Nelson Freire (1944-2021)

Nelson Freire

De acordo com o Estadão, o grande pianista Nelson Freire morreu em 01.11.2021. A notícia foi confirmada ao jornal pela empresária do músico. De acordo com o portal G1, o músico faleceu em casa, na Joatinga, durante a madrugada.

Update 02.11.2021, 12h – No portal G1, sobre a causa da morte:

O pianista Nelson Freire morreu em decorrência de uma queda na própria casa, no Joá, na Zona Oeste do Rio. Ao g1, a amiga e assessora Glória Guerra contou que Nelson “teve uma concussão cerebral” e “morreu na hora”, mas não detalhou como ele caiu.

O músico, um dos mais talentosos do século 20, morreu aos 77 anos, na madrugada desta segunda-feira (1º). O velório, aberto ao público, começou às 11h no Theatro Municipal, no Centro do Rio.

O corpo de Nelson seria sepultado no Memorial do Carmo, no Caju, mas parentes informaram na manhã desta terça (2) que o enterro será em Boa Esperança (MG), terra natal do músico, no mausoléu da família.

No site O Tempo:

Freire era mineiro de Boa Esperança, no Sul do Estado, e tinha 77 anos. Maior pianista do país, foi o único brasileiro incluído na série “Great Pianists of the 20th Century” (Grandes pianistas do século XX), coletânea de cem volumes com gravações de 72 pianistas lançada mundialmente.

O pianista precisou se afastar dos palcos em 2019, após sofrer um acidente durante uma caminhada e precisou passar por cirurgias para corrigir uma fratura no ombro direito. Ele retornaria aos palcos em 2020, mas se manteve afastado por conta da pandemia. Há dois meses, ele cancelou sua participação como jurado do Concurso Chopin de Varsóvia.

A trajetória como pianista começou precocemente aos 3 anos de idade. Àquela altura, surpreendeu a família ao tocar de memória, peças que haviam sido executadas pela sua irmã mais velha, Nelma.

Procurando investir no talento do menino, a família se mudou com ele para o Rio de Janeiro. Em 1957, aos 12 anos, foi finalista e sétimo colocado do Primeiro Concurso Internacional de Piano do Rio de Janeiro, interpretando Beethoven para um júri renomado. Como prêmio por sua participação, outro mineiro apaixonado por música, Juscelino Kubitschek, presidente do Brasil na ocasião, ofereceu ao jovem uma bolsa de estudos para se aperfeiçoar na Europa.

Aos 19 anos, Nelson conquistou o primeiro lugar no Concurso Internacional Vianna da Motta, em Lisboa. Cinco anos depois, estreou com a Orquestra Filarmônica de Nova York. Ao fim de sua apresentação, a revista Time o qualificou como “um dos maiores pianistas desta ou de qualquer outra geração”.

Nelson Freire

Nelson Freire ainda morava no Rio de Janeiro e era carinhosamente conhecido como “artista do mundo”. Colecionava trabalhos de sucesso, e se apresentou em pelo menos 70 países, ganhando admiradores por onde passou.

A notícia foi encontrada aqui. Mais informações em breve.

Nota da Orquestra Sinfônica Brasileira nas redes sociais:

Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento de um dos maiores orgulhos do Brasil. Nos deixou esta noite o pianista Nelson Freire.

Para nós, é uma honra que suaa trajetória tenha começado junto à Orquestra Sinfônica Brasileira. Em 1956, ele venceu, pela primeira vez, o Concurso Jovens Solistas da OSB, dando início a uma brilhante carreira que nos encheria de orgulho e encantaria plateias do mundo todo.

Neste dia triste, exaltamos esse ícone da música e agradecemos por cada oportunidade que tivemos de ouvi-lo. Viva Nelson Freire!

No Globo Online:

Há dois anos, Nelson Freire sofreu uma queda no calçadão da Barra da Tijuca e fraturou o úmero do braço direito. Ele foi operado, mas não voltou a tocar depois do acidente.

Admiradores, amigos e colegas do pianista lamentaram a sua morte. Diretor da Sala Cecilia Meireles, João Guilherme Ripper disse: “Perdemos nosso grande pianista, um artista generoso e genial! Jamais esquecerei um recital no Teatro Châtelet em Paris, em que Nelson tocou um programa dedicado a Chopin. Ovacionado, retornou nove vezes ao palco para tocar de bis toda ‘A prole do bebê’, de Villa-Lobos. Com Nelson, desaparece mais um pedaço daquele Brasil que encantou o mundo.”

Leia mais clicando aqui.

Mais sobre Freire no Wikipedia:

Nelson Freire embarcou em sua carreira internacional em 1959, dando recitais e concertos nas maiores cidades da Europa, Estados Unidos, América Central e do América do Sul, Japão e Israel. Trabalhou também com muitos dos mais prestigiados regentes, incluindo Pierre Boulez, Eugen Jochum, Lorin Maazel, Charles Dutoit, Kurt Masur, André Previn, David Zinman, Vaclav Neumann, Valery Gergiev, Rudolf Kempe (com quem realizou diversas turnês pelos Estados Unidos e Alemanha com a Royal Philharmonic Orchestra), Gennady Rozhdestvensky, Hans Graf, Hugh Wolff, Roberto Carnevale, John Nelson, Seiji Ozawa e Isaac Karabtchevsky.

Nelson Freire

Apresentou-se como convidado de orquestras de prestígio, tais como: Berliner Philharmoniker, Münchner Philharmoniker, Bayerische Rundfunk Orchester, Royal Concertgebouw Orchester, Rotterdam Philharmonic Orchestra, Tonhalle Orchester Zurich, Wiener Symphoniker, Czech Philharmonic, Orchestre de la Suisse Romande, London Symphony Orchestra, Royal Philharmonic Orchestra, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC,Orquestra Sinfônica do Paraná, Israel Philharmonic, Orchestre de Paris, Orchestre National de France, Orchestre National des Pays de la Loire, Philharmonique de Radio France, Orchestre de Monte Carlo e outras orquestras de Baltimore, Boston, Chicago, Cleveland, Los Angeles, Montreal, Nova York e Filadélfia.

Em Varsóvia (1999), Nelson Freire realizou um triunfo genuíno com sua interpretação do Concerto para Piano e Orquestra N.º 2 de Chopin, marcando os 150 anos de aniversário da morte do compositor. Em dezembro de 2001, presidiu o júri do Concurso de Piano Marguerite Long em Paris.

(…) Sua gravação dos 24 Prelúdios de Chopin recebeu o Edison Award. Ganhou o prêmio Classic FM Gramophone Awards (2007), pela Gravação do Ano, com o CD Brahms Piano Concertos.

Em 2016 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Mais aqui:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Freire