Claudinho Guimarães (1970-2020)

Claudinho Guimarães

De acordo com o site Maricá Info, o músico Claudinho Guimarães vítima de um infarto, por volta das 17h50 de 14.06.2020, após dar entrada no Posto 24 Santa Rita, no Jardim Atlântico, em Itaipuaçu, RJ:

Autor do sucesso ‘Quando a Gira Girou’, eternizada na voz de Zeca Pagodinho, Claudinho Guimarães era um artista presente em quase todos os eventos de música em Maricá, tendo presenças em eventos importantes, como o Carnaval, Réveillon, Aniversário da Cidade e Festa da Padroeira.

Nas redes sociais, amigos e familiares de Claudinho Guimarães deixaram palavras em homenagem ao grande músico que foi.

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Do site oficial do músico (https://claudinhoguimaraes.com/):

Um adolescente, natural do Rio de Janeiro, morador de Honório Gurgel, na região de Madureira, dificilmente não se envolveria com as duas paixões cariocas: o samba e o futebol. Assim é o início da história de Claudinho Guimarães (1970), cantor, compositor, instrumentista e filho da Dona Gina, cantora da noite na capital carioca.

Como muitos garotos que viviam neste ambiente, Claudinho sonhava em ser jogador de futebol. Flamenguista roxo e fã do Zico, ele arriscava seus chutes e dribles nas praias e nos campos da periferia da cidade. Até que, com 14 anos, começou a tocar pandeiro, talento herdado da família, mais precisamente, da Dona Gina, do avó materno Manoel, pandeirista, e do primo Edinho , cavaquinista e violinista.

Claudinho Guimarães

Aos 15 anos, influenciado pelo partido-alto que escutava na rua, Claudinho trocou o pandeiro pelo cavaquinho e nunca mais se separou do instrumento de corda. Foi uma questão natural. O garoto ficava observando os sambistas Raimundo e Chuchu improvisando versos sobre temas do cotidiano. A letra podia ser sobre a moça bonita que passava na rua, uma briga de casal que tinha acabado de acontecer ou uma história engraçada que mexeu com a vizinhança.

Mais tarde, iniciou a carreira de músico e rapidamente passou a integrar importantes projetos musicais na cidade do Rio de Janeiro e, sobretudo, na Lapa, um dos redutos do samba carioca, acompanhando grandes nomes, como Almir Guineto, Monarco, Nelson Sargento, Jovelina, Sombrinha, Arlindo Cruz, Walter Alfaiate, Wilson das Neves, Nei Lopes, Guilherme de Britto, entre outros. Também fez parte do “Força da Cor”, grupo que gravou um LP, em 1993, pela gravadora Continental.

A partir dos anos 2000, Claudinho começou a amadurecer como artista, assumindo o canto e iniciando sua trajetória de compositor. Fez parcerias musicais significativas com amigos e compositores, como Serginho Meriti, Tiago Mocotó, Evandro Lima e Júlio do Banjo. Ao lado deles, criou canções que foram gravadas por Zeca Pagodinho (“Quando a Gira Girou”, “La Vai Marola – Pedro Batuque”, e “Shopping Móvel”), Alcione (“Mangueira é Mãe”), Diogo Nogueira (“Da Melhor Qualili”), Beth Carvalho e Leandro Sapucaí.