Walter Franco (1945-2019)

“Viver é afinar um instrumento”. O músico Walter Franco faleceu em 24.10.2019.

Nascido em São Paulo em 06 de janeiro de 1945, Walter Rosciano Franco, foi cantor, compositor e ator. O velório será das 08h30 às 19h na Funeral Home, Rua São Carlos do Pinhal, 376, BelaVista, São Paulo. Na sequência, será levado para cerimônia de cremação no Crematório da Vila Alpina. Há duas semanas, Franco havia sido vítima de um acidente vascular cerebral, segundo revelou seu filho, Diogo Franco, nas redes sociais.

Site oficial:
http://walterfranco.mus.br/

Walter Franco

Do site oficial:

Paulistano, cantor, compositor e ator (formado pela EAD – Escola de Arte Dramática), filho do poeta e político Cid Franco. Formou-se pela Escola de Arte Dramática e lá começou a carreira de músico, compondo trilhas para espetáculos teatrais como “O Contador de Fazendas”, dirigido por Dulcina de Moraes e “Os Olhos Vazados”, dirigido por Emílio de Biasi.

Depois vieram os festivais: a primeira música de Walter Franco a participar de um festival foi “Não se Queima um Sonho”, defendida por Geraldo Vandré. Depois veio “Sol de Vidro”, “Pátio dos Loucos”, interpretada pela cantora Célia, e “Animal Sentimental”, todas elas muito bem classificadas. Na época Walter Franco também mantinha um programa de rádio, na extinta Rádio Marconi. “Marcando Bossa” era um programa de música popular e moderna brasileira. Passaram por lá artistas como Paulinho Nogueira e Milton Nascimento.

Mas o momento que marcou a primeira fase da carreira de Walter Franco foi a apresentação da música “Cabeça”, de sua autoria, no Festival Internacional da Canção de 1972, de Rede Globo. Uma música totalmente fora dos padrões da época, baseada em vozes superpostas e repetições de fragmentos da letra, quase incompreensível.

A composição Cabeça foi reconhecida por Astor Piazzola com o comentário – Isso é uma revolução!

Walter Franco

Depois de toda a polêmica, Walter Franco foi contratado pela Continental para fazer o seu primeiro disco. Escolheu como produtor o papa da tropicália, Maestro Rogério Duprat, e esse seu primeiro disco, recebeu o premio de revelação do ano concedido pela APCA e recentemente à solitária mosca sobre o fundo branco e as palavras “ou não” na contracapa foi escolhida como uma das melhores capas dos últimos anos.

Sem dúvida, um disco ousado que revolucionou os conceitos de melodia, silêncio e ruído. O crítico Tárik de Souza comenta: “Foi o mais ousado projeto sonoro autoral de nossa música popular, inclusive em nível de vanguarda internacional.”

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