
Neyde Thomas
De acordo com a Folha Online, a soprano paulista Neyde Thomas, uma das principais cantoras líricas brasileiras do século XX e conceituada professora de canto, morreu em Curitiba devido a um tumor no pâncreas, na madrugada desta segunda-feira [01.08.2011], aos 81 anos:
Natural de Pirajuí (SP), Thomas teve uma carreira internacional expressiva, cujo ponto alto ocorreu em Berlim, onde foi membro do elenco estável da Deutsche Oper. Cantou ainda no Metropolitan de Nova York, Ópera de Monte Carlo, Academia de Santa Cecília (Roma), Liceu de Barcelona, entre outros.
Com enorme facilidade para os agudos, destacou-se em papéis de soprano coloratura, como “La Traviata” (Verdi), “Lucia di Lammermoor” (Donizetti) e diversas óperas de Mozart. Interpretando essas partituras, exibia uma técnica invejável, que a fez uma das mais respeitadas e disputadas professoras de canto do Brasil, moldando algumas das melhores vozes surgidas em nossos palcos nas últimas duas décadas.
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Do site oficial (http://www.neydethomas.com.br/):
Neyde Thomas estudou técnica com a professora Olga Urbany de Ivanov e repertório com o maestro André Vivanti.
Sua estréia foi como Gilda na ópera “Rigoletto”, de G.Verdi.
Venceu com medalha de ouro o Concurso “Achille Peri”, em Reggio Emilia, na Itália, debutando no Teatro Municipal da cidade, representando o papel de Lucia, da ópera “Lucia de Lammermoor” de G.Donizetti.
Residiu no exterior, durante vinte anos, onde desenvolveu intensa e destacada carreira internacional, tanto na ópera como em concertos; cantou nos maiores teatros internacionais dentre os quais: Metropolitan Opera House (New York), Deustche Oper (Berlim Ocidental e Oriental), Ópera de Monte Carlo, Academia de Santa Cecília (Roma), Liceu de Barcelona, Teatro Angelicum (Milão), Palais de Beaux Arts (Bruxelas), Palácio de La Musica (Barcelona), Palácio Del Congresso (Madrid), Theatro Municipal de São Paulo e Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Tornou-se membro efetivo do Deustche Oper de Berlim, na reinauguração do Komische Oper, marcando sua presença.
Atuou sob a direção de renomados maestros como: Igor Markevitchi, Lorin Maazel, Eugen Jochum, Molinari Pradelli, Giuseppe Patané, e regisseurs do porte de Walter Felsenstein, Bureslaw Barfog, Phillippo Sanjusti e Josef Svoboda. No Brasil sob a direção dos maestros Eleazar de Carvalho, Isaac Karabschewsky, Júlio Medaglia, Túlio Collacioppo, Diogo Pacheco, Alceo Bochino, Oswaldo Colarusso, entre outros.
Contracenou com grandes nomes como: Luciano Pavarotti, Plácido Domingo, Cezare Siepi, Alfredo Kraus e Montserrat Caballé.
Recebeu vários prêmios, dentre eles, o 1º lugar no “Prêmio Talentos da Maturidade do Banco Real”, interpretando “Melodia Sentimental” de Villa-Lobos e gravou um CD com as três peças que fazem parte da “Suíte Floresta Amazônica”: “Melodia Sentimental”, “Cair da Tarde” e “Canção do Amor”.
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