Aloy Jupiara: Falecimento

Aloy Jupiara

De acordo com o site da Isto É, faleceu em 12.04.2021, vítima de Covid-19, o jornalista Aloy Jupiara. Ele tinha 56 anos e estava internado desde 29 de março:

O jornalista estava no CTI do Hospital São Francisco, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Chegou a ter uma melhora, mas não resistiu a uma infecção pulmonar.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele iniciou a carreira nos anos 1980 no jornal “O Globo”, ainda como como estagiário e, durante sua trajetória, exerceu diversas funções nas editorias Rio, Política e Nacional.

No início dos anos 2000, se transferiu para a “Globo.com” e, em seguida, para o site do Globo Online, onde foi editor de conteúdo e editor executivo.

Em 2009, foi convidado para liderar a equipe de criação do site do jornal Extra, também do Grupo Globo.

No Globo Online:

Jupiara era formado na Escola de Comunicação (ECO) da UFRJ. Em mais de 20 anos de atuação em O GLOBO, trabalhou como repórter, coordenador e subeditor de Rio, e foi editor e coordenador de Política do jornal. Além disso, foi pioneiro no jornalismo on-line no GLOBO, e na criação dos site GloboNews.com e Extra On-line. Ele também foi jurado e, posteriormente, coordenador do Prêmio Estandarte de Ouro.

Aloy Jupiara

Aloy Jupiara escreveu, em parceria com o também jornalista Chico Otávio, os livros “Deus tenha misericórdia dessa nação: A biografia não autorizada de Eduardo Cunha” e “Os Porões da Contravenção”, que abordava a relação entre a ditadura e o jogo do bicho no Rio de Janeiro.

Recentemente, participou do documentário “Doutor Castor”, sobre o bicheiro Castor de Andrade, em exibição no Globoplay.

Amigos de redação lembram que, além do faro investigativo e enorme dedicação ao trabalho, Aloy se destacava sobretudo pelo semblante tranquilo, não importava a situação. Sempre bem-humorado, tinha verdadeira paixão pelo trabalho nas redações, que talvez só não fosse maior do que o amor incondicional ao carnaval, em especial por sua escola de samba de coração, Império Serrano.

Foi justamente esse envolvimento com o carnaval carioca que fez com que Aloy integrasse o grupo responsável por transformar o Samba do Rio em patrimônio imaterial do Brasil, em 2007.

Ainda na noite de segunda-feira, a notícia da morte de Aloy repercutiu nas redes sociais. O historiador e escritor Luiz Antonio Simas postou no Twitter: “Muito triste. Foi Aloy Jupiara que, em 2012, ligou me convidando para ser jurado do Estandarte de Ouro. Convivi ao longo desses anos com um cara doce, sério, generoso, divertido; tremendo jornalista! Mais um que a peste, auxiliada pela irresponsabilidade do poder público, leva”.

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