Jorge Macedo. “Skindô, Skindô” foi apontado pela crítica como um dos melhores sambas do ano e recebeu nota máxima dos jurados do carnaval. Também virou canto de torcida nos estádios de futebol. No carnaval de 1985, a Unidos de Vila Isabel desfilou com o samba “Parece Até que Foi Ontem”, de David, Jorge Macedo e Tião Grande. A obra recebeu nota máxima dos jurados do carnaval e a escola se classificou no terceiro lugar. No ano seguinte, David novamente assinou o samba da Vila, junto com Jorge Macedo. “De Alegria Cantei, de Alegria Pulei, de Três em Três, pelo Mundo Rodei” sugeria um trocadilho com palavrão no verso “Será, ô será / Que o samba ginga na voz Brasil / Mas deixa isto pra lá / E vá na pura do barril”.

Nota da Portela:

Morreu neste domingo (10), aos 82 anos, David Corrêa, o maior vencedor de sambas-enredo da história da Portela (sete vezes), ao lado de Noca da Portela. O compositor também fez história ao vencer sambas em diversas outras agremiações, como Mangueira, Salgueiro, Estácio e Imperatriz, além de ser autor de clássicos gravados por Elza Soares, Almir Guineto, Maria Bethânia, Reinaldo e outros grandes nomes.

David estava internado no CTI do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins, desde o último sábado (2), e faleceu após apresentar piora no quadro de insuficiência renal. Neste domingo, ele chegou a passar por uma sessão de hemodiálise, mas não resistiu. Familiares, no entanto, dizem que o hospital informou que a causa da morte foi covid-19. Em abril, o sambista havia passado por uma cirurgia no pulmão após ser atropelado em Jacarepaguá, mas chegou a receber alta.

Na Portela, David venceu as disputas de samba em 1973, 1975, 1979, 1980, 1981, 1982 e 2002. Na década de 1970, ainda ajudou a defender o samba na Avenida por diversas vezes.

Viúvo, ele deixa cinco filhos. A família ainda não informou o local do sepultamento.

O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão e toda a diretoria da Portela lamentam profundamente o falecimento de David Corrêa, um dos maiores expoentes da Ala de Compositores Ary do Cavaco, e se solidarizam com seus familiares e amigos. Perdemos um gigante!

Carreira brilhante

David Correa ingressou na ala de compositores da Portela em 1972. No ano seguinte, venceu seu primeiro samba na Azul e Branco, “Passárgada, o Amigo do Rei”. Em 1975, com o samba-enredo “Macunaíma, Herói de Nossa Gente””, viu sua carreira decolar após defender o samba-enredo na Avenida, ao lado de Clara Nunes e Silvinho do Pandeiro. A composição, ainda, seria gravada por Clara Nunes, com direito a clipe.

Em 1976, David lançou pela Polydor o seu primeiro LP, “Menino Bom”. Em 1981, veio o LP “Lição de Malandragem”. Ele também lançou “Pique Brasileiro”, em 1986, e “Chopp Escuro”, em 1991. Seu maior sucesso fora do carnaval foi “Mel na Boca”, eternizado por Almir Guineto. David também é autor, por exemplo, de “Bom dia, Portela”, sucesso na voz de Elza Soares, e “Estrela de Oyá”, revivida com muito sucesso por Reinaldo na década de 2000.

Considerado um dos maiores bambas da Portela, foi homenageado diversas vezes pelo Departamento Cultural da escola. A última delas foi em junho de 2018, quando participou de um debate sobre samba-enredo na sede da Portela, com a presença de outros grandes compositores da escola.

Sambas-enredo da Portela compostos por David Correa:

1973- Passárgada, o Amigo do Rei
1975- Macunaíma, Herói de Nossa Gente
1979- Incrível, Fantástico, Extraordinário!
1980- Hoje Tem Marmelada
1981- Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite
1982- Meu Brasil Brasileiro
2002- Amazonas, esse Desconhecido! Delírios do Eldorado Verde

Rico Medeiros: Falecimento

Rico Medeiros

De acordo com o site SRZD, faleceu em 24.04.2020 Nilzo Medeiros, o intérprete Rico Medeiros, cantor que fez história no Salgueiro e na Viradouro:

Ainda não há informações a respeito do enterro do cantor.

Grande baluarte do samba, Rico marcou época no Salgueiro, onde ficou entre 1978 e 1992. Dono do bordão ‘Aí, bateria!’, o cantor também teve passagens por Viradouro, Imperatriz e Lins Imperial.

Como compositor, Rico foi autor de dois sambas da Viradouro: “Tereza de Benguela, uma rainha negra no Pantanal” (1994, com Gilberto Fabrino, Jorge Baiano e PC Portugal) e “O rei e os três espantos de Debret” (1995, com Bernardo, Gilberto Fabrino, Gonzaga, João Sergio, José Antonio Olivério, PC Portugal e Wilsinho).

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Via rede social, o Salgueiro prestou homenagem ao intérprete e se solidarizou com amigos e familiares. No site SambaRioCarnval:

A partir de 1978, ao conduzir “Do Yorubá à luz, à Aurora dos Deuses”, Rico Medeiros passou a ser o intérprete oficial do Salgueiro tanto na avenida quanto na gravação do disco original dos sambas-enredo. Desde então, foram 15 anos de dedicação à família salgueirense, com uma breve passagem no apoio do carro de som na Imperatriz Leopoldinense, em 1987.

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No site Carnavalesco:

A suspeita é que o sambista tenha sido vítima de Covid-19, mas que ainda não foi confirmada. Não há informações ainda sobre o enterro do intérprete.

Rico foi um dos mais emblemáticos intérpretes do carnaval carioca com passagens em agremiações gigantes e atuações memoráveis na avenida.

Rico Medeiros marcou época como intérprete do Salgueiro, e foram na sua voz desfiles históricos da academia do samba entre o fim dos anos 70 e o início dos 90. Destaque para o desfile de 1978. Recentemente Rico foi homenageado pela escola na quadra e entoou o lendário samba, para a emoção dos presentes. Veja abaixo o vídeo de Rico Medeiros, em junho de 2014, cantando o samba de 1978 na quadra do Salgueiro.

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Argeu Affonso: Falecimento

Argeu Affonso

De acordo com matéria no site da Isto É, Argeu Affonso, um dos grandes conhecedores do Carnaval carioca, um dos criadores do Estandarte de Ouro e torcedor fanático do Fluminense, morreu aos 88 anos em 02.04.2020:

O jornalista sofreu um acidente e foi levado ao hospital Silvestre na cidade do Rio de Janeiro, mas não resistiu.

Affonso trabalhou no Jornal O Globo e era um dos criadores e presidente de honra do Prêmio Estandarte de Ouro, um reconhecimento aos melhores do Carnaval do Rio de Janeiro. Argeu também foi dirigente do tricolor carioca e era um dos principais beneméritos do clube.

Nas redes sociais, amigos e colegas que trabalharam com “Mestre Argeu”, como era carinhosamente chamado, prestaram homenagens ao jornalista.

“Ele era o nosso Google, a nossa Wikipedia em um tempo em que nenhum dos dois existia. Sabia tudo, dominava a língua portuguesa como poucos! Eu não liberava um texto sem o Argeu passar os olhos”, afirmou a colunista Luciana Fróes.

“Argeu foi um grande amigo tanto no trabalho como na minha vida. Sempre, com sábias e bem colocadas, palavras de carinho. Conheci ele quando fui para a redação em 1983, e me ajudou muito a entender a dinâmica do trabalho. Depois que saiu da empresa, ficou a amizade. Ele era muito só e, sempre que podia, estávamos juntos. Quando almoçava no jornal (ele gostava), ele aproveitava para visitar os amigos e opinava em matérias deles e dos colunistas”, disse a assistente-executiva do O Globo, Isa da Mata.

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No site de O Globo:

No carnaval de 2019, ele recebeu o colete número 1 do Sambódromo, uma homenagem ao jornalista que tinha sempre o olhar atento aos detalhes. O ator, escritor e sambista Haroldo Costa, que é o integrante mais antigo do júri do Estandarte de Ouro, conheceu Argeu em 1972, em sua casa, onde foi sediada a reunião sobre a segunda edição do prêmio. Para ele, Argeu era uma inspiração para todos:

— Ele foi uma pessoa muito importante, foi o timoneiro do Estandarte. Sempre muito equilibrado, gentil e eficiente. Era uma inspiração não só pelo aspecto profissional do jornal, mas pelo profundo envolvimento que tinha com as escolas de samba e com os desfiles. Ele sempre estava ligado previamente nas escolas e era muito bem informado nesse ponto. Por isso, ele sempre teve um equilíbrio muito grande em seu julgamento.

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Desfiles das Escolas de Samba RJ 2020: Resultados dos Blocos de Enredo

Apuração: 27.02.2020.

Blocos de enredo – Grupo A (FBCERJ):

1 – Acadêmicos do Vidigal (184 pontos) – CAMPEÃ
2 – União da Ponte (183,5)
3 – Novo Horizonte (181,5)
5 – Do Barriga (180,5)
6 – Do China (180,5) – DESEMPATE NO QUESITO SAMBA-ENREDO
7 – Mocidade Unida da Mineira (180)
8 – Grilo de Bangu (179)
9 – Império do Gramacho (178)
10 – Flor da Primavera (177,5) – REBAIXADA
11 – Unidos do Alto do Boa Vista (176,5) – REBAIXADA

Grupo B (FBCERJ)

1 – Raízes da Tijuca (184,5 pontos) – CAMPEÃ
2 – Vai Barrar? Nunca! (184,5) – DESEMPATE NO QUESITO SAMBA-ENREDO
3 – Canarinhos das Laranjeiras (179)
4 – Esperança da Nova Campinas (178)
5 – Oba-Oba do Recreio (176)
6 – Unidos do Laureano (175)
7 – Mocidade Unida de Manguariba (174,5) – REBAIXADA
8 – Tradição Barreirense de Mesquita (146) – REBAIXADA

Grupo C (FBCERJ)

1 – Independente de Nova América (175 pontos) – CAMPEÃ
2 – Renascer de Vaz Lobo (170) – SOBE DE GRUPO
3 – Zimbauê – (136,5)
4 – Unidos do Jardim do Amanhã (Art. 5)

Desfiles das Escolas de Samba RJ 2020: Resultados dos Grupos da Intendente Magalhães

A apuração aconteceu em 27.02.2020. Grupo Especial da Intendente Magalhães. Lins Imperial e Em Cima da Hora voltam à Sapucaí:

Fonte: Rádio Arquibancada.

Grupo de Acesso da Intendente. Sobem para o Grupo Especial da Intendente:

1 – Caprichosos de Pilares = 269.9
2 – Leão de Nova Iguaçu = 269.8
3 – Acadêmicos da Diversidade = 269.8
4 – Ind. da Praça da Bandeira = 269.6
5 – Acadêmicos da Abolição = 269.6
6 – Imperadores Rubro Negros = 269.3
7 – Rosa de Ouro = 269.0

Ficam no grupo:
8 – U. de Manguinhos = 268.9
9 – Imp. Ricardense = 268.7
10 – Mocidade de Vicente de Carvalho = 268.7
11 – Unidos do Cabuçu = 268.7

Cai para Avaliação:
12 – U. de Cosmos = 266.2

Desfiles das Escolas de Samba RJ 2020: Resultados do Grupo de Acesso A

Com todas as notas 10, Imperatriz foi a grande campeã do Grupo de Acesso A de 2020. A Acadêmicos da Rocinha e Renascer de Jacarepaguá foram rebaixadas para a Série B no carnaval 2020 do Rio de Janeiro. A Acadêmicos da Rocinha ficou em último lugar, com 265,4 pontos. Já a Renascer de Jacarepaguá terminou na penúltima posição, com 266,1 pontos.

Ordem da leitura das notas da apuração do Grupo de Acesso A em 26.02.2020:

– Comissão de Frente
– Mestre Sala e Porta Bandeira
– Harmonia
– Bateria
– Alegorias e Adereços
– Evolução
– Samba-enredo
– Enredo
– Fantasia

O desempate é feito na ordem inversa.