Joel Nascimento – 31.03.2012

Joel Nascimento

Joel Nascimento

No próximo sábado, dia 31.03.2012, às 15h, o projeto “Música na Arlequim” vai receber Joel Nascimento, prestigiado bandolinista, acompanhado por Magno Júlio (percussão), Bernardo Diniz (cavaquinho) e João Camarero (violão 7 cordas):

O grupo vai levar ao palco da livraria no Paço Imperial clássicos do choro, como “Lamento”, “Noites Cariocas”, “Odeon” e “Chega de saudades”, numa tarde dedicada a Radamés Gnattali, Jacob do Bandolim, Ernesto Nazareth, Pixinguinha, Tom Jobim, dentre outros.

Joel, cuja carreira profissional começou em 1974, quando descoberto oficialmente pelo cantor João Nogueira, também guarda boas lembranças de Radamés Gnattali, quem lhe procurou, em 1978, para transcrever a suíte popular “Retratos”, originalmente escrita pelo maestro para bandolim e orquestra de cordas, a chamada formação regional (bandolim, três violões, cavaquinho e ritmo). Joel reuniu um grupo para tocar a peça, que ganhou uma forma camerística, resultando em uma nova concepção musical e instrumental à formação tradicional dos conjuntos de choro. Este grupo, mais tarde receberia o nome de “Camerata Carioca”.

Um dos fundadores do “Sovaco de Cobra”, grande movimento de choro do Rio de Janeiro, sua carreira internacional começou em 1982, em Nova York, no Lincoln Center – Alice Tully Hall. Posteriormente, apresentou-se na Alemanha, Áustria, França, Itália, Portugal, Japão, Suíça, Argentina, Inglaterra, Holanda e Guiana Francesa. Participou dos Festivais de Montreux, Nice, Córsega, Festival de Câmara do Novo México, do Festival de Bandolins em Lunel – França. Formou o conjunto Sexteto Brasileiro, onde percorreu diversas cidades dos Estados Unidos e apresentou-se como solista da Orquestra Sinfônica de Santo Antônio. Gravou seu primeiro disco solo em 1976, “Chorando pelos Dedos”, iniciando uma série de fonogramas, gravados no Brasil, Estados Unidos , Alemanha e Japão.

Apresentou-se nas principais salas de concertos do país. Tocou com a Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Petrobrás, Orquestra de Câmara de Blumenau, Orquestra UNISINUS, Orquestra do Conservatório da MPB de Curitiba, Orquestra OPUS RIO e Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. Tem participado de gravações ao lado dos maiores nomes de nossa música, além de gravar para trilhas sonoras de cinema e televisão.

Música na Arlequim – Joel Nascimento
31/03/2012 – Sábado, às 15h
Praça XV de Novembro, 48, Loja 1 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Telefone.: (21) 2220-8471 (reserva)
Ingressos: R$15,00 (couvert artístico)

João Mineiro (1937-2012)

João Mineiro

João Mineiro

O cantor sertanejo João Mineiro morreu na noite do dia 24.03.2012 aos 76 anos:

Mineiro estava internado em um hospital em Jundiaí, São Paulo, para a retirada da vesícula. Ele teve complicações após a operação e não resistiu.

João Mineiro havia sido internado na noite de sexta em um hospital de Campo Limpo Paulista após passar mal. Depois, foi transferido para Jundiaí. Ele sofria de diabetes e hipertensão e já havia tido problemas cardíacos.

O cantor ficou famoso ao formar dupla com Marciano. O duo fez sucesso com músicas como “Filha de Jesus” e “Chovisco da Madrugada”.

O corpo do cantor foi velado em Jundiaí. Depois foi levado para Andradas (MG), sua cidade natal. O enterro será nesta segunda, 26.03.2012. Leia mais clicando aqui.

A vida atual de Renato Rocha, ex-Legião Urbana

Renato Rocha, ex-Legião

Renato Rocha, ex-Legião

Analisando apenas a matéria da Rede Record [março de 2012], não dá para entender que, depois de tanto sucesso e em pleno século 21, um músico tenha sido abandonado pelos colegas Se a matéria da Record for verdadeira, não dá para acreditar que ninguém soubesse do caso ou pelo menos não tenham se interessado em saber sobre ele e, assim, tentado ajudar de alguma forma.

Seja como for, na noite de domingo [25.03.2012] o baixista Renato Rocha, que fez parte da formação original do Legião Urbana e participou da gravação dos três primeiros discos do grupo, foi mostrado pela equipe do Domingo Espetacular perambulando pelas ruas do Rio de Janeiro como morador de rua. Em entrevista exclusiva, Renato teria contado o que aconteceu com sua vida. Veja o vídeo clicando aqui:

http://rederecord.r7.com/video/ex-musico-do-legiao-urbana-vive-situacao-dificil-no-rio-de-janeiro-4f6fd1ba92bb439da04ada50/

No site do jornal O Dia há dois vídeos:

Renato diz que está nas ruas há cinco anos, mas não consegue explicar direito como chegou a essa situação. O músico ainda revela que o dinheiro dos direitos autorais é muito pouco. “Como é que pode um disco vender mais de doze milhões de cópias e eu ficar na rua?”, questiona.

A reportagem da emissora apurou junto ao Ecad – órgão responsável pela arrecadação e distribuição de direitos autorais no Brasil – que nos último dez anos ele recebeu R$ 109.953,00, uma média de R$ 916 por mês.

Leia mais e veja os vídeos clicando aqui.

Uma outra reportagem, da Isto É Gente, dá outro enfoque à vida do músico:

A poucos quilômetros dos arranha-céus da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, o músico Renato Rocha, 49 anos, leva uma vida pacata numa casa velha de frente para o mar de Barra de Guaratiba. É num pedaço de paraíso que há dois anos ele vive com a mulher, Rafaela, 25 anos, e os dois filhos, Vitória, de três anos, e Renato, de três meses.

Num vilarejo onde falta luz constantemente, Renato passa os dias se aventurando em cima de sua bicicleta. Em casa, não há tevê. O único elo com o mundo é um celular de cartão. Diferentemente dos tempos de baixista da Legião Urbana, quando varava noites em festas regadas a drogas e álcool. Daqueles anos, restou o rock’n’roll de Woodstock, cujo disco Rocha escuta cinco vezes ao dia. O hábito fez da filha fã de Janis Joplin.

Renato Rocha

Renato Rocha

Quinta-feira 15, Rocha levou Gente até o lugar onde se inspira, depois de uma caminhada de 200 metros mata adentro. Sobre pedras, a 50 metros do mar, o músico escreve letras de músicas para a banda Cartilage, que marcará seu retorno ao showbiz, depois de um exílio de 11 anos. Desde que o líder da Legião Urbana, Renato Russo, o demitiu por constantes atrasos, Rocha não tocou mais. Mudou-se para Curitiba e, três anos depois, para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás. Há dois anos, voltou a morar no Rio, com a quinta mulher, Rafaela, mãe de seus dois filhos.

Nesse tempo, se manteve só com royalties dos três discos que gravou com a Legião entre 1984 e 1989. São cerca de R$ 1.800 mensais. De volta ao Rio e sem lugar para morar, Rocha e a família ficaram acampados. Ele pediu a Dado Villa-Lobos, ex-companheiro da Legião, R$ 200 emprestados. “Foi a primeira vez que o procurei depois que saí da banda. Estava desesperado.”

Leia mais clicando aqui:

http://www.bsbmobile.com.br/index.php/as-marcas-de-renato-rocha.html

No site BK2:

Uma reportagem do Domingo Espetacular, da Record, mostrou Renato Rocha ex- baixista da banda de rock Legião Urbana que de um músico consagrado virou um simples morador de rua.

Veja o vídeo da Reportagem do Domingo Espetacular que mostra a situação dramática que esta vivendo o ex baixista do Legião Urbana Renato Rocha…

Depois de ter contribuir para o sucesso de umas das mais importantes bandas de rock nos anos de 1984 a 1988, Renato Rocha perdeu tudo o que havia conquistado com a música. Os poucos objetos pessoais que lhe sobraram ele carrega consigo em sua jornada nas noites quentes do Rio de Janeiro em uma simples sacola plástica.

O texto foi encontrado aqui.

Update 23.02.2015 – Renato foi encontrado morto em fevereiro de 2015:
Renato Rocha (1961-2015)