Leon Fleisher (1928-2020)

Leon Fleisher

No Diário de Notícias, Portugal:

O pianista, maestro e pedagogo norte-americano Leon Fleisher morreu em 02.08.2020 em Baltimore, Estados Unidos, aos 92 anos, revelou o New York Times.

Leon Fleisher, descrito como um pianista prodígio que começou a tocar aos quatro anos, teve uma carreira internacional que fez furor sobretudo nos anos 1950 e 1960 e que ficou ainda marcada por um problema neurológico que lhe afetou a mão direita.

Em 1964, então com 37 anos, o pianista ficou com dois dedos da mão direita imobilizados, o que o condenou a abandonar temporariamente os palcos, submetendo-se a intensos tratamentos.

Nas décadas seguintes, Leon Fleisher acabou por se dedicar ao ensino, ao trabalho de maestro e aperfeiçoou a técnica na interpretação de repertório pianístico para mão esquerda, estimulando ainda outros compositores a escreverem música apenas para mão esquerda.

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No Thw New York Times:
Leon Fleisher, 92, Dies; Spellbinding Pianist Using One Hand or Two

Leon Fleisher

Benito Juarez: Falecimento

Benito Juarez

De acordo com o portal G1, morreu na madrugada de 03.08.2020 o maestro Benito Juarez, aos 86 anos:

O regente comandou a Orquestra Sinfônica de Campinas (SP) por 25 anos, de 1975 a 2000. A prefeitura decretou luto oficial de três dias.

O músico também é o fundador do Coral da USP (Coralusp). A morte foi confirmada pelo filho dele, André Juarez, em publicação no Facebook na manhã desta segunda. André é regente do Coral da USP. Carmina Juarez, filha de Benito, atua como orientadora de técnica vocal no mesmo coral.

Benito Juarez também fundou o Departamento de Música e o Coral da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na Orquestra Sinfônica de Campinas, Juarez participou do processo de profissionalização e foi um dos responsáveis por levar o grupo ao reconhecimento nacional e internacional.

Pelo Facebook, o prefeito Jonas Donizette (PSB) lembrou da relevância do maestro para a cidade. “Informo, com profundo pesar, o falecimento do maestro Benito Juarez, que foi diretor artístico e regente da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas por 25 anos”.

Irmão de Benito, Raimundo Juarez informou que o maestro estava em uma clínica de idosos em São Paulo, onde morreu. O maestro deixa cinco filhos. A causa da morte não foi confirmada até esta publicação.

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No site da Unicamp:

O maestro foi regente da Orquestra Sinfônica de Campinas por 25 anos e fez história ao reger o concerto pelas eleições diretas para Presidência da República, em 1984, convidado pelo Movimento Diretas Já.

Benito Juarez estava aposentado na Unicamp há mais de 20 anos, quando também deixou suas atividades na Orquestra de Campinas. Segundo o pró-reitor de Extensão e Cultura da Unicamp, Fernando Hashimoto, o maestro foi um dos grandes incentivadores da popularização da Orquestra Sinfônica e de corais. Hashimoto esteve envolvido com a Orquestra e com o maestro por 16 anos. “Quando entrei para a Sinfônica, em 1996, ela era considerada uma das principais orquestras do país. Mantinha um corpo de profissionais muito bons e era muito estável”, conta o pró-reitor.

Uma das características marcantes do maestro era o repertório diversificado. Ele incluía composições de vários artistas brasileiros como, por exemplo, Hermeto Paschoal e Milton Nascimento. Neste sentido, a orquestra trouxe fama à cidade de Campinas e também mostrou a importância de se valorizar não apenas o repertório erudito, mas também compositores de música popular.

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MC Atrevida: Falecimento

MC Atrevida

De acordo com o jornal O Dia, a funkeira Fernanda Rodrigues, de 44 anos, conhecida como MC Atrevida, morreu após passar por uma lipoescultura em uma clínica de Vila Isabel, na Zona Norte do Rio:

O procedimento aconteceu no dia 16 de julho. Ela retirou gordura das costas para injetar nos glúteos.

De acordo com a declaração de óbito, a funkeira teve uma infecção generalizada causada por inflamação na pele. Janine Silva, amiga de Fernanda, contou que a funkeira ficou em sua casa após o procedimento e reclamou de dores. Ao entrar em contato com a clínica, foi informada por um responsável de que a situação era “normal”.

Segundo a Record TV Rio, através de um áudio, a dona da clínica informou que o médico responsável pelo procedimento pediu para que Fernanda fosse levada a um hospital para fazer um exame de sangue e identificar qual bactéria causou o problema e tomar antibióticos. Ainda segundo a dona do estabelecimento, o médico não poderia atender Fernanda porque estava internado após sofrer dois AVCs.

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A clínica

Update 03.08.2020 – Leia também:
MC Atrevida: médico presta depoimento na 20ª DP
Amiga de MC Atrevida relembra últimas palavras da funkeira: ‘Como eu sofri’

Renato Barros (1943-2020)

Renato Barros

Faleceu em 28.07.2020 o músico Renato Barros, de 76 anos, nome de destaque na música com o Renato e Seus Blue Caps, uma das primeiras bandas de rock do Brasil, fundada em 1960, que fez bastante sucesso nos tempos a Jovem Guarda. No site Ligado a Música:

Renato Barros, vocalista e guitarrista do Renato e Seus Blue Caps, morreu aos 76 anos. O músico estava internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Clínicas, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro, após ter complicações em uma cirurgia cardíaca de dissecção da artéria aorta.

“Nosso amado e muito querido cantor, compositor e guitarrista não suportou tanto sofrimento e descansou!”, diz comunicado na página oficial do grupo no Facebook. “Foi tocar sua guitarra no plano superior, onde está agora ao lado de seus pais e de sua amada esposa Lúcia Helena. Siga em paz Renato, seu fãs enlutados choram a sua partida! Nossos sentimentos às filhas Érika, Renata, genro Keller, e netas Juliana e Fernanda”.

Renato e seus Blue Caps

Formada em 1960, o Renato e Seus Blue Caps foi uma das primeiras bandas de rock do Brasil, conquistando sucesso no período da Jovem Guarda. O cantor e compositor Erasmo Carlos teve uma breve participação no grupo.

A notícia foi encontrada aqui.

Renato Cosme Vieira de Barros nasceu no Rio de Janeiro em 27 de setembro de 1943, era cantor, compositor e guitarrista. No Dicionário Cravo Albin:

Nome relevante no movimento da Jovem Guarda e compositor de diversos clásicos dessa vertente, em 1959 criou o grupo Renato e Seus Blue Caps, que passou a se apresentar em bailes pela cidade. Em 1960, teve sua primeira música gravada, “Garota fenomenal”, lançada pelo grupo Os Adolescentes, acompanhados pela banda Renato e Seus Blue Caps. Em 1961, teve o “Limbo do Tra-La-La”, gravado por Reynaldo Rayol, também com acompanhamento de Renato e Seus Blue Caps. Em 1962, o conjunto Renato e Seus Blue Caps lançou com Reynaldo Rayol e Cleide Alves o LP “Twist”, que incluiu três composições suas; “Summer comes again”, “Blue caps twist” e “Bonequinha”. Em 1965, no LP “Viva a juventude”, gravado por seu conjunto, teve registradas as composições “Menina linda”, versão para “I should have known better”, de Lennon e McCartney, e logo grande sucesso e clássico da jovem guarda; “Querida Gina”; “Garota malvada”, vertsão de “I call your name”, de Lennon e McCartney; “Os costeletas”, com Getúlio Cortes e Carlinhos, e “Vera Lúcia”, com Paulo César Barros. Ainda em 1965, foi lançado o LP “Isto é Renato e Seus Blue Caps”, que incluiu suas composições “O escândalo”, versão de “Shame and scandal on the family”, de Donaldson e Brown, outro grande sucesso; “Preciso ser feliz”, com Paulo César Barros e Lilian Knapp; “Feche so olhos”, versão de “All my loving”, de Lennon e McCartney, também outro grande sucesso; “Eu sei”, versão de “I’ll be back”, de Lennon e McCartney; “Aprenda a me conquistar”, com Carlinhos e Lilian Knapp, e “Sou tão feliz”, versão de “Love me do”, de Lennon e McCartney.

Renato Barros

Em 1966 teve a música “Devo tudo a você” gravada pelo cantor Jerry Adriani, sendo, inclusive, a faixa que deu título ao LP do cantor lançado naquele ano. O mesmo cantor gravou ainda “Não me perguntem por ela”, “Triste amor”, “Uma vida inteira” e “Você quis zombar de mim”, parceria com Ed Wilson, entre outras. Ainda em 1966, a cantora Wandeléa emplacou o sucesso “Tudo morreu quando perdi você”. No mesmo ano, foi de sua autoria um dos maiores sucessos do conjunto Renato e Seus Blue Caps, “A primeira lágrima”, incluída no LP “Um embalo com Renato e Seus Blue Caps”, que incluiu ainda suas músicas “Meu bem não me quer”, versão de “My baby don’t care”, de Herring; “Sim, sou feliz”, com Paulo César Barros; “Dona do meu coração”, versão de “Run for your life”, de Lennon e McCartney, e “A garota que eu gosto”. No LP “Renato e seus Blue Caps”, de 1967, foram registradas suas músicas “A saudade que ficou”, com Ed Wilson; “Menina feia”, outro clássico da jovem guarda de sua autoria; “Um é pouco, dois é bom, três é demais”, e “Lar doce lar”, esta última, parceria com Carlinhos.

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Update 30.07.2020 – Leia também:
Renato Barros, o beatlemaníaco da jovem guarda

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Rodrigo Rodrigues (1975-2020)

Rodrigo Rodrigues

De acordo com o site do Globo Esporte, morreu aos 45 anos em 28.07.2020 o apresentador Rodrigo Rodrigues, vítima de complicações decorrentes da Covid-19. O jornalista estava internado desde o último sábado na unidade de terapia intensiva do Hospital da Unimed, no Rio de Janeiro:

A televisão brasileira está de luto. Com o bom humor característico e a competência indiscutível, Rodrigo Rodrigues deixou sua marca por onde passou. Desde janeiro de 2019 na Globo, o apresentador conquistou a confiança de todos, e diversos colegas logo se tornaram amigos também fora do ambiente de trabalho.

A morte de Rodrigo abre uma ferida que vai muito além do profissional insubstituível. Dentro e fora da Globo, dezenas de pessoas sentem a perda de um amigo. E a família chora a partida de um parente que conquistou uma legião de admiradores.

Apresentador do programa Troca de Passes, Rodrigo Rodrigues testou positivo para o novo coronavírus há pouco mais de duas semanas. Imediatamente, ele foi afastado do trabalho para que pudesse se recuperar e cumprir o isolamento em casa, com acompanhamento da equipe médica da Globo. No sábado, ele deu entrada no hospital com sintomas como vômitos, desorientação e dor de cabeça.

De acordo com o boletim médico do hospital, foi diagnosticada uma trombose venosa cerebral, e o apresentador passou por uma cirurgia na noite de domingo para aliviar a pressão intracraniana. Nesta terça, porém, ele não resistiu às complicações.

(…) Em 2001, aceitou um convite da TV Cultura para integrar a equipe do programa “Vitrine”, apresentado por Marcelo Tas. Rodrigo ficou por lá até meados de 2003 e, na sequência, teve passagem curta como repórter no SBT.

Já em 2005, mudou-se para a TV Bandeirantes e, em seguida, retornou para a TV Cultura, desta vez para ancorar o “Cultura-Meio Dia” ao lado de Maria Júlia Coutinho. Ele permaneceu na função até 2010.

Rodrigo Rodrigues

Em janeiro de 2011, Rodrigo ingressou na área de onde não sairia mais: o esporte. Assumiu a função de apresentador do “Bate-Bola”, da ESPN Brasil.

(…) Dentro e fora da televisão, Rodrigo Rodrigues tinha outra paixão que carregava desde a infância: a música. Em participação no “Domingão do Faustão” em março de 2020, ele contou que o interesse pelas artes começou cedo, com o desenho. Na sequência, veio o violão.

Em 2008, Rodrigo montou a banda “The Soundtrackers”, especializada em tocar trilhas de grandes sucessos do cinema. Guitarrista do grupo, ele dividia seu tempo entre o jornalismo e a música. Também encontrava espaço na agenda para escrever livros relacionados ao ambiente musical, como “As Aventuras da Blitz” e “Almanaque da Música Pop no Cinema”.

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Cleide Moraes: Falecimento

Cleide Moraes

De acordo com o site da revista Isto É, a cantora paraense Cleide Moraes morreu na noite de 26.07.2020 em um acidente de trânsito:

Conhecida como a “rainha da saudade”, o carro da cantora foi atingido na rodovia PA-391, a Belém-Mosqueiro, próximo do município de Santa Bárbara.

Cleide voltava de um show em Icoaraci, e estava a caminho de Mosqueiro quando teve seu veículo atingido por um carro de passeio. A cantora não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O velório será realizado na terça-feira (28) na sede da escola de samba Rancho Não Posso de Amofiná.

“Cleide Moraes era inigualável com sua voz e alegria. Levou seu brilho para o céu e seguirá sendo nossa eterna ‘Rainha da Saudade’. Que Deus possa confortar a dor dos familiares e amigos neste momento,” escreveu Helder Barbalho, governador do Pará, em uma rede social.

A notícia foi encontrada aqui.

No portal G1:

O corpo de Cleide Moraes foi levado durante a madrugada desta segunda-feira (27) para o Instituto Médico Legal (IML), onde deve passar por necropsia antes de ser liberado. O velório será na sede da escola de samba Rancho Não Posso de Amofiná.

Políticos paraenses, como o governador do estado, Helder Barbalho (MDB); e prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB); além de artistas, usaram as redes sociais para homenageá-la.

“Cleide Moraes era inigualável com sua voz e alegria. Levou seu brilho para o céu e seguirá sendo nossa eterna ‘Rainha da Saudade’. Que Deus possa confortar a dor dos familiares e amigos neste momento”, escreveu Helder Barbalho em uma rede social.

“Estamos todos profundamente tristes com a notícia do falecimento da grande cantora Cleide Moraes. Uma enorme perda para a cena cultural de Belém. Aos familiares, amigos e aos fãs desta grande artista, minha irrestrita solidariedade. Que Deus a receba na luz!”, escreveu Zenaldo Coutinho.

“Belém perde a Rainha da Saudade!!! A Rainha das noites paraenses!!! Que Deus conforte os corações”, escreveu Valeria Paiva em um rede social”, lamentou Valeria Paiva, da banda Fruto Sensual.

“A Rainha se cala! Cleide Moraes. Que Deus a receba e conforte o coração de sua família e amigos!”, escreveu a cantora Hellen Patricia.

A Secretaria de Cultura do Pará (Secult) também emitiu nota lamentando a morte de Cleide Morais.

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Léo Canhoto (1936-2020)

De acordo com o site Memórias Cinematográficas, morreu na madrugada do dia 25 de julho de 2020 o cantor sertanejo Léo Canhoto, da dupla Léo Canhoto e Robertinho, ele tinha 84 anos de idade, e sua morte foi divulgada através de suas redes sociais, porém a causa não foi informada:

Leonildo Sachi nasceu em Anhumas, em 27 de abril de 1936, e fez seu nome na música sertaneja ao lado do colega Robertinho. A dupla marcou o sertanejo por quebrar o tradicionalismo caipira vigente na época, usando longos cabelos, roupas extravagantes e muitas jóias. Por causa disto receberam o apelido de “os hippies do sertanejo”. Eles também foram os primeiros do gênero a utilizarem instrumentos eletrônicos, como guitarras, em suas músicas.

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Peter Green (1946-2020)

De acordo com o UOL, Peter Green, o guitarrista e vocalista que ajudou a fundar e liderou a primeira encarnação da icônica banda Fleetwood Mac, morreu aos 73 anos:

Os advogados da família confirmaram a notícia ao The Hollywood Reporter, dizendo que a morte ocorreu por causas naturais.

Peter Green

Green fundou o Fleetwood Mac em 1967, ao lado de Mick Fleetwood (bateria) e Jeremy Spencer (guitarra). Com a adição de John McVie (baixo), eles gravaram o primeiro álbum em 1968, permanecendo nas paradas britânicas por mais de um ano.

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No Ultimate Classic Rock:

Born Peter Allen Greenbaum in London on Oct. 29, 1946, Green was earning money as a guitarist in a rock n’ roll band by the time he was 15. He gravitated towards the blues, earning himself enough of a reputation that, in 1966, he was recruited to replace Eric Clapton in John Mayall’s Bluesbreakers, whose bass player was John McVie. Mick Fleetwood, with whom he had played in a previous band, would soon become their drummer.

Green’s tenure in the Bluesbreakers lasted a year, appearing on 1967’s A Hard Road, before deciding to form a band of his own. He took Fleetwood and slide guitarist named Jeremy Spencer and named the group after a Green-penned instrumental they recorded while in Mayall’s employ, “Fleetwood Mac,” in the hopes of enticing McVie to join them. The bassist didn’t want to risk the new venture, so they picked up Bob Brunning and made their debut on Aug. 13, 1967. Shortly thereafter, McVie made the switch.

Fleetwood Mac’s 1968 debut made a splash in Britain, and Green was soon heralded as the latest, and possibly best, blues guitarist in the country thanks to singles like “Albatross,” “Oh Well” and “Black Magic Woman,” which would soon be recorded by Santana. But during a 1970 European tour, the combination of drugs and growing issues with his mental health took its toll, and he left the band in May 1970. His first solo effort, The End of the Game, arrived in late 1970.

Green continued his emotional decline and he had several spells in psychiatric hospitals and underwent electro-shock therapy. In January 1977, after his former group became global stars, he pulled a shotgun on his accountant because he didn’t want the royalty checks that he was accruing due to new interest in Fleetwood Mac’s back catalog. He was arrested and subsequently institutionalized, where he was diagnosed with schizophrenia.

In February 2020, Mick Fleetwood organized a tribute concert to Green that featured such devotees as Pete Townshend, Billy Gibbons, Steven Tyler and David Gilmour performing his songs.

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Sérgio Ricardo (1932-2020)

Sérgio Ricardo

Faleceu em 23.07.2020 o músico Sergio Ricardo, de acordo com o portal G1:

Morreu na manhã desta quinta-feira (23), aos 88 anos, o músico Sérgio Ricardo. Ele faleceu no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio. A informação foi confirmada ao G1 pela filha do músico, Adriana Lutfi, que não soube informar a causa da morte.

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Sérgio Ricardo era nome artístico de João Lutfi:

Nascido em Marília em 18 de junho de 1932, compositor e cantor, Sérgio trabalhou também como ator e diretor de cinema. Participou de diversos movimentos culturais como Bossa Nova, Cinema Novo, Canção de Protesto, e Festivais de Música Brasileira:

Aos 8 anos, começou a estudar piano no conservatório de Marília (SP). Aos 17 anos, mudou-se para São Vicente (SP), onde trabalhou como operador de som e discotecário, na Rádio Cultura, e como pianista nas boates Savoi e Recreio Prainha. Mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1952, para trabalhar como locutor na Rádio Vera Cruz. Conseguiu um emprego como pianista junto à banda da boate Corsário, na Barra da Tijuca, e com o salário ganho comprou seu primeiro piano. Mais tarde, seu colega Newton Mendonça lhe informou sobre uma vaga de pianista na boate Posto 5, em Copacabana, que abriria com a saída de Tom Jobim, o qual estava indo trabalhar como arranjador na Continental. Sérgio fez um teste e assumiu a vaga, iniciando longos anos de trabalho na noite carioca e assim fazendo amigos como Tom Jobim, João Gilberto e Johnny Alf. Como pianista em uma época em que os músicos profissionais eram muito requisitados, Sérgio trabalhava diariamente nas melhores boates do Rio, São Paulo e Santos.

Ainda como João Lutfi, seu nome oficial, compôs muitas músicas para piano, passando a escrever letras e cantá-las, incentivado por Eunice Colbert, dona da boate Chez Colbert, onde ao longo de um ano Sérgio se apresentou. Tornou-se notável como compositor quando a cantora Maysa foi até a boate Dominó para ouvir sua mais recente canção, “Buquê de Isabel”, pedindo-lhe para gravá-la em seu segundo disco. Dessa fase das boates ficou o registro do primeiro LP, “Dançante Nº1”, lançado pela Continental em 1958. Sua primeira gravação como cantor saiu em um disco 78 rotações pela RGE, com uma música de Geraldo Serafim, “Vai Jangada”, muito tocada no rádio. Logo em seguida vieram mais duas, “Cafezinho” e “Amor Ruim”. Em São Paulo, acompanhando o gaitista Chade em uma apresentação na TV Tupi, Sérgio foi convidado pelo diretor artístico Teófilo de Barros para virar ator da emissora, com a condição de mudar seu nome para Sérgio Ricardo. Embora relutante, ele aceitou o convite e passou a intercalar os trabalhos de ator e pianista na noite. Estrelou como galã no musical “Música e Fantasia”, atuou em “O Direito da Mulher” e fez alguns papeis em novelas de rádio e televisão. Seu rosto ficou conhecido na TV Rio, atuando em novelas como “Está Escrito no Céu” e “Mulher de Branco”, dirigidas por Carla Civelli, a qual também colocou Sérgio para atuar no Grande Teatro Tupi, encenando peças de autores consagrados como Pedro Anísio. Sérgio também trabalhou na TV Vanguarda (SP) e na TV Continental (RJ), onde foi convidado a apresentar o programa “Balada”, cujo tema era Bossa Nova.

Em 1958, Miele apresenta Sérgio a João Gilberto na casa de Nara Leão, onde se integra ao movimento musical que estava surgindo. Como integrante da Bossa Nova desde seu surgimento, Sérgio Ricardo foi um dos primeiros a gravar um LP nesse estilo, “A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo” (Odeon), contendo apenas músicas próprias. Seu maior sucesso no disco, a música “Zelão”, protagonizou a polêmica em torno da falta de engajamento social em grande parte das composições bossanovistas, motivo que levou Sérgio a deixar o movimento

Em 1961, após ter acumulado experiência em televisão e ter lançado um segundo disco de Bossa Nova, “Depois do Amor”, Sérgio partiu para rodar seu primeiro curta-metragem, “Menino da Calça Branca”, que o colocou dentro do movimento conhecido como Cinema Novo, manifesto político/estético que se espalhou pelo mundo. Por este filme, ele recebeu o prêmio Governador do Estado da Guanabara (1963) e o Prêmio Berimbau de Prata (I Festival de Cinema da Bahia). Em 1962, ele foi convidado pelo serviço diplomático brasileiro do Itamaraty, para representar o Brasil nos festivais de cinema de São Francisco (EUA) e Karlovy Vary (Checoslováquia).

Em 21 de novembro de 1962, Sérgio tocou no histórico Festival da Bossa Nova, no Carnegie Hall. Ele ficou em Nova Iorque por 8 meses, procurando um produtor para “Menino da Calça Branca” e tocando ao vivo em boates como o Village Vanguard, onde revezava o palco com Herbie Mann e Bola Sete. De Nova Iorque, ele foi para a Riviera Francesa, seguindo convite para passar uma temporada de apresentações musicais. De volta ao Brasil, é levado para os estúdios da Philips, por seu produtor Aloysio de Oliveira, para gravar seu terceiro LP, “Um Senhor Talento”. Ao todo, 12 composições novas, entre elas: “Folha de Papel”, “Esse Mundo é Meu”, “Enquanto a Tristeza não Vem”, “Barravento” e “A Fábrica”.

Em 1963, Sérgio compôs a trilha sonora para o filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, um dos filmes brasileiros mais importantes de todos os tempos, com letra e direção de Glauber Rocha. A trilha saiu em LP homônimo no ano seguinte, junto com o filme, e Sérgio ganhou o prêmio de melhor trilha para cinema pela Comissão Estadual de Cinema de São Paulo pelo trabalho. Ainda em 1963, seu amigo Chico de Assis o convidou para participar do CPC-UNE (Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes). Lá ele compõe a trilha sonora para uma peça de Carlos Estevão, atua nos shows habituais e se integra ao movimento, atuando em universidades, favelas e portas de fábricas, usando a música como meio de conscientização.

(…) Em 1967, lançou o disco “A Grande Música de Sérgio Ricardo” (Philips), contendo composições inéditas e trilhas que fizera para Glauber Rocha, Chico de Assis e Joaquim Cardozo. Este último é autor da peça “O Coronel de Macambira”, encenada por Amir Haddad no Teatro Universitário Carioca (TUCA), onde se tocou originalmente a música “Bichos da Noite”, que aparece no filme “Bacurau” (Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, 2019).

Entre os Festivais de Música Brasileira, Sérgio ganhou o segundo lugar com “Romana”, no Festival Fluminense. Na TV Record, no III Festival da Canção de 1967, com a canção “Beto Bom de Bola” ele protagonizou o célebre episódio em que quebrou seu violão e o lançou sobre a plateia, motivado pelo som das vaias que o impedia de executar a canção no palco, sendo eliminado da final após o incidente. O fato é que a bela melodia tinha uma assimilação difícil e fez com que o público preferisse músicas mais fáceis como “Maria, Carnaval e Cinzas”, de Roberto Carlos. Seu grito desesperado “Vocês não estão entendendo nada” dá a entender que ele estava tentando apontar para a importância das letras, nas quais se expressava uma sutil e consciente mensagem: Beto Bom de Bola era um jogador de futebol fictício que alcançou a glória vencendo a Copa pelo Brasil em um jogo difícil, mas logo se tornou esquecido, solitário e quebrado. A segunda parte da canção, em que se fala da nostalgia do jogador através de versos terminados em -ura, rimando e chegando ao final da letra, em que se diz que “O mal também tem cura”, remetem a uma posição crítica contra a ditadura. Outros festivais em que participou incluem a Bienal do Samba, com “Luandaluar”; Festival da TV Excelsior de São Paulo, com “Girassol”; Festival Internacional da Canção, com “Canto do Amor Armado”, no qual ficou entre os dez finalistas; e o IV Festival da Música Popular Brasileira, no qual ganhou o quinto lugar com “Dia da Graça”.

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Leia também:
[Resenhas] Uma Noite em 67

Sobre Sérgio no cinema:
Sérgio Ricardo (1932-2020)

Leia também:
Personagem de cena histórica, Sérgio Ricardo fala sobre vaias em festival de 1967 [2014]
Cineasta e músico Sérgio Ricardo lança livro com seus poemas [2019]

David do Pandeiro (1959-2020)

David do Pandeiro

De acordo com o portal G1, o cantor e intérprete de samba-enredo David do Pandeiro faleceu em 20 de julho de 2020, após se sentir mal na casa em que vivia na zona norte da cidade natal do Rio de Janeiro (RJ):

Descendente da linhagem vocal de intérpretes carnavalescos que teve Jamelão (1913–2008) como maior expoente do gênero, o cantor carioca David dos Santos (13 de janeiro de 1959 – 20 de julho de 2020) – ou melhor, David do Pandeiro, como o artista era conhecido no meio do samba – foi essencialmente uma voz da folia e do samba-enredo.

Uma grande voz do Carnaval que se calou aos 61 anos com a morte do cantor na noite de segunda-feira. Como intérprete de samba-enredo, ofício fundamental para animar o público nos ensaios e nos desfiles das escolas de samba, David do Pandeiro passou por várias agremiações em trajetória que, nesse sentido, se confunde um pouco com a do cantor e compositor carioca David de Araújo (1934–2019), o homônimo bamba carioca também conhecido artisticamente como David do Pandeiro e mais ligado à Portela.

Em carreira iniciada nos anos 1980, David do Pandeiro passou por agremiações como Mocidade Independente de Padre Miguel, Tupy de Brás de Pina, Grande Rio, Estácio de Sá, Unidos de Lucas, São Clemente, Unidos da Tijuca, Flor da Mina, Acadêmicos de Santa Cruz, Unidos do Viradouro e Acadêmicos do Sossego, entre outras.

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José Paulo de Andrade (1942-2020)

De acordo com o portal R7, o radialista José Paulo de Andrade morreu aos 78 anos na manhã de 17.07.2020, devido ao novo coronavirus:

Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, desde o último dia 7 de julho e perdeu a luta contra covid-19.

Segundo o boletim médico da última quarta-feira (15), divulgado pelo jornalista Claudio Junqueira, o quadro de saúde dele permanecia delicado, mas estável. No entanto, Zé Paulo teve uma piora e, nesta sexta-feira, não resistiu, de acordo com confirmação da rádio Bandeirantes.

“É com muita tristeza que comunicamos a morte do nosso colega e amigo José Paulo de Andrade. O Zé Paulo tinha 60 anos de rádio, 57 de Rádio Bandeirantes. Nosso companheiro no ar e fora dele. É com muita tristeza que comunicamos o falecimento dele”, disse Thays Freitas, diretora da emissora em comunicado transmitido ao vivo.

José Paulo de Andrade

Em nota, o Grupo Bandeirantes disse que “José Paulo de Andrade deixará um legado indiscutível, um vazio enorme e muitas saudades” (leia o comunicado na íntegra abaixo).

Zé Paulo era casado e tinha dois filhos. Começou a carreira em 1960, quando tinha apenas 18 anos. Aos 21, foi para a Rádio Bandeirantes, onde atuou como repórter, apresentador e locutor esportivo.

Desde 1973, ele apresentava o jornal O Pulo do Gato.

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No portal G1:

O jornalista também participou de debates políticos na televisão e foi âncora de telejornais como Titulares da Notícia, Jornal de São Paulo, Rede Cidade, Band Cidade e Entrevista Coletiva. Ainda na TV Bandeirantes, interpretou Don Diego/Zorro em As Aventuras do Zorro, em 1969.

O Grupo Bandeirantes lamentou a morte do apresentador. “Com uma voz firme, amplo conhecimento político-econômico, são-paulino fanático e um dos maiores formadores de opinião do Brasil, José Paulo tinha um coração gigante e um caráter ímpar. Com 57 anos de Rádio Bandeirantes, José Paulo de Andrade deixará um legado indiscutível, um vazio enorme e muitas saudades”, disse, em nota.

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Carlos Alberto (1933-2020)

De acordo com o portal G1, Morreu na manhã de 07.07.2020 o cantor Carlos Alberto, considerado o “Rei dos Boleros”, uma das figuras mais conhecidas na noite de Três Rios, no Sul do Rio de Janeiro:

Ele faleceu na Santa Casa de Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, onde estava internado há oito dias por conta de um AVC.

O artista começou a carreira com 8 anos, quando já tocava violão. Nascido em Minas Gerais, e sucesso nos anos 60, o nome “Rei dos Boleros” foi dado pelo Chacrinha.

O cantor morou por 15 anos em Três Rios, onde fez seus primeiros shows profissionais. Na época, os moradores chegaram a fazer um abaixo assinado para que Carlos Alberto fizesse uma serenata na rua onde vivia. Depois disso, ele foi ao Rio encontrar um maestro e fechou com uma gravadora. Durante a carreira, ele lançou mais de 50 trabalhos e foi o cantor que mais gravou boleros no Brasil. Além disso, foi o recordista de vendas da gravadora junto com Roberto Carlos.

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Carlos Alberto

No site JC:

O músico João Rodrigues, sobrinho de Carlos Alberto confirmou o falecimento do artista, que estava internado na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, em Minas Gerais, em publicação no Facebook.

“Comunico aos amigos, com muita tristeza o falecimento do cantor, compositor e excelente intérprete Carlos Alberto (o eterno Rei do Bolero), que infelizmente não resistiu às consequências de um AVC fortíssimo, apesar dos esforços da ótima equipe de profissionais médicos da Santa Casa. Além da voz privilegiada e interpretações memoráveis, era também ótimo violonista. Fica para nós a lembrança de um grande amigo, alegre, carinhoso, que não sabia dizer não”, escreveu na rede social.

O mineiro Carlos Alberto ficou conhecido na década de 1960 como o Rei do Bolero e popularizou sua música romântica pelo Brasil com sucessos como Sabe Deus e Lado a Lado. Ao longo de quase seis décadas de carreira, lançou vários álbuns e circulou pelo país fazendo várias apresentações em eventos importantes, como o Festival da Seresta, no Recife, em 1996.

“É uma uma notícia muito triste. Era um cantor maravilhoso que influenciou muita gente e deixa vários fãs”, afirmou Agnaldo Timóteo, em entrevista por telefone.

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Seu nome de batismo era Nuno Soares. Veja a discografia no Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Alberto_(cantor)

Ennio Morricone (1928-2020)

Ennio Morricone

O grande Ennio Morricone, maestro e compositor de trilhas sonoras que marcaram a história do cinema, morreu aos 91 anos, em 06.07.2020, na Itália. Leia no Cinema é Magia, clicando aqui:

Ennio Morricone (1928-2020)

Morricone escreveu para centenas de filmes, programas de televisão, canções populares e orquestras. Entre as mais de 500 trilhas sonoras para cinema e televisão em seu currículo, há composições para filmes como “Três Homens em Conflito”, “A Missão”, “Era uma Vez na América”, “Os intocáveis”, “Cinema Paradiso”, entre outros.

Ao longo da carreira, Ennio ganhou dois Oscars e dezenas de outros prêmios, incluindo Globos de Ouro, Grammys e BAFTAs.

Freddy Cole (1931-2020)

De acordo com o site Syncopated Times, o pianista Freddy Cole faleceu em 27.06.2020 em Atlanta aos 88 anos:

Born in 1931 in Chicago, he called Atlanta home for the last 48 years. His manager has confirmed his passing but has not offered a cause.

Freddy Cole

He was the youngest of five children, 12 years younger than his famous brother Nat King Cole. All of the children received musical instruction from their mother Paulina. Notables like Count Basie, Duke Ellington, and Lionel Hampton were frequent guests in their home. Not surprisingly several of the boys found careers in music. When an injury stalled a potential football career Freddy followed his brothers into the limelight. A musical odyssey spanning 70 years would follow.

Leia mais em
https://syncopatedtimes.com/pianist-freddy-cole-has-died-at-88/

No Brasil, Freddy sempre será lembrado por “I Loved You”, tema dos personagens de Júlia (Sonia Braga) e Cacá (Antonio Fagundes) na novela Dancing Days:
http://teledramaturgia.com.br/dancin-days-trilha-internacional/


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No The Washington Post:

Freddy Cole, a jazz pianist and balladeer who long performed in the shadow of his older brother Nat King Cole but enjoyed a late-career blossoming with four Grammy nominations and the jaunty number “I’m Not My Brother, I’m Me” as his anthem, died June 27 in Atlanta. He was 88.

The cause was complications from a cardiovascular ailment, said his manager, Suzi Reynolds.

Nat Cole, a dozen years Freddy’s senior, was a towering jukebox star of jazz and popular music who sold more than 50 million records before his death from lung cancer in 1965 at age 45. He also lent his cool-cat charisma and warm-velvet voice to the new medium of TV, becoming in 1956 the first African American performer to host a nationally televised variety program.

By contrast, Freddy Cole — whose vocal texture was eerily similar to his brother’s — spent decades in relative obscurity, playing in lounges, hotels and nightclubs with an understated languid charm. One of his early albums was pointedly called “The Cole Nobody Knows.”

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Um dueto com Roberto Carlos, 1978:

Vera Lynn (1917-2020)

Vera Lynn

De acordo com o UOL, Vera Lynn, cantora britânica popular durante a Segunda Guerra Mundial e conhecida como a “namorada das tropas”, morreu em 18.06.2020 aos 103 anos:

A notícia da morte de Lynn foi reportada por sua família por meio de um comunicado em que disseram estar “profundamente tristes ao anunciar o falecimento de uma das artistas mais amadas da Grã-Bretanha aos 103 anos”.

Lynn se tornou famosa pela música “We’ll Meet Again” que, com seu tom melancólico e otimista, embalou soldados britânicos que partiam para a Segunda Guerra Mundial entre 1939 e 1945.

Na letra, Lynn dizia que nos encontraríamos “novamente em algum dia ensolarado”, embora não soubesse dizer quando, mas que deveríamos continuar “sorrindo até o fim”.

A “namorada das tropas” chegou até mesmo a viajar para bases britânicas na Ásia e na África para fazer apresentações.

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Vera Lynn

Yohan (1992-2020)

De acordo com o portal G1, Yohan, membro do grupo de K-pop TST, morreu em 16.06.2020, segundo informou o jornal Korea JoongAng Daily, associado ao The New York Times. Yohan, cujo nome verdadeiro era Kim Jung-hwan, tinha 28 anos:

Atendendo aos pedidos de familiares do artista, a causa da morte não foi revelada. O cantor celebrou aniversário no dia 15 de abril. [*]

Yohan

Segundo o jornal, a KJ Music Entertainment, empresa que agencia o grupo, solicitou para que especulações sobre a morte e compartilhamento de boatos fossem cessadas.

Yohan estreou na carreira musical em 2015 com a boy band NOM, passando a integrar a TST em seguida, após o primeiro grupo encerrar suas atividades. Originalmente chamada de Top Secret, a TST lançou seu primeiro EP em 2017. Na época, ela era formada por sete integrantes.

A notícia foi encontrada aqui.

[*] Neste site…

https://kprofiles.com/topsecret-members-profile/

consta como data de nascimento 16 de abril de 1992.

Claudinho Guimarães (1970-2020)

Claudinho Guimarães

De acordo com o site Maricá Info, o músico Claudinho Guimarães vítima de um infarto, por volta das 17h50 de 14.06.2020, após dar entrada no Posto 24 Santa Rita, no Jardim Atlântico, em Itaipuaçu, RJ:

Autor do sucesso ‘Quando a Gira Girou’, eternizada na voz de Zeca Pagodinho, Claudinho Guimarães era um artista presente em quase todos os eventos de música em Maricá, tendo presenças em eventos importantes, como o Carnaval, Réveillon, Aniversário da Cidade e Festa da Padroeira.

Nas redes sociais, amigos e familiares de Claudinho Guimarães deixaram palavras em homenagem ao grande músico que foi.

A notícia foi encontrada clicando aqui.

Do site oficial do músico (https://claudinhoguimaraes.com/):

Um adolescente, natural do Rio de Janeiro, morador de Honório Gurgel, na região de Madureira, dificilmente não se envolveria com as duas paixões cariocas: o samba e o futebol. Assim é o início da história de Claudinho Guimarães (1970), cantor, compositor, instrumentista e filho da Dona Gina, cantora da noite na capital carioca.

Como muitos garotos que viviam neste ambiente, Claudinho sonhava em ser jogador de futebol. Flamenguista roxo e fã do Zico, ele arriscava seus chutes e dribles nas praias e nos campos da periferia da cidade. Até que, com 14 anos, começou a tocar pandeiro, talento herdado da família, mais precisamente, da Dona Gina, do avó materno Manoel, pandeirista, e do primo Edinho , cavaquinista e violinista.

Claudinho Guimarães

Aos 15 anos, influenciado pelo partido-alto que escutava na rua, Claudinho trocou o pandeiro pelo cavaquinho e nunca mais se separou do instrumento de corda. Foi uma questão natural. O garoto ficava observando os sambistas Raimundo e Chuchu improvisando versos sobre temas do cotidiano. A letra podia ser sobre a moça bonita que passava na rua, uma briga de casal que tinha acabado de acontecer ou uma história engraçada que mexeu com a vizinhança.

Mais tarde, iniciou a carreira de músico e rapidamente passou a integrar importantes projetos musicais na cidade do Rio de Janeiro e, sobretudo, na Lapa, um dos redutos do samba carioca, acompanhando grandes nomes, como Almir Guineto, Monarco, Nelson Sargento, Jovelina, Sombrinha, Arlindo Cruz, Walter Alfaiate, Wilson das Neves, Nei Lopes, Guilherme de Britto, entre outros. Também fez parte do “Força da Cor”, grupo que gravou um LP, em 1993, pela gravadora Continental.

A partir dos anos 2000, Claudinho começou a amadurecer como artista, assumindo o canto e iniciando sua trajetória de compositor. Fez parcerias musicais significativas com amigos e compositores, como Serginho Meriti, Tiago Mocotó, Evandro Lima e Júlio do Banjo. Ao lado deles, criou canções que foram gravadas por Zeca Pagodinho (“Quando a Gira Girou”, “La Vai Marola – Pedro Batuque”, e “Shopping Móvel”), Alcione (“Mangueira é Mãe”), Diogo Nogueira (“Da Melhor Qualili”), Beth Carvalho e Leandro Sapucaí.

Dulce Nunes (1929-2020)

Dulce Nunes

Faleceu em 04.06.2020 a compositora, cantora, produtora musical e decoradora Dulce Nunes, nome artístico de Dulce Pinto Bressane, nascida no Rio de Janeiro em 11 de junho de 1929 (segundo informação do jornalista Renato Vieira). Pouco lembrada nos tempos atuais, não mereceu (ainda) nem uma notícia nos grandes portais, fica aqui o registro.

Depoimento de Renato Vieira em post no Facebook:

Dulce Nunes morreu ontem à noite, aos 90 anos. Foi uma mulher à frente de seu tempo e importantíssima na história da cultura do Brasil. Foi atriz, cantora e sua casa foi ponto de encontro daqueles que começavam uma tal de bossa nova nos anos 1950. Esta foto é o registro de uma tarde inesquecível que passei com ela, entrevistando-a para o livro sobre a gravadora Forma, pela qual gravou o primeiro disco. Saí de lá achando que quem merecia o livro era a própria Dulce, depois de me contar sua história de vida e de relembrar três amores: Bené Nunes, Millôr Fernandes e Egberto Gismonti – este já disse que Dulce foi responsável por tirar dele o “quociente de burrice que todo homem tem”. Era uma pessoa muito generosa e fica aqui minha homenagem a ela.

Na foto (do post de Renato Vieira), Dulce segura o Troféu Euterpe de 1965, que ganhou como melhor cantora daquele ano. Venceu Elis Regina e Elizeth Cardoso, as outras concorrentes.

No Dicionário Cravo Albin (que registra 1936 como ano de nascimento da cantora):

Iniciou sua carreira como atriz, nos anos 1950, estrelando os filmes “Estrela da manhã”, do diretor Jonald de Oliveira, e “O noivo da minha mulher”, esse último uma produção italiana.

Foi casada com o pianista Bené Nunes, de 1956 a 1965. Eram constantes as reuniões realizadas em sua casa, onde recebia os compositores e intérpretes da bossa nova.

Participou do musical “Pobre menina rica”, de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, gravando a trilha sonora original, lançada em disco, em 1964, com Carlos Lyra, Moacir Santos e Telma Soares, e com arranjos de Radamés Gnatalli.

Em 1965, após separar-se de Bené Nunes, começou a cantar em público, participando de shows com Baden Powell e apresentando-se em televisão e teatros. Nesse mesmo ano, participou do Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV Excelsior), classificando-se entre as 10 finalistas com sua composição “O jangadeiro” (c/ João do Vale), interpretada pelo cantor Catulo de Paula.

Em 1966, lançou o LP “Dulce” (Forma), interpretando composições de Antonio Carlos Jobim, Carlos Lyra, Vinicius de Moraes, Baden Powell e Ruy Guerra. Foi acompanhada, nessa gravação, por Baden Powell e o quarteto de cordas de Peter Daulsberg, com arranjos de Guerra Peixe. Por esse disco recebeu, no Teatro Municipal, o prêmio “Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro”, promovido pelo “Correio da Manhã”, como a Melhor Cantora do ano. O LP foi considerado, em citação de Silvio Tulio Cardoso, do jornal “O Globo”, como um dos melhores discos do ano.

Em 1967, participou, como cantora e compositora, do II Festival Internacional da Canção (Rede Globo), com a música “O amanhecer” (c/ Ruy Guerra).

Em 1968, gravou o LP “O samba do escritor”, registrando composições próprias, em parceria com vários escritores. O disco contou com a participação de Nara Leão, Edu Lobo, Gracinha Leporace, Joyce e o conjunto vocal Momento Quatro, além de arranjos de Luiz Eça, Oscar Castro Neves e o lançamento de Egberto Gismonti, como arranjador e instrumentista.

Tom Jobim, Ari Barroso, Dulce Nunes e Dorival Caymmi

Em 1969, participou, como cantora, do LP “Egberto Gismonti”, primeiro disco do instrumentista e compositor, com quem foi casada de 1968 a 1976.

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Trecho de artigo de Ricardo Dias no IMMub:

Dulce era casada com Bené Nunes, um grande músico que foi dos primeiros a abrir suas portas para o nascente movimento. Parece que estava fadada a protagonizar questões de vestuário, pois emprestou, do guarda roupa do marido, o suéter que João vestiu na capa do LP Chega de Saudade (Ronaldo Bôscoli contou história diferente para Ruy Castro. Acredito mais na Dulce. Polêmica! Polêmica!). Tempos depois, João Donato ia para os EUA. Foi se despedir, usando um terno fininho da Ducal e Dulce, preocupada e gentil como é até hoje, ofereceu o tal suéter para que ele não passasse frio. Quando seu xará Gilberto soube se enfureceu, aquele suéter era um patrimônio de uso exclusivo dele…

Dulce quis um violão e Bené soube que um grande amigo estava justamente vendendo um, então foram à casa dele comprá-lo: um tal de Garoto, que fascinou a jovem Dulce com harmonias e solos que ela jamais tinha visto no instrumento.

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Carlos Lessa (1936-2020)

Carlos Lessa

Fã da cultura e do Rio de Janeiro, a atuação de Carlos Lessa, que faleceu em 05.06.3030, não se restringiu ao campo acadêmico. Ele fundou o bloco de carnaval Minerva Assanhada, formado por estudantes da instituição de ensino. A deusa da sabedoria é o símbolo da instituição. Carlos Lessa foi economista, presidente do BNDES e reitor da UFRJ:

Morreu na manhã de 05.06.2020 o economista Carlos Lessa. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A causa da morte foi Covid-19, segundo informações do conselho curador da Fundação Perseu Abramo.

Lessa, de 83 anos, foi reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente do BNDES. A informação sobre a morte foi confirmada pela universidade e pelo filho Rodrigo Lessa, que publicou uma mensagem sobre o falecimento do pai em uma rede social. Ele deixa três filhos e netos.

“Meu amado pai foi hoje as 5 horas da manhã descansar. A tristeza é enorme. Seu último ano de vida foi de muito sofrimento e provação. O legado que ele deixou não foi pequeno. Foi um exemplo de amor incondicional pelo Brasil, coerência e honestidade intelectual, espirito público, um professor como poucos e uma alma generosa que sempre ajudou a todos que podia quando estava a seu alcance, um grande amigo . Que descanse em paz”, afirmou Rodrigo Lessa, em uma rede social.

A família informou que fará uma cerimônia virtual em função da pandemia.

Carlos Francisco Theodoro Machado Ribeiro de Lessa tinha 83 anos e foi professor da UFRJ, onde se formou economista em 1959, e foi eleito reitor em 2002.

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Fabiana Anastácio: Falecimento

Fabiana Anastácio

De acordo com o portal G1, a cantora gospel Fabiana Anastácio, de 45 anos, morreu em São Paulo na manhã de 04.06.2020 vítima do novo coronavírus. Natural de Santo André, Fabiana é filha de um pastor e uma maestrina e cantava desde os 4 anos. Ela lançou seu primeiro disco solo em 2012:

A nota de falecimento foi publicada no perfil da artista nas redes sociais.

Segundo informações divulgadas na página, Fabiana estava internada há mais de uma semana por conta de complicações decorrentes do coronavírus.

No final de maio, um financiamento coletivo chegou a ser feito e divulgado no perfil para ajudar a custear o tratamento da artista.

“Como igreja sabemos que quando um parte do corpo perece, todo corpo sente a dor ou, pelo menos, deveria sentir. A dor não escolhe cor, nem raça, nem status ou condição… ela simplesmente surge e traz suas consequências. Nesse momento nossa amiga/pastora/cantora Fabiana Anastácio precisa da nossa ajuda para combater o COVID-19, ela está internada no hospital com todos os cuidados necessários, mas com um custo alto para a família, ainda mais nesse momento de recesso de agendas e claro, com algo que ninguém esperava. Estamos todos juntos nessa causa, #SomosTodosFabiana”, dizia o texto publicado na página do financiamento coletivo.

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Milena (1942-2020)

Milena

Matéria no portal G1 fala sobre o falecimento da cantor Milena. Baiana nascida em Juazeiro (BA) em 05 de novembro de 1942, Milena saiu de cena aos 77 anos na cidade de São Paulo (SP), por volta do meio-dia de 01.06.2020, vítima de parada cardíaca decorrente da fibrose pulmonar contra a qual lutava há anos:

Em 1975, a gravadora Odeon decidiu apostar em Milena como cantora de samba quando a maior estrela da companhia fonográfica no gênero, Clara Nunes (1942 – 1983), cogitou migrar para a gravadora concorrente Philips. Só que Clara acabou ficando na Odeon e, com a permanência da cantora mais popular do elenco, a gravadora pouco ou nada investiu em Sorriso aberto, o primeiro álbum de Milena, lançado naquele ano de 1975.

Milena estreou em disco em 1968 com a edição, pela gravadora Continental. de compacto com versões de duas músicas estrangeiras. Sete anos depois, em 1975, a cantora entrou na Odeon pelas mãos do produtor musical Moacyr Machado (então no posto de diretor de marketing da companhia), após lançar dois compactos pela Chantecler, voltados para o samba.

A entrada da artista na Odeon para ocupar o lugar de Clara Nunes seria a grande chance de Milena, cantora projetada em 1970 no programa Mercado Internacional do Talento (MIT), comandado pelo apresentador Flávio Cavalcanti (1923 – 1986) na TV Tupi.

Sem receber a devida atenção na gravadora, Milena saiu da Odeon após compacto editado sem repercussão em 1976. No ano seguinte, Milena foi apadrinhada pelo cantor e compositor maranhense João do Vale (1934 – 1996), com o qual correu o Brasil em show itinerante promovido pela Funarte. Esse show de 1977 legitimou a cantora a lançar, 42 anos mais tarde, o sexto e último álbum da carreira, João do Vale – Muita gente desconhece (2019).

Recuperado recentemente em fita, o show de Milena com João do Vale em 1977 vai dar origem a um disco póstumo da cantora, a ser editado pelo mesmo selo Discobertas que, neste ano de 2020, lançou a coletânea Anos 70, com gravações inéditas da artista.

A compilação Anos 70 foi arquitetada por Thiago Marques Luiz, produtor que trouxe Milena de volta ao mercado fonográfico em 2008 com a gravação de faixa em disco em tributo ao compositor Paulinho da Viola. Na ocasião, Milena estava afastada do mercado há 21 anos, mais precisamente desde a edição do terceiro álbum, O gosto do amor, produzido por José Milton e lançado pela gravadora 3M em 1987.

Oito anos antes, em 1979, a cantora tinha lançado o álbum Milena pela CBS com músicas de Ivone Lara (1922 – 2018), João Bosco e Luiz Gonzaga (1912 – 1989) no repertório arranjado pela violonista Rosinha de Valença (1941 – 2004).

Sem gravar disco na década de 1990, a cantora somente conseguiu lançar em 2012 o quarto álbum, Por onde passa a memória, ao qual se seguiu dois anos depois o tributo 100 anos de Aracy de Almeida (2014) – ambos discos já gravados por Milena com a chancela do produtor Thiago Marques Luiz,, de quem a artista era amiga e em cujos braços Milena saiu de cena em 1º de junho, deixando discografia espaçada, ainda a ser descoberta por seguidores da MPB.

Jimmy Raw (1961-2020)

Jimmy Raw

De acordo com o site Diário do Rio, o radialista Germano Raw Neto, conhecido como Jimmy Raw, morreu em 02.06.2020 vítima do novo coronavírus:

Com 58 anos de idade, o famoso comunicador carioca havia dado entrada na UTI, infectado pela COVID-19, no dia 7 de maio. No dia 20, deixou a UTI, aparentemente em processo de recuperação.

Raw se sentiu mal durante o final de semana, e voltou a ser internado, desta vez no hospital municipal Ronaldo Gazolla, onde acabou por falecer, vítima da nova doença. Sua sobrinha anunciou o falecimento em uma de suas redes sociais. “Eu tinha ficado tão feliz que (..) estava se recuperando“, declarou Andrea Raw.

O comunicador, com sua voz sempre jovial, começou bem jovem, como um dos produtores do programa Aqui Agora na extinta TV Tupi. No mundo do rádio, onde era muito respeitado e considerado uma referência de “voz carioca”, começou na Rádio Capital, mas como contato comercial. Após uma passagem pelo Paraná onde finalmente se destacou como comunicador, ficou mais famoso no Rio de Janeiro por seus programas na rádio 98FM e na Antena 1 FM.

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No site do jornal Extra:

Com sintomas da Covid-19, o comunicador foi três vezes a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a última delas no dia 7 de maio. Aguardou durante alguns dias uma vaga para internação e em 11 de maio deu entrada na UTI do Hospital municipal Ronaldo Gazolla. Raw deixou a terapia intensiva nove dias depois. Na ocasião, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, fez uma publicação do Twitter com um vídeo que mostra Raw celebrando o momento em que foi transferido para a enfermaria. Enquanto era aplaudido pelos profissionais de saúde, ele declarou: “vocês são meus heróis”.

Raw continuava se recuperando no hospital, mas passou mal no último fim de semana e foi internado novamente na UTI na segunda-feira, onde faleceu.

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Jimmy Raw

No Wikipedia:

Jimy Raw chegou a apresentar programas também na TV, tendo trabalhado na TV Manchete nos programas ‘Bike Show’ e ‘Schock’, com várias participações em eventos televisivos e no carnaval. Depois obteve consagração na apresentação do Globo de Ouro, na Rede Globo de Televisão, de setembro de 1989 até dezembro de 1989, com a atriz Isabela Garcia. Voltou para apresentar o último programa do Globo de Ouro em 28 de dezembro de 1990, junto com a atriz Adriana Esteves.

Jimmy Raw e Adriana Esteves no Globo de Ouro

Em 1992 atuou como cantor, gravando o LP “Tudo Bem”.

Entre 2006 a 2016 trabalhou na Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro, do Grupo Diários Associados,apresentando o ‘Baú da Tupi’ aos domingos das 00:00 às 03:00.

Leia mais em
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Jimy_Raw

Evaldo Gouveia (1928-2020)

Evaldo Gouveia

De acordo com o site do jornal O Povo, o compositor e trovador Evaldo Gouveia morreu na noite de 29.05.2020 aos 91 anos:

O artista, que há alguns anos convivia com as consequências de um acidente vascular cerebral, foi contaminado pela Covid-19 e não resistiu às complicações. O cearense deixa um legado robusto e apaixonado.

Do menino de oito anos que cantava na radiadora da Praça da Estação de Iguatu ao trovador que conquistou o Brasil com palavras e melodias. Evaldo Gouveia de Oliveira nasceu em 8 de agosto de 1928 no município de Orós e desde cedo sentia que, eventualmente, conquistaria o País. “Eu ia pro pezinho do rádio e pegava a letra, o tom. Eu já nasci artista”, dividiu em entrevista às Páginas Azuis do O POVO, publicada em 16 de agosto de 2010. A partir de “Deixe que Ela se Vá” (1957), primeira composição de sua autoria, escreveu sentimentos e melodias intensas que reverberam até hoje no cancioneiro nacional popular e nos corações dos românticos. Entre elas, despontam “Tango de Teresa”, “Sentimental”, “Brigas”, “Bloco da Solidão e “O Trovador” – para citar somente algumas, pois entre as mais de mil composições acumulam-se sucessos.

A mudança de Iguatu para Fortaleza se deu mais para o fim da infância de Evaldo, lá para os 11 anos. Na Capital, participou de um concurso de calouros cantando “Caminhemos”, de Herivelto Martins, onde ganhou o prêmio principal. Era um prelúdio da atuação que viria alguns anos depois junto ao Trio Nagô, o começo da carreira profissional do artista.

Evaldo Gouveia e o grande parceiro Jair Amorim, 1972

Seguiu no contato com a arte e, na certeza de que seria artista, acabou sendo contratado pela Ceará Rádio Clube, onde uniu-se a Mário Alves e Epaminondas de Souza para formar o conjunto. Foi a partir daí que alçou maiores voos e desbravou Rio de Janeiro e São Paulo. Acabaram contratados pela Rádio Nacional.

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Em 1958, Evaldo Gouveia conheceu Jair Amorim, que se tornaria seu principal parceiro. Com ele compôs inúmeras canções como “Alguém me disse”, interpretada por Anísio Silva, “Conversa”, gravada por Alaíde Costa em 1959, além de “Brigas” e “O Trovador”, popularizadas na voz de Altemar Dutra.

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Em 1974, a escola de samba Portela desfilou no carnaval do Rio de Janeiro com o samba-enredo “O Mundo Melhor de Pixinguinha“, composição de Jair Amorim e Evaldo Gouveia.

Jimmy Cobb (1929-2020)

De acordo com o portal G1, Wilbur James Cobb, conhecido no meio musical como Jimmy Cobb, morreu em 24.05.2020 aos 91 anos:

Em entrevista à rádio americana NPR, a mulher do músico, Eleana Tee Cobb, informou que ele morreu por causa de um câncer no pulmão.

A longeva e produtiva carreira musical do baterista inclui a gravação do disco “Kind of Blue”, de Miles Davis. Lançado em 1959, o álbum é o mais vendido na história do jazz.

Jimmy Cobb era o último músico sobrevivente do grupo que gravou o projeto. Completavam o time o saxofonista John Coltrane, o baixista Paul Chambers, o pianista Bill Evans, além de Julian Cannonball Adderley no saxofone alto.

Jimmy Cobb

Autodidata, Cobb nasceu em Washington, em janeiro de 1929 e começou a tocar aos 18 anos. O músico iniciou seu contato com Davis na década de 1950, quando se estabeleceu em Nova York em busca de oportunidades profissionais.

Segundo o jornal “El País”, Cobb recebeu US$ 70 pela sessão de gravação do disco na época e nunca recebeu royalties.

Além de trabalhar ao lado do trompetista, Cobb também gravou junto a Cannonball Adderley, Wes Montgomery, Dizzy Gillespie, Dinah Washington, Pearl Bailey, entre outros grandes nomes do jazz.

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David Correa (1937-2020)

De acordo com o site Carnavalesco, o compositor David Corrêa, autor de diversas obras do carnaval do Rio de Janeiro, especialmente para a Portela, faleceu em 10.05.2020 aos 82 anos. Familiares contaram que o hospital Marcilio Dias teria informado que a causa da morte foi Covid-19:

O presidente da Portela, Luis Carlos Magalhães, confirmou a informação.

Na segunda quinzena de abril, David Corrêa sofreu um atropelamento em Jacarepaguá. Passou por cirurgia e teve alta hospital. Porém, o sambista teve um problema renal, nos últimos dias, foi internado e acabou falecendo neste domingo.

A notícia foi encontrada aqui.

Mais sobre a vida e a carreira de David no Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Corr%C3%AAa

Um trecho:

Ingressou na ala de compositores da Portela em 1972, vencendo a disputa de samba-enredo para o carnaval do ano seguinte. Foi precursor dos compositores que passaram a compor para escolas diferentes. Apesar de ser torcedor da Portela, assinou sambas na Mangueira, Salgueiro, entre outras, quebrando a tradição da época, em que os compositores mantinham-se fiéis à uma só escola.

(…) Fora da Portela, David passou a compor para outras escolas, quebrando o costume da época, quando os compositores mantinham-se fiéis às suas agremiações. No carnaval de 1983, David foi o intérprete oficial da Imperatriz Leopoldinense. A escola foi a quarta colocada do carnaval. Em 1984, os Acadêmicos do Salgueiro desfilaram com um samba de David e Jorge Macedo. “Skindô, Skindô” foi apontado pela crítica como um dos melhores sambas do ano e recebeu nota máxima dos jurados do carnaval. Também virou canto de torcida nos estádios de futebol. No carnaval de 1985, a Unidos de Vila Isabel desfilou com o samba “Parece Até que Foi Ontem”, de David, Jorge Macedo e Tião Grande. A obra recebeu nota máxima dos jurados do carnaval e a escola se classificou no terceiro lugar. No ano seguinte, David novamente assinou o samba da Vila, junto com Jorge Macedo. “De Alegria Cantei, de Alegria Pulei, de Três em Três, pelo Mundo Rodei” sugeria um trocadilho com palavrão no verso “Será, ô será / Que o samba ginga na voz Brasil / Mas deixa isto pra lá / E vá na pura do barril”.

Nota da Portela:

Morreu neste domingo (10), aos 82 anos, David Corrêa, o maior vencedor de sambas-enredo da história da Portela (sete vezes), ao lado de Noca da Portela. O compositor também fez história ao vencer sambas em diversas outras agremiações, como Mangueira, Salgueiro, Estácio e Imperatriz, além de ser autor de clássicos gravados por Elza Soares, Almir Guineto, Maria Bethânia, Reinaldo e outros grandes nomes.

David estava internado no CTI do Hospital Naval Marcílio Dias, no Lins, desde o último sábado (2), e faleceu após apresentar piora no quadro de insuficiência renal. Neste domingo, ele chegou a passar por uma sessão de hemodiálise, mas não resistiu. Familiares, no entanto, dizem que o hospital informou que a causa da morte foi covid-19. Em abril, o sambista havia passado por uma cirurgia no pulmão após ser atropelado em Jacarepaguá, mas chegou a receber alta.

Na Portela, David venceu as disputas de samba em 1973, 1975, 1979, 1980, 1981, 1982 e 2002. Na década de 1970, ainda ajudou a defender o samba na Avenida por diversas vezes.

Viúvo, ele deixa cinco filhos. A família ainda não informou o local do sepultamento.

O presidente Luis Carlos Magalhães, o vice-presidente Fábio Pavão e toda a diretoria da Portela lamentam profundamente o falecimento de David Corrêa, um dos maiores expoentes da Ala de Compositores Ary do Cavaco, e se solidarizam com seus familiares e amigos. Perdemos um gigante!

Carreira brilhante

David Correa ingressou na ala de compositores da Portela em 1972. No ano seguinte, venceu seu primeiro samba na Azul e Branco, “Passárgada, o Amigo do Rei”. Em 1975, com o samba-enredo “Macunaíma, Herói de Nossa Gente””, viu sua carreira decolar após defender o samba-enredo na Avenida, ao lado de Clara Nunes e Silvinho do Pandeiro. A composição, ainda, seria gravada por Clara Nunes, com direito a clipe.

Em 1976, David lançou pela Polydor o seu primeiro LP, “Menino Bom”. Em 1981, veio o LP “Lição de Malandragem”. Ele também lançou “Pique Brasileiro”, em 1986, e “Chopp Escuro”, em 1991. Seu maior sucesso fora do carnaval foi “Mel na Boca”, eternizado por Almir Guineto. David também é autor, por exemplo, de “Bom dia, Portela”, sucesso na voz de Elza Soares, e “Estrela de Oyá”, revivida com muito sucesso por Reinaldo na década de 2000.

Considerado um dos maiores bambas da Portela, foi homenageado diversas vezes pelo Departamento Cultural da escola. A última delas foi em junho de 2018, quando participou de um debate sobre samba-enredo na sede da Portela, com a presença de outros grandes compositores da escola.

Sambas-enredo da Portela compostos por David Correa:

1973- Passárgada, o Amigo do Rei
1975- Macunaíma, Herói de Nossa Gente
1979- Incrível, Fantástico, Extraordinário!
1980- Hoje Tem Marmelada
1981- Das Maravilhas do Mar, Fez-se o Esplendor de Uma Noite
1982- Meu Brasil Brasileiro
2002- Amazonas, esse Desconhecido! Delírios do Eldorado Verde