Fonte: jornal O Dia de 01.02.2012.

Fonte: jornal O Dia de 01.02.2012.

De acordo com a Folha Online, por unanimidade, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta segunda-feira [01.08.2011] que o músico não precisa ter registro em entidade de classe para exercer sua profissão:
Os ministros julgaram o caso de um músico de Santa Catarina que foi à Justiça ao alegar que, em seu Estado, ele só poderia atuar profissionalmente se fosse vinculado à Ordem de Músicos do Brasil.
Em diversos locais do Brasil, músicos são obrigados a apresentar documento de músico profissional — a “carteirinha de músico” — para poder se apresentar.
A decisão vale apenas para o caso específico, mas ficou decidido que os ministros poderão decidir sozinhos pedidos semelhantes que chegarem ao tribunal. Ou seja, se o registro continuar a ser cobrado, será revertido quando chegar no tribunal.
Para a ministra Ellen Gracie, relatora da ação, o registro em entidades só pode ser exigido quando o exercício da profissão sem controle representa um “risco social”, “como no caso de médicos, engenheiros ou advogados”, afirmou.
O colega Carlos Ayres Britto disse que não seria possível exigir esse registro pois a música é uma arte.
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Do blog de Ancelmo Gois no site do jornal O Globo:
Templo da música carioca, a tradicional Modern Sound vai fechar as portas no dia 30 de janeiro.
A casa, que fez história na música nacional, abriu as portas há 44 anos, em Copacabana, no Rio, e resistiu a várias fases da indústria fonográfica.
A nota foi encontrada aqui.
De acordo com a Folha Online, um concerto para flauta do compositor italiano Antonio Vivaldi (1678-1741), autor das “Quatro Estações”, foi descoberto em meio aos documentos de um Lord escocês, anunciou nesta quinta-feira [07.10.2010] o Arquivo Nacional da Escócia:
A existência da obra, intitulada “Il Gran Mogol”, só era conhecida pela menção feita em um catálogo de venda de uma livraria holandesa do século 17.
O concerto faz parte de uma série de quatro peças, e as outras três ainda não foram encontradas, explicou Andrew Woolley, pesquisador da Universidade de Southampton (sul da Inglaterra).
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Fonte: jornal O Dia de 25.09.2010.

De acordo com o Globo Online, o Canecão foi reaberto por volta das 17h30m desta segunda-feira, 17.05.2010, com a presença de dezenas de funcionários, que aguardavam o oficial de Justiça na porta da casa desde o início da tarde:
A programação está mantida até julho, mas o estabelecimento ainda decidirá o que vai fazer em relação aos três shows que foram cancelados na semana passada, período em que esteve fechado. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) informou que vai recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) que, na sexta-feira, concedeu liminar determinando a reabertura da casa.
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De acordo com o Globo Online, o desembargador Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região concedeu, na tarde desta sexta-feira, 14.05.2010, liminar que permite a reabertura do Canecão:
A casa, no entanto, só deverá abrir para o público na segunda-feira, quando será comunicada da decisão pelo oficial de Justiça. A tradicional casa de espetáculos de Botafogo foi interditada, na segunda-feira , em cumprimento à decisão judicial que determinava a reintegração da posse do terreno à UFRJ, num processo que se arrastava desde 1971. O reitor Aloísio Teixeira planeja transformar o Canecão num centro cultural. Segundo o RJ-TV, a universidade ainda não foi comunicada oficialmente da decisão do TRF, mas já avisou que pretende recorrer.
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Segundo a Reuters, em Londres, em nota publicada na Folha Online, o estúdio de gravação Abbey Road, celebrizado pelos Beatles, foi classificado pelo governo britânico hoje como sítio histórico, visando proteger o santuário da música pop contra quaisquer planos de modificações radicais no imóvel:
A notícia divulgada na semana passada de que a gravadora EMI, proprietária do estúdio, estaria se preparando para vendê-lo, atraiu interesse mundial e suscitou receios de que o local pudesse ser convertido em imóvel residencial.
Seguindo o parecer do organismo de preservação nacional English Heritage, a ministra britânica da Cultura, Margaret Hodge, situou o estúdio na segunda mais alta categoria de locais a serem preservados, classificando-o como edifício tombado grau 2.
Em comunicado à imprensa, a ministra disse que a classificação foi dada “com base no mérito histórico do estúdio” e devido a sua “enorme importância cultural”.
O novo status significa que, embora possam ser feitas modificações no interior do imóvel, quaisquer reformas propostas terão que respeitar o caráter e a preservação dele.
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Do blog de Mauro Ferreira:
PELO SABOR DO GESTO – Zélia Duncan
Após assumir o posto de vocalista do grupo Mutantes e fazer show com Simone que rendeu turnê, entre 2006 e 2008, Zélia Duncan retomou sua carreira solo com disco saboroso, um dos melhores do ano. Lançado em junho, Pelo Sabor do Gesto primou pela leveza e pelo frescor. Dois produtores – Beto Villares e John Ulhoa – costuraram com unidade um repertório irretocável. No tempo da delicadeza pop, a cantora (vista acima em foto de Emmanuelle Barnard) irmanou inéditas e regravações nada óbvias num álbum que reeditou o padrão refinado de seus dois anteriores trabalhos individuais, Eu me Transformo em Outras (2004) e Pré-Pós-Tudo-Bossa-Band (2005). Belo disco que merecia mais sucesso.
DO MUNDO – Denilson Santos
“O mundo não foi feito com fronteira / Não tem fronteira, não”, ressalta Denilson Santos em Do Mundo, faixa-título de seu primeiro CD, gravado em novembro de 2007 e lançado neste ano de 2009 pela Mills Records. Da lavra de Luhli com Alexandre Lemos, Do Mundo traduz de certa forma a liberdade estilística que conduziu o cantor e compositor carioca na seleção de repertório que equilibra músicas de Gonzaguinha (Caminhos do Coração) e Kassin (Tranquilo) entre temas autorais como É Preciso Cantar. Parceiro de Luhli em Bate na Madeira e Pelo Ar, músicas incluídas neste disco arranjado pelo violonista Willians Pereira, Denilson também transita por repertório obscuro de Milton Nascimento em Teia de Renda (parceria de Bituca com pianista Túlio Mourão) e em Guardanapos de Papel, parceria de Leo Masliah e Carlos Sandroni (regravada por Milton depois de ter sido lançada por Clara Sandroni). Integram também o CD Minha Missão (o samba de João Nogueira e Paulo César Pinheiro cuja letra soa como carta de princípios para cantores) e um lado B da obra de Francis Hime com Chico Buarque (Valsa Rancho). Sem fronteiras estéticas, embora mais devotado à MPB, Do Mundo se revela um disco sensível pelas intenções e tensões contidas nos arranjos e no canto grave de Denilson Santos. Mundo interessante.
Theatro Municipal será reaberto no fim de… abril. É o que avisa o Globo Online:
A presidente da Fundação Theatro Municipal do Rio, Carla Camurati, e a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, anunciaram esta segunda-feira a data oficial para a reinauguração do Teatro Municipal: 27 de abril de 2010, 26 meses após o início das obras e 18 meses após seu fechamento. Inicialmente, a reabertura foi marcada para o dia 14 de julho deste ano, data em que o teatro comemorou seu centenário.
Depois foi adiada para novembro e para dezembro. Adriana Rattes justificou os atrasos dizendo que foram descobertas, durante a reforma, novas coisas a serem feitas e concluiu:
- O prazo ter sido excedido não tem a menor importância, pois daqui a dez anos, ninguém vai se preocupar com isso.
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De acordo com o site do Senado Federal, foi aprovado projeto que reduz alíquota de imposto de renda cobrado da classe artística:
Com 51 votos favoráveis, o Plenário acaba de aprovar o chamado “Simples da Cultura”. O projeto de lei complementar, originário da Câmara, do deputado Mendes Thame (PSDB-SP), baixa as alíquotas de imposto cobradas dos produtores e intérpretes musicais, de artes cênicas, visuais, cinematográficas, audiovisuais e literárias, de 18% para até 6%. Com a medida, o setor cultural será incluído no chamado sistema Simples Nacional de tributação.
A matéria obteve relatório favorável da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e já conta, segundo informou o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR) com o apoio do Executivo. Jucá explicou que a iniciativa, por ser de ordem tributária, precisa tornar-se lei ainda neste ano para poder ter efeito já em 2010. Por isso, disse Jucá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar a matéria ainda neste ano.
A notícia foi encontrada aqui.
Matéria de Ana Paula Sousa para a Folha de São Paulo fala sobre a nova Lei Rouanet:
O setor cultural já estava descrente, e o ministro Juca Ferreira evitava falar sobre o assunto publicamente. Mas, finalmente, o projeto de lei que muda a Lei Rouanet, responsável por movimentar cerca de R$ 1 bilhão por ano, será protocolado no Congresso Nacional.
No final da manhã de ontem, o Ministério da Cultura (MinC) recebeu o sinal verde há muito esperado e, às pressas, começou a organizar a cerimônia de entrega do projeto ao Congresso. “Cumpri minha palavra”, disse, com certo alívio, Ferreira. “Fechamos um ciclo do movimento cultural brasileiro.”
Também ontem, estavam na boca do Congresso as discussões sobre o vale-cultura e o Simples, que desonera micro e pequenas empresas culturais. O MinC tinha a expectativa de que ambos fossem aprovados entre ontem e hoje e seguissem para sanção presidencial.
Segundo o secretário-executivo do MinC, Alfredo Manevy, o projeto da Rouanet chega ao Congresso com pedido de tramitação urgente/urgentíssima, que asseguraria a aprovação em 90 dias. Questionado sobre o envio às vésperas do Natal e sobre a discussão em ano eleitoral, Ferreira argumentou: “Foi o tempo necessário. E o Brasil precisa pôr fim ao paradigma de que em ano eleitoral não se trabalha”.
Prometida desde o primeiro mandato do governo Lula, a mudança, que deixa apreensivos produtores e artistas, passou por uma consulta pública e, depois, ficou seis meses em fervura no governo. “A área econômica tem dificuldade de compreender as singularidades da cultura”, diz Ferreira. “Precisamos nos adequar às metas do governo, mas eu não estava disposto a mudar radicalmente o projeto.” O ministro refere-se, sobretudo, ao incremento do fundo público.
A partir de 2010, devem ser disponibilizados, num fundo gerido pelo MinC, R$ 800 milhões. “O fortalecimento e a desburocratização do fundo é a grande novidade, porque põe fim à busca do patrocínio”, diz Manevy. O dinheiro, quase todo do Orçamento, será distribuído por meio de bolsas e prêmios. “Vamos construir uma rede de pareceristas, formada por especialistas de cada área, que escolherá os projetos.”
A migração de dinheiro para um fundo divide o setor cultural. Alguns defendem que só assim se abre espaço para manifestações menos moldadas ao mercado, que tendem a encontrar as portas fechadas nas salas dos grandes patrocinadores, interessados em expor suas marcas. Para outros, a centralização de poder nos corredores do ministério pode dar origem a favorecimentos indesejados.
Outra mudança que deve causar ruído diz respeito à exigência de contrapartida empresarial. A proposta prevê que, para usar benefício fiscal, as empresas devam colocar ao menos 20% de recursos próprios num projeto. O texto estabelece três diferentes tetos de renúncia: 40%, 60% e 80%.
“Num primeiro momento, as empresas não eram favoráveis a essa ideia”, diz Manevy. “Mas o próprio debate público as levou a isso. Tanto empresas estatais quanto privadas assumiram esse compromisso, então partimos do pressuposto de que manterão investimentos.”
Muitos produtores temem, porém, que a medida acabe por afastar os empresários e dificulte ainda mais a captação. Cabe lembrar que apenas cerca de 20% dos projetos aprovados pelo MinC conseguem, de fato, patrocínio.
A matéria foi encontrada neste link.

Um show impecável. É o que declara Carlos Eduardo Oliveira para o Jornal do Brasil sobre a passagem do AC/DC por São Paulo:
Não há nada mais icônico sobre o som do AC/DC do que a enorme locomotiva plantada no centro do gigantesco palco da turnê Black ice. O que as 65 mil pessoas que lotaram o estádio do Morumbi testemunharam na noite da última sexta-feira [27.11.2009] foi um impiedoso descarrilamento sonoro de deixar o mais calejado roqueiro desconcertado. Após um hiato de oito anos da última passagem pelo país (a primeira visita foi no lendário Rock in Rio, em 1985), a banda australiana capitaneada pelos irmãos Angus e Malcom Young deu uma aula de como se faz rock pesado de verdade e sem afetações. Com 36 anos de carreira e cerca de 70 milhões de discos vendidos, o grupo é uma espécie de unanimidade e bastião de integridade roqueira.
Leia o artigo completo clicando aqui.
Fonte: jornal Destak (RJ) de 24.11.2009.

Mais um artigo interessante, desta vez de autoria de Paulo Nogueira no site da revista Época:
Rei morto, rainha posta. 2009 foi marcado no universo pop, basicamente, por um funeral e um batizado, ambos igualmente faustosos e com a extravagância multicolorida das superproduções em que os personagens parecem gente que não é como a gente, artificiais em tudo, cabelo, roupas, dentições, atitudes e até na voz. Desapareceu Michael Jackson, o Rei do Pop aos 50 anos, e apareceu não um sucessor mas uma sucessora, Lady Gaga. Aos 23 anos, ela é a Rainha do Pop, e domina não apenas as outras rivais, de Madonna a Britney Spears, mas também os marmanjos. Todos os grandes números da música pop em 2009 ficaram na bolsa de Lady Gaga. Quatro músicas de seu álbum de estréia chegaram ao topo da lista de sucessos da Billboard, mais de 4 milhões de faixas suas foram baixadas legalmente nos Estados Unidos etc. É difícil até a um cinquentão como eu permanecer indiferente à estridência carismática de Lady Gaga, expressa em canções como Paparazzi e Poker Face. O vídeo de Paparazzi, que você provavelmente viu antes de começar a ler o texto, prova isso.
O Rei Morto e a Rainha Posta têm enormes semelhanças, a começar pela ambiguidade sexual. Michael Jackson, segundo o relato de sua primeira mulher, Lisa Presley, jamais a encarava pela manhã sem antes fazer a maquiagem no banheiro. Lady Gaga, no verão em que se sagrou soberana, foi pilhada pela câmara de tevê num animado festival na Inglaterra com um a calcinha à mostra na saia minúscula que usava. O estranho volume que se via ali levou a rumores segundo os quais Lady Gaga oscilava entre hermafrodita e, simplesmente, homem (veja a foto). Depois de um demorado silêncio, Lady Gaga disse que não fora exatamente ela a insultada, mas sua bela vagina. O Rei era suspeito de ser Rainha e a Rainha foi suspeita de ser Rei: este o mundo estranho e paradoxal da música pop, onde tudo pode não ser o que parece e o contrário disso também não deve ser descartado. (…continua…)
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Um interessante artigo com o título “Em tempo de calouros”, de autoria de Ivan Lessa, pode ser lido na Folha Online
“Qual é nosso próximo candidato, miss Mary?”
“É o Roberval da Silva.”
“E de quem ele vai fazer uma cópia?”
“Roberval vai fazer uma cópia de Orlando Silva.”Era mais ou menos assim que os calouros eram apresentados por Renato Murce e sua assistente, “miss Mary”, que nunca cheguei a saber quem era e se copiava alguém. O nome do programa era Papel Carbono, ia ao ar aos domingos de noite na PRE-8, Rádio Nacional, nos cada vez mais idos da década dos 40.
Era uma produção de Renato Murce, radialista veterano, responsável ainda por outro sucesso dominical na mesma Nacional, no mesmo domingo: Piadas do Manduca, um antecedente da Escolinha da Professor Raymundo. Renato Murce deixou registrado para sempre na história de nosso (arrã!) “sem fio” um número beirando o infindo de produções. Assim de estalo, sem googlar nada, me lembro também de Alma do Sertão. E que Renato Murce foi casado com Eliana, a nossa vedete dos filmes da Atlântida.
O nome do programa é a única implicância que eu tinha, e ainda tenho um pouco, para ser franco. Papel Carbono. Fica parecendo que os aspirantes à fama eram obrigados a imitar alguém. Nada disso. Simples bolação meio mal bolada apenas. Os calouros chegavam e mandavam sua brasa. Se é que a tinham. Para ficar num lugar-comum, pode-se dizer, sem medo de errar, que Papel Carbono foi um “celeiro de astros”. Atenção para alguns dos nomes que se apresentaram pela primeira vez no danado do programa do bom Murce. E aí, sim, eu googlei. Vamos lá. Ângela Maria, Os Cariocas, Doris Monteiro, Agnaldo Rayol, Roberto Carlos, Baden Powell e por aí afora. Só para dar uma ideia.
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Reportagem de Marcus Preto, da Folha de São Paulo, fala dos dez anos de falecimento do produtor Suba:MARCUS PRETO
Suba estava com as malas prontas. Aos 38 anos, o iugoslavo (nascido em Novi Sad, hoje Sérvia) era um produtor musical em íngreme ascensão. Radicado no Brasil desde os 29, acabara de lançar por um selo belga o primeiro álbum autoral, “São Paulo Confessions”.
A crítica internacional elogiava o disco e o anunciava como um dos preferidos de Madonna naquela temporada. Partiria para um mês de entrevistas na Europa.
Aqui, o prestígio do produtor se sedimentava em trabalhos com Marina Lima, Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Mestre Ambrósio. Acabava de produzir o primeiro álbum “internacional” de Bebel Gilberto, que seria lançado a seguir. E, quando voltasse da Europa, faria os novos de Daniela Mercury e Skank, entre outros.
Dois dias antes da viagem, Suba dormia no apartamento em que morava, em Pinheiros, quando um curto-circuito na fiação da TV iniciou o incêndio. Morreu horas depois, no Hospital das Clínicas. Era terça-feira, 2 de novembro de 1999.
Agora, dez anos depois da tragédia, amigos do produtor se reúnem para o que chamam de “celebração”. Marcaram para 1º de dezembro, no Sesc Pompeia, um show reunindo boa parte dos artistas que trabalharam com Suba. A “convocação” foi feita por Marisa Orth.
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De acordo com Mônica Bergamo, colunista da Folha de São Paulo, o maestro John Neschling ganhou a ação trabalhista que movia contra a Fundação Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo):
A Justiça considerou nulos os contratos do regente com a orquestra e avaliou que ele deveria ser considerado um empregado, com direito a férias, 13º salário, FGTS e indenização por ter sido demitido. A sentença determina que Neschling receba R$ 4,3 milhões.
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Uma reportagem do Globo Online fala sobre jovens talentos da música erudita brasileira:
Consultados sobre o futuro da música de concerto no Brasil, 15 compositores de renome que participaram da Bienal de Música Contemporânea deste ano citaram onze nomes de jovens talentos que prometem brilhar neste campo. Alguns fizeram questão de votar em mais de um jovem, enquanto outros, como Ernst Mahle e Aluisio Didier, preferiram se omitir por não conhecerem bem a nova produção. Apesar dos poucos votos em branco, a grande quantidade de eleitos reflete um cenário musical em ebulição e marcado pela forte presença de novas gerações. Os novatos mais votados foram os cariocas Nikolai Brucher – escolhido por Tim Rescala, Edino Krieger e Ronaldo Miranda -, Luciano Leite Barbosa – mencionado por João Guilherme Ripper e Caio Senna – e Vicente Alexim – considerado uma grande revelação desta Bienal com um concerto para clarinete que conquistou Edino Krieger e João Guilherme Ripper, além de ter contado com um voto prévio de Caio Senna -, o goiano Paulo Guicheney – votado por Almeida Prado e Mario Ficarelli – e o paulista criado em Goiânia Rodrigo Lima – lembrado por Ronaldo Miranda e Marisa Rezende. Curiosamente, muitos deles começaram a estudar música tardiamente, caso de Brucher, Guicheney e Barbosa.
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Um interessante post, “If he’s black, he must rap”, no site Four Four fala sobre os rótulos e classificações desmedidas que a todo momento se vê por aí:
R. Kelly. Bobby Brown. Ray J. Estelle. Sisqo. Russell Simmons. Shaggy. Damon Dash. M.I.A. Santigold. Kelis. T-Pain. Akon. All of these people have two things in common:
1) At one point, they were referred to by the New York Post as “rappers,” and
2) None of them are.
You see how some of these might confuse people: how the sing-songy styles of M.I.A. and Akon could be mistaken as rapping for the uninitiated and hard-of-hearing, old white people who write the Post. T-Pain is a “rappa ternt sanga,” so that explains that. Bobby Brown has rapped (I mean, has a couplet finer than “Too hot to handle, too cold to hold / They called the Ghostbusters in they’re in control” since been spat?), Kelis, R. Kelly and Santigold have kind of, as well, I guess. Russell and Damon have worked around rap, so I guess they’re rappers by association?
The fact of the matter is that even if the case can be made that a few of these people could possibly write “rapper” on their resume, a more accurate title could be applied to any of them. (Someone like Kid Rock apparently is one of the few of the multi-hyphenate elite. Guess why!) I do not know for sure why they are called “rappers,” but I can make a few guesses. The Post still fetishizes rappers as the bad boys of the entertainment industry. The vast majority of its hip-hop coverage — I’d say just from the informal survey that I took to find the above examples of faulty labeling, 80 percent of it involves the rappers involved in some sort of crime. As silly as it is, the word “rapper,” still has sensationalistic value at the Post that “R&B star” or “dancehall artist” or “mogul,” just doesn’t. (Shit, they called Barbie a rapper, even though she was actually, Rappin’ and Rockin’.) Also, these people who have no idea what they’re talking about regarding pop culture, may hear about a (usually male) black recording artist and just assume that he is a rapper. I’m not saying that these people are racist (although, if they work for the Post, I’m not saying they’re not racist, either), but I am saying they’re lazy, ignorant and prone to stereotyping. That’s all!
The reason that I bring this up is that in Tuesday’s paper there was an item labeling Ne-Yo a rapper, which is the most egregious error of this sort yet. I think I’ve rapped more than Ne-Yo has. He’s a fucking crooner, you know? A singing, songwriting crooner. (I discovered through my research that this isn’t even the first time the Post has done that.) Seriously, Post, who’s next? Stevie Wonder? Miles Davis? Lenny Kravitz is part-black, so he must be part-rapper, too, right? And look, I understand factual errors. I make them often. I understand meaning one thing and typing another. But I don’t understand working at a national media outlet and just assuming in the place of fact-checking. That’s nonsense.
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O portal Terra traz matéria que reproduz trechos da entrevista que a cantora Rihanna (que levou uma surra, em fevereiro de 2009, do próprio namorado, Chris Brown) concedeu a Diane Sawyer, do programa matutino Good Morning America, contando detalhes sobre o caso:
Na entrevista, que foi publicada pela revista People, Rihanna disse ter se surpreendido com o nível de fúria que o namorado atingiu: “Quando é que ele ia parar? Ele não tinha alma em seus olhos. Quando eu olhei para ele, percebi que não tinha alma”.
Um dos momentos mais delicados do programa foi quando Rihanna contou como procedeu após a agressão: “Eu fui golpeada na cara, estava sangrando, com meu rosto inchado, destruído.”
A apresentadora perguntou por que Rihanna não teria deixado o carro: “Eu queria sair do carro e caminhar, mas pense na situação, começar a andar em um vestido de gala rasgado e cheia de sangue no rosto?”
Em relação ao amor que sentia por Brown ela disse: “O amor não vai embora logo, acho que ele mesmo não aceitou isso muito bem nossa separação. Obviamente ele não quer que sejamos separados. Mas eu tive que tomar uma decisão para mim.”
Rihanna negou que tenha sentimentos de revanche: “Não, eu não odeio ele em tudo, acho até que acho que preciso passar a encarar tudo isso como algo que eu tinha que passar para crescer e aprender.”
A matéria foi encontrada aqui.
Update 09.04.2010 – Leia também:
- Rihanna e Matt Kemp: Namoro confirmado
Reportagem de Ana Paula Souza para a Folha de São Paulo fala sobre o projeto de lei que altera o mecanismo de renúncia fiscal na reforma da Lei Rouanet, enviado à Casa Civil há três meses:
Ao ruidoso debate sobre a reforma da Lei Rouanet, base da produção cultural brasileira, seguiu-se o silêncio. Enviado à Casa Civil há três meses, com a promessa de que, em agosto, seguiria para o Congresso, o projeto de lei (PL) que altera o mecanismo de renúncia fiscal segue de mesa em mesa.
Fontes ligadas ao governo afirmaram à Folha que a demora se deve, em parte, ao pé atrás da área econômica, ainda não plenamente convencida da necessidade de se aumentar a fatia da cultura no orçamento federal. Alfredo Manevy, secretário-executivo do Ministério da Cultura (MinC), evita tratar da questão de forma direta, mas diz que a discussão sobre valores é “um bom problema”.
“A cultura é uma novidade no debate político”, diz Manevy. “Trata-se de uma discussão complexa. São cinco ministérios envolvidos num projeto que recebeu, na consulta pública, 2.000 contribuições.”
O que chamou a atenção da Fazenda foi o fato de que, sob as asas do MinC, dono de um orçamento de R$ 600 milhões, ficarão também os recursos do Vale-Cultura e do Fundo Nacional de Cultura (FNC), que deve ser turbinado em 2010. Há, além disso, o dinheiro da renúncia fiscal, que ultrapassa a casa do R$ 1 bilhão. O Vale-Cultura, que foi aprovado pela Câmara e já tem relatores no Senado, nasceu com a estimativa -para lá de otimista, diga-se- de que pode movimentar até R$ 7 bilhões por ano.
Leia mais clicando aqui.
O cantor e compositor Caetano Veloso, de volta a SP com o show ‘Zii e Zie’, falou ao Estadão sobre Brasil, violência, eleições, e afirmou na entrevista que a senadora Marina Silva (PV-AC), possível candidata à presidência, “não é analfabeta como Lula, que não sabe falar, é cafona, grosseiro’, e que Marina teria características semelhantes às do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Leia a entrevista que repercutiu hoje na mídia clicando aqui.