Elza Soares (1930-2022)

Elza Soares

Mais um grande nome se vai. De acordo com o portal G1, a cantora Elza Soares morreu aos 91 anos. A grande cantora morreu em 20.01.2022, no Rio de Janeiro, mesmo 20 de janeiro em que morreu (em 1983) o grande amor de sua vida, Garrincha:

“É com muita tristeza e pesar que informamos o falecimento da cantora e compositora Elza Soares, aos 91 anos, às 15 horas e 45 minutos em sua casa, no Rio de Janeiro, por causas naturais”, diz o comunicado enviado pela assessora.

“Ícone da música brasileira, considerada uma das maiores artistas do mundo, a cantora eleita como a Voz do Milênio teve uma vida apoteótica, intensa, que emocionou o mundo com sua voz, sua força e sua determinação”.

“A amada e eterna Elza descansou, mas estará para sempre na história da música e em nossos corações e dos milhares fãs por todo mundo. Feita a vontade de Elza Soares, ela cantou até o fim”.

Leia mais clicando aqui.

Update 22h – O velório acontece nesta sexta-feiram 21.01.2022, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ele será fechado para familiares e amigos das 8h às 10h, mas aberto ao público das 10h às 14h. Em seguida, o corpo seguirá para o cemitério Jardim da Saudade de Sulacap com carro do Corpo de Bombeiros com trajeto passando pela Av. Atlântica. O velório no cemitério, assim como o enterro, serão restritos aos familiares e amigos.

No Wikipedia:

Elza Gomes da Conceição nasceu no Rio de Janeiro em 23 de junho de 1930 em uma família muito humilde, composta por dez irmãos, na favela da Moça Bonita, atualmente Vila Vintém, no bairro de Padre Miguel. (…)

Em 1999, foi eleita pela Rádio BBC de Londres como a cantora brasileira do milênio. A escolha teve origem no projeto The Millennium Concerts, da rádio inglesa, criado para comemorar a chegada do ano 2000. Além disso, Soares aparece na lista das 100 maiores vozes da música brasileira elaborada pela revista Rolling Stone Brasil.

Leia mais em
https://pt.wikipedia.org/wiki/Elza_Soares

Leia também:
Elza gravou álbum e DVD de memórias há dois dias

No portal G1:

Casou-se obrigada aos 12 anos, virou mãe aos 13 e viúva aos 21. Foi lavadeira e operária numa fábrica de sabão. Por volta dos 20 anos fez seu primeiro teste como cantora, na academia do professor Joaquim Negli. Foi contratada para a Orquestra de Bailes Garan e seguiu no Teatro João Caetano.

Ela começou a se destacar na música como parte da cena do sambalanço com “Se Acaso Você Chegasse”, em 1959.

Durante a carreira, ela se aproximou do samba, do jazz, da música eletrônica, do hip hop, do funk e dizia que a mistura é proposital. O último disco lançado foi “Planeta Fome” em 2019.

“Eu sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante”, disse Elza ao g1, em entrevista de 2020. “Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo.”

Desde que lançou o álbum “A mulher do fim do mundo” em 2015, a cantora viveu mais uma fase de renascimento artístico que. “Me deixem cantar até o fim”, pediu Elza em verso da música que batiza o álbum.

Pautada sobretudo pelo suingue da cadência do samba, a primeira fase áurea da cantora abarca discos gravados por Elza nos anos 60 com o cantor Miltinho (1928 – 2014) e com o baterista Wilson das Neves (1936 – 2017).

Fazem parte desta era lançamentos como “O samba é Elza Soares” (1961), “Sambossa” (1963), “Na roda do samba” (1964) e “Um show de Elza” (1965).

Outras fases vieram. Nos anos 70, escolheu cantar o samba de ritmo mais tradicional. A fase rendeu sucessos como “Salve a Mocidade” (Luiz Reis, 1974), “Bom dia, Portela” (David Correa e Bebeto Di São João, 1974), “Pranto livre” (Dida e Everaldo da Viola, 1974) e “Malandro” (Jorge Aragão e Jotabê, 1976).

Leia mais clicando aqui.

Elza Soares

Leia também:
Empresário conta que Elza Soares falou a familiares em seus últimos momentos: ‘Acho que vou morrer’

Um trecho:

“Ela estava bem, gravou o DVD no dia 17 e 18 de janeiro. Acordou hoje e fez fisioterapia. Tudo normal. (…) Um tempo depois, a cantora dirigiu-se aos familiares e disse: “Eu acho que eu vou morrer”.”

Hana Horká: Morte por Covid devido ao negacionismo

De acordo com o portal G1, Hana Horká, cantora do grupo tcheco Asonance que era contra a vacinação anticovid, faleceu em 16.01.2022, aos 57 anos, por complicações relacionadas à doença. Como um triste exemplo do negacionismo, Hana havia resolvido se contaminar deliberadamente e obter o passaporte de vacinação:

Em entrevista à rádio pública tcheca iRozhlas, o filho da cantora, Jan Rek, confirmou que a mãe era antivacina. Ele e o pai estavam completamente imunizados contra a Covid-19, mas contraíram a doença no final do ano passado.

Hana Horka decidiu, então, se expor propositalmente à Covid-19.

“Ela preferiu viver normalmente conosco e pegar a doença para não ter que se vacinar. É triste que ela quis mais acreditar em estranhos do que em sua própria família”, afirmou o filho.

Nas redes sociais, a artista, que integrava uma das bandas de folk mais antigas da República Tcheca, chegou a comemorar a contaminação. “Estou muito feliz porque, desta forma, poderei ter uma ‘vida livre’ como os outros, ir ao cinema, tirar férias, ir à sauna, ao teatro”, escreveu quando soube que estava infectada. Em novembro de 2021, um austríaco também foi a uma festa para pegar Covid-19 de propósito e morreu.

Sua atitude era elogiada por muitos de seus fãs e amigos que também expressaram o desejo de pegar Covid.

Dois dias antes de sua morte, a artista voltou a compartilhar informações sobre seu estado de saúde nas redes sociais, afirmando estar emocionada por ter vencido a doença. Hana também afirmou que, para comemorar, faria uma viagem “urgente” a uma praia.

No entanto, dois dias antes de morrer, a cantora começou a ter complicações. Segundo o filho, ela voltou de uma caminhada sentindo muitas dores nas costas e morreu por sufocamento em sua cama.

Jan está convencido que militantes antivacinas da República Tcheca são os principais responsáveis pela morte da mãe.

Leia mais clicando aqui.

Ronnie Spector (1943-2022)

Ronnie Spector

De acordo com o portal G1, a cantora Ronnie Spector, líder do grupo Ronettes, morreu de câncer aos 78 anos, segundo informou sua família em comunicado em 12.01.2022:

A artista americana formou o grupo vocal em 1957, com a irmã Estelle Bennett e a prima Nedra Talley, e se tornou uma das vozes femininas mais marcantes do pop dos anos 60.

Elas tiveram músicas produzidas por Phil Spector, com quem Ronnie teve um casamento conturbado.

Ela gravou sucessos como “Be My Baby”, “Baby I Love You” e “Walking in the Rain” com as Ronettes. Em 1964, ela se lançou em carreira solo. Ela gravou discos até 2016 (“English heart”), sem o mesmo sucesso dos anos 60.

Ronnie Spector

Em 2007, ela entrou no Hall da Fama do Rock como líder das Ronettes.

Leia mais clicando aqui.

Dona Duda da Ciranda (1923-2022)

Reportagem de Germana Macambira na Folha de Pernambuco conta que faleceu a “criadora da ciranda” do Janga, em Paulista, Dona Duda da Ciranda, aos 98 anos:

Ela morreu na noite deste quarta-feira, em sua casa, em decorrência de um câncer no pulmão descoberto no último mês de novembro.

Dona Duda da Ciranda

De acordo com sua filha, Jaqueline da Paz, após a descoberta da doença, cuidados paliativos foram ministrados para Dona Duda, uma vez que já em metástase, não havia mais possibilidade de tratamento.

O velório da cirandeira deve ocorrer no Cemitério Parque das Flores, local provável do sepultamento. “Ainda não temos os horários, só depois que o corpo dela for liberado”, adiantou Jaqueline em conversa com a Folha de Pernambuco. Dona Duda também deixou outro filho, José Davi da Paz.

Vitalina Alberta de Souza Paz, nascida em abril de 1923 em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife (RMR), escolheu o nome “Duda” aos 8 anos de idade e foi assim que ficou conhecida desde então.

Leia mais clicando aqui.

Yago: Falecimento

Yago

De acordo com o portal G1, morreu em 29.12.2021 aos 29 anos o cantor sertanejo Yago, que fazia dupla com Santhiago. O óbito ocorreu no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, e foi confirmado pela assessoria da dupla:

Segundo a assessoria, ele estava internado, desde o início de dezembro, por causa de um linfoma que causou uma pneumotórax. Esta condição ocorre quando o ar que deveria estar no pulmão vaza para dentro do tórax. Com isso, o pulmão se contrai e deixa de funcionar.

(…) Carlos Hiago Francisco Piemonte Silva, nascido em Caieiras (SP), lutava contra o linfoma desde 2018. Ele morava em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, desde 2012.

O velório ocorrerá na quinta-feira (30), a partir das 8h, na capela 2 do Cemitério Paroquial Colônia Orleans, em Curitiba. O enterro será no mesmo local, na quinta, às 14h.

Leia mais clicando aqui.

Maurílio Delmont (1993-2021)

Maurílio

De acordo com o portal G1, o cantor Maurílio, que formava dupla com Luiza, morreu na tarde de 29.12.2021 em um hospital de Goiânia:

Aos 28 anos, ele estava internado após sofrer um tromboembolismo pulmonar. Mais cedo, um boletim médico informou que ele teve piora nas últimas 12 horas após ter quadro de choque séptico.

Segundo a assessoria do sertanejo, ainda não há informação sobre onde serão o velório e o enterro.

Maurílio foi internado na madrugada do dia 15 de dezembro, após passar mal durante a gravação de um DVD de outra dupla sertaneja. No dia, ele chegou a cair no palco e foi socorrido pelo produtor e pela parceira Luiza.

Leia mais clicando aqui.

Maurílio Delmont Ribeiro nasceu em Imperatriz em 15 de fevereiro de 1993.

MC Boco do Borel: Falecimento

MC Boco do Borel

De acordo com o portal G1, o MC Boco do Borel, cantor de brega funk, foi morto a tiros na madrugada de 26.12.2021 enquanto fazia um show em Serrambi, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Ele tinha 34 anos:

(ATUALIZAÇÃO: Inicialmente, esta reportagem informou que a morte do cantor tinha ocorrido em Porto de Galinhas. Após a publicação, a Polícia Civil informou que o crime foi cometido em Serrambi. O texto foi atualizado às 13h05.)

O crime ocorreu no Aconchego Bar. Boco foi atingido por vários tiros, segundo um profissional que trabalhava com o cantor, mas pediu para não ser identificado. Até a última atualização desta reportagem, ninguém havia sido preso.

Boco do Borel foi levado a uma unidade de saúde localizada em Serrambi, mas não resistiu aos ferimentos. Ele deixou esposa e quatro filhos.

O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife. A família não quis falar com a imprensa.

Leia mais clicando aqui.

New Boy: Falecimento

New Boy

De acordo com o portal G1, o cantor de forró New Boy, de 26 anos, morreu em um acidente de carro na rodovia CE-371, entre os municípios de Morada Nova e Jaguaretama, no interior do Ceará, em 26.12.2021:

Horas antes, ele havia feito uma apresentação na cidade de Milhã e participou de uma festa com amigos.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a vítima estava de carona em um veículo que capotou na via após o condutor perder o controle. O motorista e os outros dois ocupantes do carro foram socorridos por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma unidade hospitalar, mas o cantor não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Ainda conforme a SSPDS, um procedimento sobre o fato foi registrado na Delegacia Regional de Russas, que apura as circunstâncias do acidente.

O velório de Nivaldo Rodrigues de Lima, nome de New Boy, vai ser velado na Escola Gonzaga Mota, em Quixadá, a partir de 1h desta segunda-feira (27).

New Boy é natural da cidade de Quixadá e se apresentava em estabelecimentos do interior do Estado. O jovem compartilhou nas redes sociais a sua última apresentação e também postou vídeos se divertindo em um show da cantora Mara Pavanelly.

A artista fez uma postagem lamentando o ocorrido. “Sem palavras. Até pouco tempo estávamos fazendo esse boomerang e de repente saber que se foi em um acidente foi um choque” Descanse em paz”, diz um trecho da publicação de Mara Pavanelly.

New Boy também fez shows ao lado da cantora Taty Girl, que lamentou a morte nas redes sociais. “Eu chego de viagem e essa triste notícia, como assim gente? Jovem e cheio de sonhos, batalhador, esforçado, feliz. Inacreditável. Deus sabe de todas as coisas. Deus te receba meu amorzinho, canta muito aí no céu, faz a festa, aqui vai ficar a saudade viu?”, escreveu Taty Girl.

Leia mais clicando aqui.

Fernando Merlino (1960-2021)

É com imensa tristeza que chegou a notícia de que Fernando Merlino, produtor musical, pianista, tecladista e arranjador, faleceu em 20.12.2021 aos 61 anos. A informação foi de seu filho Julinho Merlino nas redes sociais:

O velório acontecerá na Comunidade Central de BH, na rua Suzana Furtada de Oliveira, número 6, das 13 às 15 horas de 20.12.2021. Não haverá cortejo. A cerimônia será transmitida pelo canal da Comunidade Presbiteriana Central de BH no YouTube:

https://tinyurl.com/4bkz8rer

Fernando Merlino

Carlos Marín (1968-2021)

Carlos Marín

De acordo com o site da revista Monet, Carlos Marín, integrante do grupo Il Divo, morreu aos 53 anos, vítima da Covid-19:

No começo da semana, apareceram notícias na imprensa inglesa de que o artista espanhol estaria internado em coma induzido em um hospital em Manchester, na Inglaterra.

Por meio das redes sociais, o grupo Il Divo confirmou a morte do seu membro fundador. “É com o coração pesado que informamos que nosso amigo e parceiro Carlos Marin faleceu. Ele fará muita falta para seus amigos, família e fãs. Nunca haverá outra voz ou espírito como Carlos. Por 17 anos, nós quatro estivemos nesta incrível jornada do Il Divo juntos, e vamos sentir a ausência do nosso querido amigo. Esperamos e oramos para que sua bela alma descanse em paz. Com amor – David, Sebastien e Urs”, diz o comunicado assinado pelos integrantes remanescentes.

O barítono Carlos Marin era um dos astros do Il Divo desde a criação do grupo em 2003 – o quarteto vendeu mais de 30 milhões de cópias de seus álbuns em todo o mundo desde então. É considerado o pioneiro do ‘popera’, e suas apresentações venderam mais de milhões de ingressos.

Il Divo foi criado por Simon Cowell (‘American Idol’) com inspiração na clássica reunião de Os Três Tenores – com Luciano Paravotti, Plácido Domingo e José Carreras.

Leia mais clicando aqui.

Carlos Marín

No Wikipedia:

(…) Ao longo dos anos, ganhou reputação como um importante intérprete musical, cultivando diferentes gêneros musicais e recebendo excelentes críticas pelos críticos. Ele fez um nome para si mesmo na indústria musical, participando de várias competições musicais: “Jacinto Guerrero”, “Francisco Alonso” e “Julián Gayarre”, em 1996, quando conquistou o segundo lugar, entre outros.

Atuou em diversos musicais, começando em 1993 como Marius em Les Misérables, e depois em “Beauty and the Beast” (quando sofreu um acidente que o deixou com um tornozelo quebrado), Grease (em que desempenhou o papel de Vince Fontaine), “El diluvio que viene” (The Coming Flood) e que abrange, por José Sacristán, no Homem de La Mancha. [2] Também participou da produção de La Magia de Broadway (Broadway Magic) e Peter Pan (no teatro e CD), neste musical que ele dividia igualmente as funções de direcção musical de Alberto Quintero.

Marín cantou no filme animado Tim Burton, The Nightmare Before Christmas, e foi também a voz cantando o príncipe na versão em espanhol de Cinderela, da Disney, produzido no ano de 2000.

Carlos teve aulas vocais com Alfredo Kraus, Monserrat Caballé e Jaume Aragall.

Leia mais em
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Carlos_Mar%C3%ADn

Monarco (1933-2021)

Monarco

De acordo com o portal O Globo, o grande Monarco morreu neste sábado, 11.12.2021, ao 88 anos O sambista estava internado no Hospital Federal Cardoso Fontes, onde passou por uma cirurgia no intestino. Integrantes da Portela confirmaram o falecimento ao Globo:

Referência da escola de Madureira ao lado de nomes da nata do samba, como Paulinho da Viola e Clara Nunes, Hildemar Diniz ficou conhecido por um apelido de infância, que ganhou quando ainda vivia em Nova Iguaçu. Filho do marceneiro e poeta José Felipe Diniz, chegou a ajudar a mãe, separada, nas despesas da casa, vendendo mangas na feira da cidade da Baixada Fluminense.

Leia mais clicando aqui.

No site do jornal O Dia:

Morreu Hildemar Diniz, o mestre Monarco, presidente de honra da Portela. O sambista estava internado desde 21 de outubro no hospital Cardoso Fontes. O baluarte precisou passar por uma cirurgia no intestino no início do mês de novembro. A causa da morte ainda não foi confirmada assim como também não há informação oficial sobre velório e enterro.

Monarco nasceu em 17 de agosto de 1933 no Rio de Janeiro. Em agosto de 2021 completou 88 anos. No ano passado, ao chegar aos 87, brincou em uma entrevista dizendo que ainda não havia chegado a sua hora. Ele era filho de um marceneiro que nas horas vagas fazia as vias de poeta. José Felipe Diniz, o seu pai, chegou a publicar poemas no Jornal das Moças. Monarco foi criado no bairro de Oswaldo Cruz, onde desde muito pequeno frequentava as rodas de samba da Portela. O apelido Monarco chegou aos seis anos de idade.

(…) Monarco possui um rosário seleto de composições que marcaram a história do samba em 60 anos de uma trajetória marcada pela fidalguia e a valorização do samba. Obras como “De Paulo a Paulinho”; “Lenço”; “Nunca vi você tão triste”; “Passado de glória”; “Portela desde criança”; “Proposta amorosa”; “Quitandeiro”; “Tudo menos amor” e “Vai vadiar” (…).

Leia mais clicando aqui.

Michael Nesmith (1942-2021)

De acordo com o site da Rolling Stone, o vocalista e guitarrista do Monkees, Michael Nesmith, um visionário pop que escreveu muitas das canções mais duradouras do grupo antes de concretizar as bases do country-rock com a First National Band no início dos anos 1970, morreu nesta sexta, 10 de dezembro de 2021, de causas naturais, aos 78 anos:

“Com Amor Infinito, anunciamos que Michael Nesmith faleceu esta manhã em sua casa, cercado pela família, pacificamente e de causas naturais,” disse a família em comunicado. “Pedimos que respeitem nossa privacidade neste momento e agradecemos o amor e a luz que todos vocês têm mostrado a ele e a nós.”

Michael Nesmith

Nesmith era conhecido como o Monkee com o chapéu de lã verde com o sotaque grosso do Texas (EUA) e o compositor de canções como “Mary, Mary,” “Circle Sky,” “Listen to the Band” e “The Girl IKnew Somewhere”. Mas, enfureceu-se nos bastidores porque a banda não tinha controle criativo de seus discos e, em 1967, liderou uma rebelião bem-sucedida contra o produtor musical Don Kirshner. O grupo posteriormente lançaria Headquarters e outros álbuns que criaram por conta própria.

Leia mais clicando aqui.

John Miles (1949-2021)

John Miles

De acordo com o site Radio Rock, o músico John Miles, cantor britânico de hits como “Music” (1976), morreu em 05.12.2021 aos 72 anos. Miles trabalhou com Tina Turner, Jimmy Page e Alan Parsons Project:

Em uma breve declaração, a família do músico disse (via Loudersound.Com): “Estamos arrasados por ter que anunciar que John Miles, o ‘Mr. Music’ infelizmente faleceu pacificamente após uma repentina doença”.

O cantor deixa sua esposa Eileen, com quem esteve casado há 50 anos, dois filhos e dois netos.

A canção que diz “Music Was My First Love”, que marcou a carreira de Miles, pode ser conferida no player abaixo:

Miles excursionava regularmente com Tina Turner, para quem tocava guitarra.

Leia mais clicando aqui.

John Miles

Na sua juventude Miles foi membro de uma banda de música local denominada “The Influence”, da qual também pertenciam Paul Thompson, posteriormente baterista dos Roxy Music e Vic Malcolm, guitarrista dos Geordie. Também formou a sua própria banda denominada “The John Miles Set” antes de começar sua carreira como solista em 1971.

“Song For You” abria a trilha sonora internacional da novela “Voltei Pra Você”, da Globo, nos anos 80:

Stephen Sondheim (1930-2021)

Stephen Sondheim

De acordo com o Globo Online, Stephen Sondheim, um dos maiores compositores de musicais da história da Broadway, cujas músicas e letras elevaram e redefiniram o padrão artístico americano, morreu nesta sexta-feira em casa em Roxbury, Connecticut, aos 91 anos:

Seu advogado e amigo, F. Richard Pappas, anunciou a morte, que ele descreveu como repentina. No dia anterior, Sondheim celebrou o Dia de Ação de Graças com um jantar com amigos em Roxbury, disse Pappas.

Um artista intelectualmente rigoroso que sempre buscou novos caminhos criativos, Sondheim foi o compositor mais reverenciado e influente do teatro da última metade do século XX, ainda que não tenha sido o mais popular. Seus espetáculos, quase sempre muito elogiados pela crítica, quase nunca foram grandes sucessos.

Stephen Joshua Sondheim nasceu em 22 de março de 1930, em Nova York, e cresceu no Upper West Side. Herbert, seu pai, era o dono de fábrica de vestidos; sua mãe, cujo nome de solteira era Etta Janet Fox, conhecida como Foxy, trabalhava para seu marido como designer até que eles se separaram, quando ele tinha 10 anos. Ele foi envidado durante alguns anos a escola militar, depois a George School, na Pennsylvania, mas até os 16 anos, o filho único viveu a maior parte do tempo com sua mãe, com quem ele teve uma relação tumultuosa ao longo da vida. (Seu pai casou novamente e ele teve mais dois filhos.)

Desde os primeiros sucessos no final dos anos 1950, quando escreveu as letras de “West Side Story” e “Gypsy”, até os anos 1990, quando compôs a música e as letras para dois musicais audaciosos, “Assassins”, dando voz aos homens e mulheres que mataram ou tentaram matar presidentes americanos, e “Paixão”, uma sondagem operística sobre a natureza do amor verdadeiro, ele era uma força teatral inovadora.

Leia mais clicando aqui.

Eri Galvão: Falecimento

Eri Galvão

De acordo com o site Carnavalesco, o músico Eri Galvão, de 73 anos, que há 34 carnavais atuava como um dos especialistas no quesito Samba-Enredo, faleceu no hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, no Rio de Janeiro em 15.11.2021:

Eri nasceu em Natal, RN, era um apaixonado por bossa-nova e tocava violão no Vinicius Piano Bar, em Ipanema.

O velório aconteceu e, 16.11.2021 no Cemitério Parque da Colina, em Niteroi. A cerimônia de cremação foi realizada na tarde de 17.11.2021, com a presença de familiares, exclusivamente.

Em nome de toda a Diretoria da Liesa, o presidente Jorge Perlingeiro e o coordenador de Julgadores, Júlio César Guimarães, externam profundo pesar pela perda do brilhante colaborador, manifestando votos de sentimentos à Família Galvão, pedindo que Deus ilumine a nova jornada do querido Eri.

A notícia foi encontrada aqui.

Biratan Porto (1950-2021)

Biratan Porto

De acordo com o portal G1, o cartunista e cavaquinista Ubiratan Nazareno Borges Porto, mais conhecido como Biratan Porto, morreu na manhã de 10.11.2021:

O artista, que já acumulava mais de 40 anos de carreira no mundo da arte e do humor, tratava um câncer.

Biratan nasceu em Castanhal e se formou em Jornalismo em 1978, pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e também estudou Publicidade e Propaganda na instituição.

O artista iniciou a carreira em 1972, quando o jornal O Liberal publicava os desenhos de humor em. Em 1974, Biratan passou a ter os trabalhos publicados como colaborador no jornal A Província do Pará.

(…) Biratan era um artista completo. Além de cartunista, ele era escritor e poeta. O paraense também era bandolinista e compositor. Biratan foi um dos incentivadores do ritmo ‘chorinho’ no Pará, gênero de música popular e instrumental brasileira.

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, também lamentou a morte do artista gráfico. “Recebo com tristeza a notícia da partida do amigo Biratan Porto, renomado chargista e jornalista do Pará. Um artista genial, cuja obra era reconhecida em todo o país. Uma perda inestimável. Aos seus familiares e amigos, o meu profundo pesar e minha solidariedade”, comentou nas redes sociais.

O velório de Biratan ocorre nesta quarta-feira, com início ás 20h, na capela Good Pax, localizada na travessa Lomas Valentinas, entre 25 de setembro e av. Duque de Caxias. Às seis horas da quinta-feira (11), o corpo seguirá de volta para Castanhal, onde será enterrado.

Leia mais clicando aqui.

Em O Liberal:

O cartunista J Bosco, que trabalha no O Liberal, era amigo do jornalista e comenta como o escritor influenciou em seu trabalho: “Biratan foi minha maior escola no desenho de humor desde a minha chegada na antiga ‘A Província do Pará’, na década de 80. Fomos parceiros em tudo, encontros um na casa do outro pra falar de humor, música, cinema e salão de humor. Cresci no jornal editando junto com o Bira páginas e colunas de humor. Fizemos livros juntos, exposições de caricaturas em Belém e no Rio. [Ele] Me convidou pra compor o grande Salão de humor da Amazônia, que durou 10 anos. Um marco na história do humor paraense. Hoje o Pará perde seu maior cartunista. Perdi mais um amigo de traço.”

No DOL:

Ao longo de sua carreira, Biratan recebeu 23 prêmios, sendo três no exterior. No seu currículo constam vitórias em exposições em Buenos Aires, Berna (Suíça), Heist (Bélgica), Piracicaba (São Paulo), Caratinga (Minas Gerais), Rio de Janeiro, Teresina (Piauí), Recife (Pernambuco) e outros.

“Pacto no Tucupi” charges, 1981; “Suingue,Suor e Lábias” humor erótico, 1988; “Biratan verde de Raiva” humor ecológico, 1991; “Soltando as Hienas” cartuns canalhas, 1993; “Sexo, Sexy, Seculorum” cartuns eróticos,1999; “Cadê o Verde que estava aqui?” livro ecológico infantil, 2004; “O Verde no Vermelho” cartuns ecológicos, 2004; “Caricaturas de Letra” – 2011; e ““Biratan, Um Traço no Tempo – 40 anos de humor & Artes visuais”, 2020.

Biratan foi o idealizador do Salão Internacional de Humor da Amazônia, que teve dez edições, de 2008 a 2018.

Leia mais clicando aqui.

Emmett Chapman (1936-2021)

Emmett Chapman

De acordo com o site ArteSonora, de Portugal, Emmett Chapman, o músico e inventor do (exótico e tecnicamente desafiante) “Chapman Stick”, morreu com a idade de 85 anos. A confirmação oficial chegou pela empresa que fundou:

Uma declaração emitida pela empresa de Emmett Chapman, a Stick Enterprises, anunciou que o seu fundador faleceu em casa em 01.11.2021 «após uma longa batalha contra o cancro». Está previsto um serviço fúnebre para 12 de Novembro, e a empresa estará encerrada até 15 de Novembro.

Leia mais clicando aqui.

No site Bet365:

Chapman Stick

Emmett Chapman começou sua carreira musical no final dos anos 1960 como guitarrista, apresentando-se ao lado de nomes como Barney Kessel e Tim Buckley antes de se tornar líder de banda.

Pioneiro do método de batidas com as duas mãos livres no braço do instrumento, o artista desenvolveu um violão de nove cordas personalizado, dedicado a acomodar adequadamente a maneira de tocar. Nascia, assim, o Chapman Stick.

Para promovê-lo, viajou extensivamente ao longo da década de 1970 e lançou um álbum, “Parallel Galaxy”, em 1985 para mostrar as capacidades do aparato.

Leia mais clicando aqui.

Marília Mendonça (1995-2021)

Marilia Mendonça

Uma tragédia… A cantora Marília Mendonça, de 26 anos, morreu em acidente aéreo em MG em 05.11.2021.

Um avião de pequeno porte, bimotor, com a cantora e mais quatro pessoas caiu perto de uma cachoeira na serra de Caratinga, interior de Minas Gerais, na tarde de 05.11.2021. Segundo a Anac, o avião está em situação regular e tem autorização para fazer táxi aéreo. No portal G1:

“Com imenso pesar, confirmamos a morte da cantora Marília Mendonça, seu produtor Henrique Ribeiro, seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, do piloto e copiloto do avião, os quais iremos preservar os nomes neste momento. O avião decolou de Goiânia com destino a Caratinga (MG), onde Marília teria uma apresentação esta noite”, informou a assessoria da cantora.

Leia mais clicando aqui.

Marilia Mendonça

A aeronave é um bimotor Beech Aircraft, da PEC Táxi Aéreo, de Goiás, prefixo PT-ONJ, com capacidade para seis passageiros.

Update 22h55 – O velório de Marília Mendonça será em 06.11.2021 no ginásio Goiânia Arena, segundo o governador Ronaldo Caiado. De acordo com a Secretaria Municipal de Mobilidade, está previsto para começar às 9h e o enterro, no mesmo dia, às 17h30, no Cemitério Parque Memorial de Goiânia. Mais informações aqui.

Marilia nasceu em Cristianópolis e foi criada em Goiânia, teve seu primeiro contato com a música através da igreja e começou a compor quando tinha 12 anos de idade, passando a escrever músicas para vários cantores, como as canções “Minha Herança” (João Neto & Frederico), “Muito Gelo, Pouco Whisky” (Wesley Safadão), “Até Você Voltar”, “Cuida Bem Dela”, “Flor e o Beija-Flor” (Henrique & Juliano), “Ser Humano ou um Anjo” (Matheus & Kauan), “Calma” (Jorge & Mateus) e “É Com Ela Que Eu Estou” (Cristiano Araújo). No Wikipedia:

Se lançou como cantora em janeiro de 2014, através do seu primeiro EP homônimo. Em junho de 2015, foi lançado a canção “Impasse”, primeiro single da cantora que contou com a participação da dupla Henrique & Juliano.

Marilia Mendonça

Em março de 2016, lançou seu primeiro álbum intitulado Marília Mendonça: Ao Vivo que contou como singles as músicas “Sentimento Louco” e “Infiel” e a participação da dupla Henrique & Juliano. “Infiel” se tornou a segunda canção mais executada nas rádios do Brasil naquele ano, fazendo a cantora ganhar reconhecimento nacional. Em outubro, foi lançado um EP acústico ao vivo nomeado Agora É Que São Elas, com faixas de sucesso anteriores e tendo como single unicamente a canção “Eu Sei de Cor”.

Mais em
https://pt.wikipedia.org/wiki/Mar%C3%ADlia_Mendon%C3%A7a

Leia também:
Em 2020, Marília Mendonça fez história com live mais assistida do Youtube

Pouco antes do acidente, a cantora publicou sua foto no avião nas redes sociais:

No Globo Online:

Em 2019 e em 2020, Marília Mendonça foi a artista mais ouvida no Brasil, segundo o Spotify, repetindo o feito do ano passado. Assim como em 2019, os sertanejos dominaram o Top 10 do serviço de streaming, com mais seis nomes entre os dez primeiros, que também conta com Anitta e o DJ Alok. Na lista mundial, o primeiro lugar ficou com o rapper Bad Bunny. Marília também tem o clipe musical mais visto do YouTube no Brasil, com a música “Graveto”.

Leia mais clicando aqui.

Postagem da cantora na manhã do acidente…

Rê Montanari (1962-2021)

Rê Montanari

O blog de Mauro Ferreira registrou o falecimento de Rê Montanari, fundadora da Jazzmin’s, big band de mulheres, guitarrista e educadora, aos 59 anos vítima de câncer. A instrumentista paulistana deixou um legado que valorizou a presença feminina na música instrumental brasileira:

Na certidão de nascimento, ela era Renata Montanari (10 de setembro de 1962 – 2 de novembro de 2021). Na vida, sobretudo entre os músicos e os alunos de violão e harmonia, ela era a Rê.

Nota desafinada deste dia de finados, a morte da violonista, guitarrista, compositora e educadora paulistana Rê Montanari – nesta terça-feira, aos 59 anos, vítima de câncer – entristeceu o universo da música instrumental brasileira, ainda abalado com a saída de cena do pianista Nelson Freire (1944 – 2021) na madrugada de ontem.

Professora de violão e harmonia na Escola de Música do Estado de São Paulo, instituição conhecida como EMESP Tom Jobim, Rê Montanari lançou em 2014 o álbum solo Entre o som e o silêncio. Contudo, a musicista era especialmente ligada a grupos.

Foi integrante e uma das fundadoras da Jazzmin’s, big band paulistana formada somente por instrumentistas mulheres. Antes, nos anos 1980, Rê Montanari integrou o grupo Kali, também formado somente por mulheres.

Em 2004, décadas depois, formou com Beto Caldas e Vinnie Colla o trio de música instrumental Samambaia. Mais recentemente, foi convidada a formar o Trio D’Alma com Cândido Serra e Ruy Saleme.

Rê Montanari

Como integrante da Avon Women Orchestra, a instrumentista se apresentou em várias cidades do Brasil, tocando com cantoras como Daniela Mercury, Leila Pinheiro, Margareth Menezes, Paula Lima, Rita Lee, Vanessa da Mata e Zélia Duncan.

Leia mais clicando aqui.

Site oficial:
https://www.remontanari.com/

Leia também no site Violão Brasileiro:
Morre a violonista e compositora Rê Montanari

Nelson Freire (1944-2021)

Nelson Freire

De acordo com o Estadão, o grande pianista Nelson Freire morreu em 01.11.2021. A notícia foi confirmada ao jornal pela empresária do músico. De acordo com o portal G1, o músico faleceu em casa, na Joatinga, durante a madrugada.

Update 02.11.2021, 12h – No portal G1, sobre a causa da morte:

O pianista Nelson Freire morreu em decorrência de uma queda na própria casa, no Joá, na Zona Oeste do Rio. Ao g1, a amiga e assessora Glória Guerra contou que Nelson “teve uma concussão cerebral” e “morreu na hora”, mas não detalhou como ele caiu.

O músico, um dos mais talentosos do século 20, morreu aos 77 anos, na madrugada desta segunda-feira (1º). O velório, aberto ao público, começou às 11h no Theatro Municipal, no Centro do Rio.

O corpo de Nelson seria sepultado no Memorial do Carmo, no Caju, mas parentes informaram na manhã desta terça (2) que o enterro será em Boa Esperança (MG), terra natal do músico, no mausoléu da família.

No site O Tempo:

Freire era mineiro de Boa Esperança, no Sul do Estado, e tinha 77 anos. Maior pianista do país, foi o único brasileiro incluído na série “Great Pianists of the 20th Century” (Grandes pianistas do século XX), coletânea de cem volumes com gravações de 72 pianistas lançada mundialmente.

O pianista precisou se afastar dos palcos em 2019, após sofrer um acidente durante uma caminhada e precisou passar por cirurgias para corrigir uma fratura no ombro direito. Ele retornaria aos palcos em 2020, mas se manteve afastado por conta da pandemia. Há dois meses, ele cancelou sua participação como jurado do Concurso Chopin de Varsóvia.

A trajetória como pianista começou precocemente aos 3 anos de idade. Àquela altura, surpreendeu a família ao tocar de memória, peças que haviam sido executadas pela sua irmã mais velha, Nelma.

Procurando investir no talento do menino, a família se mudou com ele para o Rio de Janeiro. Em 1957, aos 12 anos, foi finalista e sétimo colocado do Primeiro Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, interpretando Beethoven para um júri renomado. Como prêmio por sua participação, outro mineiro apaixonado por música, Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil na ocasião, ofereceu ao jovem uma bolsa de estudos para se aperfeiçoar na Europa.

Aos 19 anos, Nelson conquistou o primeiro lugar no Concurso Internacional Vianna da Motta, em Lisboa. Cinco anos depois, estreou com a Orquestra Filarmônica de Nova York. Ao fim de sua apresentação, a revista Time o qualificou como “um dos maiores pianistas desta ou de qualquer outra geração”.

Nelson Freire

Nelson Freire ainda morava no Rio de Janeiro e era carinhosamente conhecido como “artista do mundo”. Colecionava trabalhos de sucesso, e se apresentou em pelo menos 70 países, ganhando admiradores por onde passou.

A notícia foi encontrada aqui. Mais informações em breve.

Nota da Orquestra Sinfônica Brasileira nas redes sociais:

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento de um dos maiores orgulhos do Brasil. Nos deixou esta noite o pianista Nelson Freire.

Para nós, é uma honra que suaa trajetória tenha começado junto à Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 1956, ele venceu, pela primeira vez, o Concurso Jovens Solistas da OSB, dando início a uma brilhante carreira que nos encheria de orgulho e encantaria plateias do mundo todo.

Neste dia triste, exaltamos esse ícone da música e agradecemos por cada oportunidade que tivemos de ouvi-lo. Viva Nelson Freire!

No Globo Online:

Há dois anos, Nelson Freire sofreu uma queda no calçadão da Barra da Tijuca e fraturou o úmero do braço direito. Ele foi operado, mas não voltou a tocar depois do acidente.

Admiradores, amigos e colegas do pianista lamentaram a sua morte. Diretor da Sala Cecilia Meireles, João Guilherme Ripper disse: “Perdemos nosso grande pianista, um artista generoso e genial! Jamais esquecerei um recital no Teatro Châtelet em Paris, em que Nelson tocou um programa dedicado a Chopin. Ovacionado, retornou nove vezes ao palco para tocar de bis toda ‘A prole do bebê’, de Villa-Lobos. Com Nelson, desaparece mais um pedaço daquele Brasil que encantou o mundo.”

Leia mais clicando aqui.

Mais sobre Freire no Wikipedia:

Nelson Freire embarcou em sua carreira internacional em 1959, dando recitais e concertos nas maiores cidades da Europa, Estados Unidos, América Central e do América do Sul, Japão e Israel. Trabalhou também com muitos dos mais prestigiados regentes, incluindo Pierre Boulez, Eugen Jochum, Lorin Maazel, Charles Dutoit, Kurt Masur, André Previn, David Zinman, Vaclav Neumann, Valery Gergiev, Rudolf Kempe (com quem realizou diversas turnês pelos Estados Unidos e Alemanha com a Royal Philharmonic Orchestra), Gennady Rozhdestvensky, Hans Graf, Hugh Wolff, Roberto Carnevale, John Nelson, Seiji Ozawa e Isaac Karabtchevsky.

Nelson Freire

Apresentou-se como convidado de orquestras de prestígio, tais como: Berliner Philharmoniker, Münchner Philharmoniker, Bayerische Rundfunk Orchester, Royal Concertgebouw Orchester, Rotterdam Philharmonic Orchestra, Tonhalle Orchester Zurich, Wiener Symphoniker, Czech Philharmonic, Orchestre de la Suisse Romande, London Symphony Orchestra, Royal Philharmonic Orchestra, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC,Orquestra Sinfônica do Paraná, Israel Philharmonic, Orchestre de Paris, Orchestre National de France, Orchestre National des Pays de la Loire, Philharmonique de Radio France, Orchestre de Monte Carlo e outras orquestras de Baltimore, Boston, Chicago, Cleveland, Los Angeles, Montreal, Nova York e Filadélfia.

Em Varsóvia (1999), Nelson Freire realizou um triunfo genuíno com sua interpretação do Concerto para Piano e Orquestra N.º 2 de Chopin, marcando os 150 anos de aniversário da morte do compositor. Em dezembro de 2001, presidiu o júri do Concurso de Piano Marguerite Long em Paris.

(…) Sua gravação dos 24 Prelúdios de Chopin recebeu o Edison Award. Ganhou o prêmio Classic FM Gramophone Awards (2007), pela Gravação do Ano, com o CD Brahms Piano Concertos.

Em 2016 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Mais aqui:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Freire

Letieres Leite (1959-2021)

Letieres Leite

De acordo com o portal G1, morreu em 27.10.2021 o maestro e compositor Letieres Leite, aos 61 anos, em Salvador. A informação foi confirmada pela produção do artista:

De acordo com a produção do artista, ele passou mal nesta quarta e morreu na casa onde morava, na Avenida Octávio Mangabeira, na capital baiana.

Letieres dos Santos Leite nasceu em Salvador. Ele era arranjador, compositor, instrumentista e estava à frente do Instituto Rumpilezz, mesmo nome da orquestra que criou em 2006.

Além de reger a orquestra, o artista era o responsável por todo o conceito – figurinos, ambientação – passando pelas composições e arranjos de sopro e percussão.

Percussionista e saxofonista que acompanhou a cantora Ivete Sangalo por mais de 12 anos, o músico baiano foi o responsável pelos arranjos de muitos sucessos da musa, incluindo “Festa”, “Empurra-empurra”, “Tô na rua” e “Abalou”. Neste ano, Letieres Leite contribuiu com arranjos para o disco Noturno, de Maria Bethânia.

Letieres Leite começou a “alinhavar as primeiras ideias” no tempo em que estudava no Konservatorium Franz Schubert, em Viena, na Áustria, onde morou por seis anos. De volta ao Brasil, montou uma escola chamada Academia de Música da Bahia, onde começou a desenvolver pesquisas.

O governador da Bahia, Rui Costa, lamentou a morte do maestro e disse que ele levou a percussão baiana para o mundo.

“Letieres revelou talentos com o projeto Rumpilezz e levou nossa percussão para o mundo. Sua morte é uma enorme perda para a cultura da Bahia e para todos nós que admirávamos a sua genialidade. Que Deus conforte o coração dos seus familiares”, afirmou o governador.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, afirmou nas redes sociais que os legados do maestro jamais serão esquecidos.

“Que dia triste para música da Bahia e de todo Brasil! O maestro Letieres Leite é um dos maiores músicos desse país. Sua história e legado com a Orkestra Rumpilezz jamais serão esquecidos da nossa memória. Que Deus conforte toda família e amigos neste momento de profunda dor!”, disse Bruno Reis.

Leia mais clicando aqui.

No Wikipedia:

Letieres dos Santos Leite (Salvador, 8 de dezembro de 1959 – 27 de outubro de 2021) foi um músico, educador, compositor e arranjador brasileiro. Ao longo de trinta anos de carreira, começou pela flauta, passando para o sax tenor e o sax soprano. Isso desde os seus dezenove anos, quando descobriu sua real vocação para instrumentos de sopro, aprendendo de forma autodidata.

(…) Já como músico profissional em Salvador, começou trabalhando com artistas locais como: Saul Barbosa, Gerônimo, Andréa Daltro, Cozinha Baiana, Jazz Carmo Quinteto, entre outros.

Em 1981, muda-se para o sul do país (Santa Catarina e Rio Grande do Sul), onde fundou alguns conjuntos – Banda de Nêutrons, Espírito da Coisa, Abelha Rainha – e tocou com diversos artistas, como Nei Lisboa, Renato Borghetti, Antônio Villeroy, Elton Saldanha, além de escrever arranjos para a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA), na época do Festival Nacional da Canção, em 1984.

Leia mais em
https://pt.wikipedia.org/wiki/Letieres_Leite

Lailson de Holanda Cavalcanti (1952-2021)

Lailson de Holanda Cavalcanti

De acordo com o site Splash, o cartunista e músico Lailson de Holanda Cavalcanti morreu em 26.10.2021, aos 68 anos, vítima da covid-19. A informação foi confirmada pela família do artista no Facebook:

Há uma semana, Isabela, filha de Lailson, informou que ele estava internado na UTI semi-intensiva com covid. Ele chegou a apresentar melhora, mas na madrugada de hoje acabou não resistindo ao avanço da doença.

O artista pernambucano era conhecido pelo humor gráfico, sua especialidade. Por seu trabalho, foi premiado no salão internacional do humor.

Além de cartunista, chargista e quadrinista, também se destacou na música na década de 70, quando gravou o disco Satwa com Lula Côrtes.

A notícia foi encontrada aqui.

No portal G1:

O cartunista e músico morreu em um hospital particular do Recife. De acordo com a família, ele estava com Covid-19 (veja vídeo acima).

O corpo de Lailson será cremado às 16h desta terça [26.10.2021], no Cemitério Memorial Guararapes, em Jaboatão dos Guararapes, em uma cerimônia restrita à família.

Lailson de Holanda Cavalcanti

Lailson trabalhou como chargista por quase 30 anos no Diário de Pernambuco e chegou a contribuir também com o Pasquim, jornal de circulação nacional criado por jornalistas e intelectuais no fim da da década de 1960 e que fazia oposição ao regime militar.

Em 1977, o cartunista foi premiado no salão internacional do humor, em São Paulo. Também atuou como músico em bandas de rock.

Leia mais clicando aqui.

Lizzie Bravo (1951-2021)

Lizzie Bravo

Faleceu em 04.10.2021, de um infarto fulminante, a querida Lizzie Bravo, de acordo com informações do perfil oficial da cantora Joyce Moreno e posteriormente confirmadas pela família. Autora do livro “Do Rio a Abbey Road”, lançado em 2015, Lizzie ficou amplamente conhecida por ter gravado em uma das faixas de um dos discos dos Beatles, “Across the Universe”.

Lizzie Bravo também foi esposa do saudoso cantor e compositor Zé Rodrix e era mãe da cantora Marya Bravo:

Em suas próprias palavras, em seu site oficial:

Meu nome é Elizabeth, sou carioca; virei Lizzie depois de ouvir o John cantando “Dizzy Miss Lizzy”. Sou fã dos Beatles desde 1964. Em fevereiro de 1967 fui para Londres com minha amiga Denise. A viagem foi nosso presente de 15 anos. O que meus pais não sabiam é que eu não pretendia voltar…

Vi os quatro Beatles no mesmo dia que cheguei, e passei a frequentar o lado de fora dos estúdios da EMI em Abbey Road todos os dias, vendo-os com muita frequência.

Lizzie Bravo e John Lennon

Pouco menos de um ano depois, Paul saiu de dentro dos estúdios numa noite de fevereiro de 1968, e perguntou se alguma de nós conseguia sustentar uma nota aguda. Eu disse que conseguia e levei minha amiga inglesa Gayleen comigo. Passamos umas duas horas nos estúdios com os quatro Beatles, produzidas por George Martin, e cantamos vocais para a música “Across the Universe”. Dividimos o microfone com John e Paul, alternadamente.

Nos anos 80 / Em setembro de 2021 (fotos do Instagram de Lizzie Bravo)

Anos depois, meu então marido Zé Rodrix me eternizou como “a esperança de óculos” na música “Casa no Campo”.

Site oficial:
https://www.lizziebravo.com/

No livro “Do Rio a Abbey Road”:

“Voltei pro Rio no final de outubro de 1969, fui morar com minha mãe e trabalhar como secretária no Centro. Da Swinging London para a Av. Rio Branco — baita choque cultural!

Zé Rodrix e eu nos conhecemos em março de 1970, num ensaio do show do Bituca (Milton Nascimento) com o Som Imaginário no Teatro Opinião, e casamos em dezembro do mesmo ano, com Bituca como meu padrinho.

Lizzie Bravo e Zé Rodrix

Eu estava grávida de oito meses quando cantei “Casa no Campo” no Festival Internacional da Canção no Maracanãzinho — sua música mais conhecida, que fala de mim como a “esperança de óculos” e de um “filho de cuca legal”, nossa filha Marya, que nasceu no final de outubro de 1971. (…)”

Leia também:
O dia em que eu cantei com os Beatles

Lizzie Bravo, Zé Rodrix e Marya Bravo

Perfil de Lizzie nas redes sociais, onde ela publicava diariamente fotos e notícias sobre os Beatles e suas palestras pelo Brasil:
https://web.facebook.com/bravolizzie

Charge de Tiago Albuquerque

Algumas das fotos que Lizzie tirou durante sua viagem e que estão contidas em seu livro:

Update 05.10.2021, 11h45 – No portal G1, em matéria de Mauro Ferreira:

A carioca Elizabeth Villas Boas Bravo (27 de maio de 1951 – 4 de outubro de 2021) foi muito mais do que uma garota que amou os Beatles, em especial John Lennon (1940 – 1980). Até porque ela foi a única garota brasileira que gravou com os Beatles, em proeza realizada aos 17 anos.

No dia desse feito histórico, 4 de fevereiro de 1968, Elizabeth já era Lizzie – nome que adotara em 1965 ao ouvir Lennon cantar Dizzy, Miss Lizzy (Larry Williams, 1958) no quinto álbum dos Beatles, Help! (1965) – e estava há quase um ano em Londres, onde chegara em 17 de fevereiro de 1967.

Foram tantos dias à porta do estúdio Abbey Road que, naquele mítico dia 4, domingo de frio em Londres, Lizzie estava dentro do prédio que abrigava o estúdio ao lado de outras poucas beatlemaníacas, quando Paul McCartney perguntou se alguma delas sustentava nota aguda.

Lizzie sustentava a tal nota e foi assim que, juntamente com amiga inglesa, fez um dos vocais que encorparam a gravação de Across the universe (John Lennon e Paul McCartney, 1968), música inicialmente arquivada pelos Beatles que somente ganhou o mundo dois anos após o registro original ao ser apresentada no álbum Let it be, editado em maio de 1970.

Lizzie cantou com John, com Paul e se eternizou na história da música pop pela aventura narrada em detalhes no livro Do Rio a Abbey Road (2015), esgotado em 2017 e com ampliada segunda edição programada para este ano de 2021, além de ainda inédita edição em inglês.

Leia a matéria completa clicando aqui.

De Joyce Moreno:

No portal Beatles Brasil:

Temos a dolorosa missão de divulgar uma notícia muito triste: Lizzie Bravo, a nossa querida Lizzie Bravo, a esperança de óculos, faleceu nesta segunda feira, 04 de Outubro de 2021, no Rio de Janeiro. (…) Trata-se de uma perda irreparável, não apenas para a Beatlemania Nacional, mas também para a MPB, já que Lizzie Bravo tem muita importância em tudo que você imaginar na boa música brasileira moderna, como explica o músico e jornalista Edu Henning:

“Fomos privilegiados em conviver com a Lizzie. Muitos vão lembrar dela como sendo ‘a brasileira que cantou com os Beatles’. Mas, Lizzie atou como fotógrafa de um período riquíssimo da música brasileira (registrando momentos importantes da história de grandes nomes da música feita no Brasil). Foi também uma grande backing vocal de estúdio (participando de emblemáticos discos da MPB). E excursionou pelo Brasil e pelo mundo como vocalista de sensacionais cantores brasileiros. Trabalhou com grandes artistas e participou de magníficos projetos.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Família, amigos… incluindo Joyce, Milton Nascimento, River Phoenix…

O faleciemento de Lizzie Bravo repercutiu nas redes sociais, inclusive lá fora e nos perfis dos fãs de Lennon e Paul. Muitas manifestações lindas. Siga em paz, Lizzie!

Homenagem de Milton Nascimento:

Upadate 11.10.2021 – Sobre a missa de sétimo dia:

Sebastião Tapajós (1943-2021)

Sebastião Tapajós

O grande músico Sebastião Tapajós, de 78 anos, faleceu na noite de 02.09.2021 em um hospital particular na cidade de Santarém, no oeste paraense. Segundo informações do repórter Bena Santana, da Rádio Clube de Santarém, Sebastião estava prestes a receber alta médica após uma cirurgia, porém acabou apresentando complicações e acabou vindo a falecer. No Portal G1:

A morte de Sebastião Tapajós deixa uma grande lacuna no meio artístico, mas sua contribuição musical será lembrada por esta e as próximas gerações.

Desde que foi confirmada a morte do violonista, dezenas de manifestações de pesar estão sendo compartilhadas nas desdes sociais.

Os muitos feitos pela arte instrumental renderam várias homenagens.a Sebastião Tapajós, uma delas em novembro de 2013, com a cerimônia de outorga das insígnias de Doutor Honoris Causa ao músico santareno, concedidas pela Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa). A solenidade foi promovida pelo Conselho Universitário Pro Tempore da Universidade.

Em 2018, um grupo de amigos realizou um tributo no auditório da Casa da Cultura, em Santarém, com o tema “Santarém do Tapajós: rio abaixo rio acima”. Na ocasião, foi assinada a lei municipal que concedeu pensão vitalícia ao violonista.

Leia mais clicando aqui.

Leia mais sobre o músico no Dicionário Cravo Albin:

https://dicionariompb.com.br/sebastiao-tapajos/biografia

O corpo deverá ser velado no plenário Benedito Magalhães da Câmara de Vereadores de Santarém.

Sebastião Tapajós

Nota do Presidente da Câmara Municipal de Santarém:

NOTA DE PESAR

A Câmara Municipal de Santarém vem de público manifestar pesar pelo falecimento do violonista Sebastião Pena Marcião, o Sebastião Tapajós, ocorrido neste sábado, 02 de outubro de 2021.

Dessa forma, o legislativo santareno reconhece o talento e o valor desse artista para a cultura santarena, que, com seu trabalho, levou o nome da Pérola do Tapajós para vários continentes.

E foi em terras mocorongas que Sebastião Tapajós escolheu para viver seus últimos dias, ficando a gratidão do nosso povo.

Ao mesmo tempo, os vereadores santarenos se solidarizam com familiares e amigos desse grande artista.

Ronan Liberal Júnior
Presidente da Câmara Municipal de Santarém

Sebastião Tapajós

A Câmara Municipal de Santarém divulgou nota de pesar comunicando o falecimento:

O mestre guitarrista Sebastião Tapajós, batizado de Sebastião Pena Marcião, literalmente fez seu nome depois de adotar o nome de seu amado rio. Renomado tanto pela técnica fenomenal quanto pela erudição, Tapajós criou uma vertente do violão brasileiro que combina o clássico e o popular com o folclore regional da Amazônia. Suas numerosas composições , produto de uma carreira que dura mais de 60 anos, são regravadas incessantemente em todo o mundo (com algumas dessas versões apresentadas neste site). Seus 90 álbuns, incluindo composições próprias e interpretação de clássicos, permanecem em demanda internacional, vendidos em seus formatos originais e em compilações encontradas na Internet. A projeção global de Sebastião Tapajós chamou a atenção para a cultura brasileira, a região amazônica e particularmente para o estado do Pará, ao qual ele dedica especial deferência. Seu nome é uma homenagem ao rio e à terra de onde ele saiu para obter aclamação mundial, e o lugar para onde ele voltou e vivia até hoje: o Rio Tapajós.

No Perfil Portal Oeste do Paraná:

Sebastião Pena Marcião (Alenquer, Pará, 16 de abril de 1943 – 02 de outubro de 2021) era violonista e compositor brasileiro.

Nascido em Alenquer mudou-se para Santarém ainda pequeno. Começou ainda criança a estudar violão. Em 1964, foi estudar na Europa. Formou-se pelo Conservatório Nacional de Música de Lisboa, em Portugal. Na Espanha, estudou guitarra com Emilio Pujol e cursou o Instituto de Cultura Hispânica. Realizou recitais nesses dois países. Regressando ao Brasil, recebeu a cadeira de violão clássico do Conservatório Carlos Gomes de Belém, onde lecionou até julho de 1967.

Ao longo de sua carreira, o artista já tocou com nomes conhecidos da MPB como Hermeto Pascoal, Jane Duboc, Zimbo Trio, Waldir Azevedo, Paulo Moura, Sivuca, Maurício Einhorn e Joel do Bandolim, e internacionais como Gerry Mulligan, Astor Piazzolla, Oscar Peterson e Paquito D’Rivera.

Em 1998 compôs a trilha sonora do longa-metragem paraense Lendas Amazônicas.

(…) Em abril de 2017 foi criado o Instituto Sebastião Tapajós com o intuito de divulgar e sistematizar a produção musical de Sebastião Tapajós. O endereço do sítio web é

http://www.istapajos.org.br/

Homenagem de Nilson Chaves:

“Perdi um amigo
Perdi um irmão
Perdi um mestre
Perdi um coração

Tenho a tristeza dessa perda
Mas tenho a gratidão da sua luz
Acho que agora sua música
Encantará muito.mais jesus

Sinto uma tristeza profunda
A dor de mim e dos seus
Meu parceiro de palco agora toca
Seu violão de luz a lado de Deus

Até mais Sebastião
Até mais grande tapajós
Tua música agora é eterna
Brilhando dentro de nós”

Leandro Almeida: Falecimento

Leandro Almeida

De acordo com o Globo Online, Leandro Almeida, compositor mangueirense, morreu na madrugada de 29.09.2021 aos 48 anos:

Ele foi vítima de morreu de um câncer de pulmão que descobriu em julho.

Dioni Leandro Gomes de Almeida era um dos autores da composição escolhida para o carnaval 2022, ao lado de Moacyr Luz, Pedro Terra e Bruno Souza.

A final do samba-enredo foi nesta terça-feira (28), mas Leandro, já hospitalizado, não pôde ir.

“Desejamos muita luz para que ele siga sua caminhada e aos familiares, parceiros e amigos. Desejamos muita força e fé, com a certeza de que ele permanecerá sempre presente em seus corações”, disse a escola.

A notícia foi encontrada aqui.

Lonnie Smith (1942-2021)

Lonnie Smith

De acordo com o site Ritmo e Batidas, de Portugal, a Blue Note Records confirmou, em comunicado em 29.09.2021, o falecimento de Dr. Lonnie Smith, um dos mais celebrados mestres do Hammond B3 e um verdadeiro pilar do que ficou conhecido como “soul jazz”:

“É com pesar que a Blue Note Records anuncia a morte de Dr. Lonnie Smith, lenda do Hammond B3 e NEA Jazz Master. Smith morreu hoje na sua casa em Fort Lauderdale, Flórida. Tinha 79 anos. A sua morte foi confirmada pela sua manager, Holly Case. A causa foi fibrose pulmonar”.

“Doc era um génio musical, dono de um groove fundo e funky e um espírito jovial”, afirmou Don Was, presidente da Blue Note. Lonnie Smith começou a fazer-se ouvir em discos em meados dos anos 60, quando contava apenas 24 anos e foi chamado a gravar com gente como o saxofonista tenor Red Holloway ou o guitarrista George Benson em cujo quarteto Smith passou a ter um importante papel. A primeira gravação de Lonnie Smith para a Blue Note aconteceu na mesma altura, quando o seu órgão Hammond ajudou o saxofonista Lou Donaldson a ter um hit com “Alligator Boogaloo”. A sua própria carreira como líder começou no psicadélico ano de 1967 com o clássico Finger Lickin’ Good, álbum editado na Columbia que incluía covers de temas como ”Jeannine” de George Benson ou do hit “My Babe” que Willie Dixon escreveu para Little Walter em 1955.

Lonnie Smith

A longa ligação de Lonnie Smith à Blue Note começou depois em 1969 com o álbum Think! em que o organista liderou um ensemble que incluía músicos como o trompetista Lee Morgan ou o guitarrista Melvin Sparks. Nos álbuns seguintes – Turning Point (1969), Move Your Hand (1970) ou Drives (1970) -, Smith teve ao seu lado outros gigantes como o baterista Idris Muhhamad, os saxofonistas Bennie Maupin, Rudy Jones e Dave Hubbard tendo oferecido a sua visão de clássicos como “Eleanor Rigby” dos Beatles, “Sunshine Superman” de Donovan ou “Spinning Wheel” dos Blood, Sweat & Tears.

Leia mais clicando aqui.