João Carlos Botezelli (1942-2021)

De acordo com o site O Tempo, o produtor musical João Carlos Botezelli, mais conhecido como Pelão, morreu no início da tarde de01.09.2021. Responsável por levar ao estúdio pela primeira vez gigantes do samba como Cartola e Adoniran Barbosa, ele tinha 78 anos, e teve um infarto:

Nascido em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, em outubro de 1942, Pelão marcou o nome na história da cultura brasileira quando, cansado da política, resolveu que faria uma revolução através da música. Na crença dele, gravar os sambistas do morro cantando suas próprias composições –muitas já bastante conhecidas nas vozes de outros intérpretes– seria sua maior contribuição.

Com essa ideia em mente, Pelão convenceu executivos de gravadoras de que gravar discos de gente como Cartola, mesmo já idoso, seria uma boa ideia. O compositor da Mangueira só entrou em estúdio para ser gravado em 1974, quando já tinha 65 anos, levado por Pelão.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Celso de Campos Júnior – autor do livro “A Revolução Pela Música”, sobre Pelão – lembra que o sambista já não acreditava que lançaria um álbum. “A Dona Zica [mulher de Cartola] falava que ele não pegava mais no violão. Chamavam ele para fazer show por mixaria, isso quando pagavam. Estava esperando o fim da vida.”

Além do álbum hoje clássico de Cartola, Pelão gravou obras de Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, um tributo a Donga e Nelson Sargento, entre outros. Adoniran Barbosa, outro gravado em disco pela primeira vez por Pelão, chegou a dizer que o produtor era “o Pedro Álvares Cabral” da trajetória dele.

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Na Folha:
Morre Pelão, produtor que eternizou as vozes de Cartola e Adoniran Barbosa, aos 78

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